Arum

Fotos de GuidinhaPinto: Oferecimento de Belmira Toco

Zantedeschia aethiopica - (em Portugal Jarro, no Brasil Copo-de-leite) é o nome científico desta planta originária da África do Sul, comum onde quer que exista água. Forma grandes extensões em deltas de rios e lagos. É usada como ornamental em outras zonas de clima temperado, devido às suas flores grandes e à facilidade com que se cultiva. É tóxica, devido à presença de oxalato de cálcio e possivelmente é uma espécie invasora.

Tal como nós. Alguns somos tóxicos, pelas drogas que ingerimos que nos tratam as maleitas. E todos somos uma espécie invasora.

Dia da Terra



Faço o que posso, mas posso fazer mais.

FELIZ DIA, TERRA!

A verdadeira amizade é como a fosforescência: nota-se melhor quando tudo ficou às escuras. ¨


Recebi-o há alguns dias, via e-mail. Guardei-o tão bem guardado que só agora o encontrei. Há coisas tão bem, mas tão bem guardadas, que quando não se procuram, encontram-se. Obrigada Margaridinha :-)*

¨Tagore

Martim Moniz

Colagem de Fotos de GuidinhaPinto
Fotos em baixo: Salão Lisboa (antigo cinema) e Igreja da Nossa Senhora da Saúde.


*O Salão Lisboa, conhecido como “Cinema Piolho”, foi o primeiro recinto especialmente construído para o espectáculo cinematográfico.
Situava-se na Rua da Mouraria, entre as Escadinhas da Saúde, o Antigo Beco do Cascalho e a Rua das Fontainhas a S. Lourenço. Este salão pertencia á Empresa Salão de Lisboa, Lda., de Henrique O’Donnell e Victor Cunha Rosa, e abriu as suas portas ao público em 1916, com sessões às quintas-feiras, sábados e domingos.
O público era essencialmente jovem, o que fazia com que os filmes de acção fossem o essencial da sua programação.Em finais de 1928, iniciaram-se as obras de melhoramento no seu interior, como forma de corresponder às exigências do público e ao aparecimento de novas salas.
Foi em 1932 que se introduziram novas alterações, principalmente na fachada. Até 1972, o Salão Lisboa continua nas mãos da família O’Donnell, altura em que suspende a sua exploração cinematográfica, passando aí a funcionar um armazém de revenda que, no entanto, continuou a manter na frontaria o nome de “Salão Lisboa”.*
In:http://cinemasparaiso.blogspot.com/2007/09/cinema-dos-primrdios-salo-lisboa-e-salo.html

Paços do Concelho. Igreja de S. Julião.

Foto de GuidinhaPinto: Edifício dos Paços do Concelho
O edifício dos Paços do Concelho, para além do seu valor arquitectónico e artístico, reflecte a imagem de Lisboa e de Portugal Liberal, Regenerador e Republicano. Importantes acontecimentos da nossa história, como a Proclamação da República em 5 de Outubro de 1910, ficaram profundamente associados a este edifício.
Foto de GuidinhaPinto: Do lado esquerdo, Igreja de S. Julião
Foto de GuidinhaPinto: Antiga Igreja de S. Julião! É este o nome? Serve de garagem?!?
Autoria do Arquitecto Reinaldo Manuel, data dos Séculos XVIII-XIX. A primitiva igreja datada do Século XIII ficou completamente destruída pelo terramoto de 1755, obrigando à sua total reedificação que só se iniciou em 1802 ficando concluída em 1810. De traço típico pombalino semelha-se em muito às Igrejas da Encarnação, São Nicolau, Sacramento e Mártires. Adquirida em 1934, serve actualmente de garagem.

Aqui , visto do Céu.
Aqui , encontra-se mais informação.

Perto de mim, há quem se afronte - CRIL SIM, mas assim não

Deixo a minha contribuição aqui para dar voz aos vizinhos Pelo Direito à Cidadania e por uma CRIL SEGURA e ao serviço dos Cidadãos!

Este conta a estória toda.

Comece por fazer o que é necessário, depois o que é possível e de repente estará a fazer o impossível ¨

Foto de GuidinhaPinto: .../ ... o impossível
No meu último passeio à Baixa de Lisboa, cliquei algumas estórias. Esta é a de um pombo.
Quem já não conversou alguma vez com seu cão, gato ou pássaro doméstico? Todos nós fazemos isso. Perto das 13:00h, eu e Mãe estávamos matando a fome, com uma refeição rápida no Pan's & Company, numa das ruas perpendiculares ao Tejo. Degustando um pão de côdea fininha e estaladiça, recheada com frango desfiado, alface, tomate, maionese ... reparei num pombo (ou pomba) que esvoaçava baixo, à porta. Poisou na rua, à entrada do estabelecimento. Deu um pulinho e entrou. Chamei a atenção de Mãe. Ela virou-se na cadeira e ambas olhámos a ave, admiradas. Não demonstrava receio, picou, descontraída, todas as migalhas que encontrou no chão, caminhando e dando balanço ao pescoço, para a frente e para trás. Peguei num pedacinho da minha sandes e deixei cair junto à minha cadeira. A seguir, pousei-a no prato. Peguei no meu telélé para o trazer para casa, com um clic. Fui clicando, por diversas vezes. Ele veio vindo e parou junto dos meus pés. Picou duas ou três vezes a migalhinha, olhando-me de lado a ver se caía mais ... Continuei imóvel. Ele seguiu com uma rota certa. Qual não é o nosso espanto, entrou na zona de preparação dos alimentos - a cozinha. Está postada em cima, a foto escolhida. Notei uns olhares contrariados, outros sorridentes perante a situação. Não te envergonhes se, às vezes, animais estejam mais próximos de ti do que pessoas. Eles também são teus irmãos¨ ... Por lá esteve alguns segundos. Depois veio, com todos os vagares, tornou a passar pelos pés de quase todos os que se encontravam na loja e saiu para a rua, num voo baixinho. Acabamos a refeição, satisfeita a necessidade de alimento e em boa disposição.
Eu tenho uma bichinha em casa. Uma cadelinha. A Bi. Sempre gostei de animais e sou incapaz de pisar uma formiga. Talvez por isso eu tenha conseguido aprender de novo a viver. Estão a fazer 5 anos que me mandaram para casa. Tive de buscar novos alentos para não me desmoronar. Sei por experiência própria que os animais nos podem transmitir ensinamentos sobre a sua natureza. É bem verdade. Um jornalista norte-americano, de nome Bill Zimmerman, fez um pequeno livro reunindo lições que aprendeu com seu cão. Tomei nota de alguns princípios básicos ensinados pelo animal, a partir do exemplo e não das meras palavras, num papelito. Fui procurar na minha caixa dos papelitos por editar e encontrei. Aí estão:
* Saúde cada novo dia com renovadas esperanças. Apague da memória toda mágoa e decepção do dia anterior. (p. 2)
* Saia para o mundo para descobrir coisas novas. Use o seu faro em qualquer situação, com paixão. Seja curioso, sempre: há muito que ver e aprender. (p.1 e p.17)
* Observe o mundo à sua volta. Mantenha a guarda até que tudo se esclareça. (p. 6)
* Esteja preparado para rosnar ou mostrar os dentes para proteger o que é seu. Só morda como último recurso. (p. 22)
* Seja prático. Saiba quando latir, quando uivar, quando ganir, e, sobretudo, quando ficar de boca fechada. (p. 60.)
* Seja leal a quem cuidou de você. Não seja nunca um traidor. Não é bom ser instável. (p. 36)
* Faça longas caminhadas. Elas desanuviam o espírito. (p. 25)
* Seja amável: você sempre acha algo de bom num ser humano. (pp. 55 e 57)

Naturalmente, não só os cachorros podem ensinar os seres humanos. As lições de sabedoria estão, literalmente, em toda parte ao nosso redor. “Até pedras dão sermões”, afirmou no século IX um Raja-Iogue dos Himalaias. Devemos apenas perguntar-nos até que ponto podemos olhá-las e colocá-las em prática.
¨São Francisco de Assis

/ ... também é gente, guindastes .../ ...


Fotos de GuidinhaPinto: Cais do Sodré


O cais do Sodré não é
só bares de prostitutas
também é gente a alombar
caixa de peixe e de fruta
não é só o mal que passa
na kananga do japão
também é cais onde embarca
quem busca no mar o pão
Ai cais do Sodré
ai cais do Sodré
mais vale parecer
que ser o que é
ai cais do Sodré
ai cais do Sodré
nem todo o sapato
te serve no pé
O cais do Sodré não é
só rusga que vai e vem
também é gente que mora
num largo que há muito ali tem
gente com filhos mulheres
e a renda da casa em dia
gente que apenas trabalha
e no trabalho confia
O cais do Sodré não é
só refugio de falsários
também é gente, guindastes
movidos pelos operários
não é só amor que passa
na kananga do japão
também é cais onde embarca
quem busca no mar o pão
Apanhamos o 58 para o Cais do Sodré. A Praça da Ribeira já não é o que era. No rés-do-chão é só flores. No 1º andar, comeres. Penso que actualmente, este poema de Avelino Couto cantado pelo Rodrigo, não tem muito a ver com o actual estado do Cais do Sodré. Ainda não sei muito bem como vai ficar. Está tudo em obras ...

Dá, se puderes; se não puderes, sê afável *

Foto de GuidinhaPinto: Chamariz

É impressionante a quantidade de pessoas - imigrantes de diversas origens do planeta Terra - que nos abordam, pedindo, contando histórias. Pedem dinheiro. Ofereço-lhes alimento, elas agradecem, mas querem dinheiro.

Nas ruas da Baixa lisboeta eles estão proliferando como cogumelos no Outono. Eu vou passando, olhando, vendo com olhos de ver. É para isso que me desloco à Baixa. Para a saborear. Como há muitos anos atrás, quando ir até à Baixa era sinal de passeio, de tarde bem passada, de compras.

Olhar de hoje e olhar de há anos, mas que grandes diferenças. Lembrar alguns prédios, as ruas empedradas, os eléctricos e autocarros, os pombos, as floristas. Os cafés e leitarias, as esplanadas, os engraxadores de sapatos, os vendedores ambulantes-de-gravatas-fitas-de-nastro-pentes-para-pentear-carecas, os cauteleiros, as montras dos grandes armazéns - Grandela, Chiado, A Casa Africana - a loja dos discos da Valentim de Carvalho na Rua do Carmo - onde podíamos ouvir um single ou um LP dentro de umas cabines com auscultadores nas orelhas e pedir fotos autografadas dos nossos artistas preferidos ... para onde os mandámos? Desapareceram.
Céus, para onde me levou este tema. Eu só queria mostrar o cãozinho!

Pois hoje, está lá um pouquinho só, destas minhas recordações.

Mais pobre, a minha Baixa lisboeta está mais rica em mendigos. Mãos estendidas, mãos a tocarem-me, membros doentes expostos, invisuais a tocarem mal instrumentos, um jovem a tocar acordeão com um chamariz - um cãozinho, que fotografei.
*Não podes dar a todos*, recomenda a senhora minha Mãe, que faz muito gosto em me acompanhar no passeio. Já fomos muito felizes em momentos passados há anos, na Baixa lisboeta.
E na realidade chego a um ponto de saturação quando sou de novo abordada, pela enésima vez e só sorrio e peço desculpa por não poder abrir de novo o porta moedas. Mas não sei lidar com mãos estendidas. Não fico bem comigo mesma.
Ir até à Baixa é bom. Mas fica-me sempre um saborzinho amargo porque a miséria de alguns convive com o meu bem estar, com a minha satisfação de dar um passeio numa tarde de Primavera com a senhora minha Mãe por companhia.
* Santo Agostinho

Será por causa dos leões de pedra?

Foto de GuidinhaPinto: Qualquer coisa & Totta
Banco Totta, na Rua do Ouro. Um belo edifício. Cliquei.
Lembrei-me do anúncio:
- Queres dinheiro? Vai ao Totta!

Edifício urbano, implantado em terreno plano. Incluído do conjunto da Baixa Pombalina, faz parte integrante de uma frente de quarteirão na R. do Ouro. Destacado, interrompe o ritmo próprio e característico das fachadas pombalinas. É por isso que dá nas vistas!!!

Uma obra assinada pelo Arq. Miguel Ventura Terra (1866 - 1919) e por Jorge Pereira, Escultor-Modelador.

A alegria não está nas coisas: está em nós*

A chuva cai lá fora. Está vento, algum frio ... enfim, estaremos na Primavera? A estação da Alegria?

Que melancolia. Onde andas, Sol?

Andava pelas mensagens. Algumas giras. No momento em que abri uma de Guida Pinto com este anexo, senti-me capaz de mudar e ficar bem mais alegre. Cantei até, abanei a *carola* e só não fui para a rua porque ... não sei dançar como ele :-)) Há pessoas com este dom - conseguem adivinhar e enviam alegria em dias de chuva para os melancólicos, via e-mail. Obrigada.

Resolvi colocá-lo aqui. Para quando eu tiver necessidade de um pouco de Sol no coração e um sorriso no rosto, num outro dia de Primavera molhada e fria. Esta Primavera que ainda continua abraçada ao Inverno.

* Goethe

Campanha *O que você faz conta*

De longe é arte, de perto é lixo, resume o fotógrafo Chris Jordan.
Na exposição "Running the Numbers", inaugurada em 15 de Abril no Pavilhão do Conhecimento e patente até 30 de Abril, em Lisboa, 426 mil telemóveis fora de uso, 1,14 milhões de sacos de papel, 200 mil maços de cigarros, dois milhões de garrafas de plástico por reciclar e outros tantos desperdícios são matéria-prima de uma colecção de imagens que promete ajudar a perceber o que tentam dizer as estatísticas sobre a poluição do planeta.
Vale a pena ler o artigo e, penso, visitar a exposição. Até porque está a chover e não dá para ir ver o mar no fim-de-semana que se aproxima. Vou ver se arranjo companhia.

Sporting 5 - Benfica 3

2 a zero? Deixei de acompanhar Marido na visualização do jogo. Vim-me embora para aqui. Grandes nabos! Depois ouvi *goooolo* e mais *goooolo* e mais *gooolo* e mais *gooolo* e mais *gooolo*. Pois foi. Eu não estava a assistir, e eles marcaram. Parecia que estava a embruxar com a minha presença! Ora eu!
E o telefone tocou - era a Irene (Uau!!! já viste? vou mandar uma mensagem ao meu afilhado que é todo benfiquista) e Mãe telefonou (nunca vi o Sporting marcar tantos golos na segunda parte) e Joaquina ligou (Uau!!! o meu marido está cá com um azar - o Sr. Manuel é do Benfica) ...
Mas que felicidade! Vivó Sporting! Até Maio, quando jogar com o Porto. O que ganhar, ganhará. Logo se verá. Esta, já cá canta.

Fotógrafos do Público, o jornal

Aqui o ano de 2007, visto pelos fotógrafos do Público. Imagens para guardar.

Açores, de Paulo Ricca

Aqui um trabalho de fotografia de Paulo Ricca, de 1980 a 2005, sobre as Ilhas dos Açores, com fundo musical de Chopin
Espectacular.

Prostituição - a mais velha profissão do mundo

Madame Bel de Pablo Picasso


O Ministério do Trabalho e Emprego Brasileiro tem uma página na Internet. Até aqui, nada de novo. Mas ... e aí vem a diferença: faz da Prostituição uma Ocupação Brasileira como outra qualquer, um TRABALHO. Vou fazer copy-past. No original, sem correcção ortográfica.

- Indica em 5198-05, que Profissional do sexo tem diversos TÍTULOS: Garota de programa, Garoto de programa , Meretriz , Messalina , Michê , Mulher da vida, Prostituta , Puta, Quenga, Rapariga, Trabalhador do sexo, Transexual (profissionais do sexo), Travesti (profissionais do sexo).
- Na Descrição sumária indica que: Batalham programas sexuais em locais privados, vias públicas e garimpos; atendem e acompanham clientes homens e mulheres, de orientações sexuais diversas; administram orçamentos individuais e familiares; promovem a organização da categoria. Realizam ações educativas no campo da sexualidade; propagandeiam os serviços prestados. As atividades são exercidas seguindo normas e procedimentos que minimizam as vulnerabilidades da profissão.
- Nas Condições gerais de exercício, informa: Trabalham por conta própria, na rua, em bares, boates, hotéis, porto, rodovias e em garimpos. Atuam em ambientes a céu aberto, fechados e em veículos, em horários irregulares. No exercício de algumas das atividades podem estar expostos à inalação de gases de veículos, a intempéries, a poluição sonora e a discriminação social. Há ainda riscos de contágios de DST, e maus-tratos, violência de rua e morte.
- Na Formação e experiência indica: Para o exercício profissional requer-se que os trabalhadores participem de oficinas sobre sexo seguro, oferecidas pelas associações da categoria. Outros cursos complementares de formação profissional, como por exemplo, cursos de beleza, de cuidados pessoais, de planejamento do orçamento, bem como cursos profissionalizantes para rendimentos alternativos também são oferecidos pelas associações, em diversos Estados. O acesso à profissão é livre aos maiores de dezoito anos; a escolaridade média está na faixa de quarta a sétima séries do ensino fundamental. O pleno desempenho das atividades ocorre após dois anos de experiência.
- Nas Áreas de Atividades destaca: BATALHAR PROGRAMA :: MINIMIZAR AS VULNERABILIDADES :: ATENDER CLIENTES :: ACOMPANHAR CLIENTES :: ADMINISTRAR ORÇAMENTOS :: PROMOVER A ORGANIZAÇÃO DA CATEGORIA :: REALIZAR AÇÕES EDUCATIVAS NO CAMPO DA SEXUALIDADE (cada uma delas com desenvolvimento).
- Nas Competências pessoais:
1 Demonstrar capacidade de persuasão
2 Demonstrar capacidade de expressão gestual
3 Demonstrar capacidade de realizar fantasias eróticas
4 Agir com honestidade
5 Demonstrar paciência
6 Planejar o futuro
7 Prestar solidariedade aos companheiros
8 Ouvir atentamente (saber ouvir)
9 Demonstrar capacidade lúdica
10 Respeitar o silêncio do cliente
11 Demonstrar capacidade de comunicação em língua estrangeira
12 Demonstrar ética profissional
13 Manter sigilo profissional
14 Respeitar código de não cortejar companheiros de colegas de trabalho
15 Proporcionar prazer
16 Cuidar da higiene pessoal
17 Conquistar o cliente
18 Demonstrar sensualidade
- Indica Recursos de trabalho:
* Guarda-roupa de batalha
* Preservativo masculino e feminino
* Cartões de visita
* Documentos de identificação
* Gel lubrificante à base de água
* Papel higiênico
* Lenços umidecidos
* Acessórios
* Maquilagem
* Álcool
* Celular
* Agenda
- Nomeia Especialistas:
Cassandra Fontoura
Flavio Lenz Cesar (jornalista do Beijo da Rua)
Gabriela Silva Leite
Imperalina Piedade da Silva
Janete Oliveira da Silva
Maria de Fátima Medeiros Costa
Maria de Lourdes Barreto
Marilene de Jesus Silva
Rozeli da Silva
- e Instituições:
Associação das Mulheres Profissionais do Sexo da Bahia (Asproba)
Davida - Prostituição, Direitos Civis, Saúde (Rio de Janeiro)
Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (Gapa-MG)
Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará (Gempac)
Igualdade - Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul
Núcleo de Estudos da Prostituição de Porto Alegre
Instituição conveniada responsável DDC.

- Indica Tabela de Actividades e na Conversão ... só lá indo ver. Realmente só lido.

Senhores Deputados portugueses, Senhores membros do Governo Português: Há muito para fazer neste campo profissional. Há mais oferta que procura. Eles existem. Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar. Passei há dias pelo Martim Moniz, numa volta por Lisboa. Eles estavam por ali, oferecendo os seus know how's. Eu olhei e vi-os, passei junto a eles. Ali parados, a olhar quem passa. Pessoas a clandestinamente a vender por tuta e meia o que no Brasil é considerado trabalho. Uma miséria em forma humana. Uma exploração. O que aquela gente deve sofrer. Ninguém olha por eles neste País! Vamos transformar estas pessoas em profissionais do sexo, dar-lhes garantias, cursos de formação, férias, subsídios, direito a maternidade e paternidade, reformas ... como a qualquer outro trabalhador por conta própria. Cobrar impostos, meus senhores!!! Cobrar impostos!!! Nem por aqui lá vamos?

Consultando esta página
, onde fui buscar o que está escrito em cima, podemos perceber porque há tantos profissionais do sexo, brasileiros, imigrados cá, que demonstraram que estão muito melhor habilitados que os nossos, portugueses. É que são mesmo profissionais, pronto! O Governo Brasileiro garante. E as Mães de Bragança que o testemunhem, lembrei-me agora! Por falar nestas últimas, li aqui uma brincadeireirinha. Vamos recordar a história?

Arco-iris

Foto tirada por Marido, às 07:39h de hoje, no local de trabalho, em Lisboa, quando estava a estacionar.
É o nosso primeiro arco-iris, captado por telélé. Ficou bonito.
Posted by Picasa

Vem aí o fim de semana

Parece que vai estar convidativo a passeios dos tristes. Mas muitos destes passeios, acabam mesmo tristemente. Guardei a página de uma revista - TempoLivre - de Dezembro de 2005. Tinha dois artigos. Um deles, Sereias metálicas. O autor, Fernendo Dacosta. É este, que vou escrever.
*A nossa maneira de viver reflecte-se na nossa maneira de conduzir. Por isso, quem vive inquieto conduz com inquietação. Ao volante todos se transformam, o automóvel torna-se um mundo onde (finalmente) mandamos, nos sentimos livres, realizados; torna-se um novo, outro corpo físico, possante, veloz, protector, fiel. Que nos obedece ao pormenor, resguarda de cansaços, de frios, de agressividades.
A melopeia do andamento, a volúpia das mudanças, da brisa no rosto estabelecem (entre a máquina e a pessoa) relações de cumplicidade, de intimidade indefinidas. Há quem fale com o carro, o acaricie, o admoeste, o ame, o destrua.O conforto do habitáculo, o ritmo da deslocação diminuem a energia do consciente; passa-se a dirigir mecanicamente, envolto, como no cinema, numa languidez fluida. As coisas deslizam para lá das janelas num mundo-écran de que estamos separados por cortinas de vidro. O veículo é que enfrenta a realidade exterior, desempenha por nós o papel activo, interventivo. Em estado de graça, planamos sobre a estrada, sobre a vida, imersos nos nossos invólucros carnal e metálico. Basta ficar imóvel. Não mexer a direcção, não accionar os pedais, as alavancas. Para quê se o despertar trará o sofrimento, como quando se acorda e não apetece levantar para o desconforto, para a decepção?A fronteira encontra-se aí - afirmam os especialistas a propósito das altíssimas taxas de sinistralidade rodoviária - nas fracções de segundo em que o carro pode desfazer-se ou continuar, continuando-nos. O fascínio reside nessa imprecisão, nessa inocência.A euforia (que distorce os reflexos), a debilidade (que quebra a atenção), o cansaço (que afasta a realidade) geram situações que contribuem para as «falhas humanas» responsáveis pela maioria dos desastres - álibis que não decidimos mas não resguardamos.Há pessoas tão carenciadas que transferem para o carro a falta de ternura que não encontram nos outros. Um indivíduo nessas circunstâncias torna-se um indivíduo em perigo.Quando deixamos de ter interesse pela vida, e o stress actual provoca-o cada vez mais, refugiamo-nos nos mundos de evasão que construímos, na bebida, na droga, no sexo, no trabalho, na política, no futebol, na religião. Conduzir faz-se narcótico – ou o contrário, dilatador da tensão arterial, outra forma de provocar o acidente. Desde 1902, altura em que se deu na América do Norte a primeira morte por desastre de viação, já faleceram no mundo três milhões de pessoas – e 50 milhões ficaram estropiadas.«O homem mostra-se cada vez mais apaixonado pelo automóvel e o automóvel cada vez mais o está a suprimir», afirmava o prof. Vasconcelos Marques, responsável pela prevenção rodoviária entre nós. “Trata-se de uma guerra que está perdida já que todas as vítimas têm como grande ambição usufruir do instrumento que as pode vitimar. Se se disser que para o ano vão morrer quinhentas pessoas de febre tifóide passamos a ferver a água; mas se se disser que vão morrer duas mil em desastres de viação ficamos indiferentes”.Tudo em Portugal ajuda a isso: o altíssimo preço dos veículos, das reparações, da assistência, a incomensurável falta de civismo, de vigilância, de socorro.Frequentes são, assim, os desastres inexplicáveis, as quedas em ravinas, em pontes, em falésias, os suicídios cometidos dentro de veículos através de gases respirados e venenos bebidos devagar, ao som de cassetes, no entardecer, a hora preferida dos que se decidem pelo fim. O morrer com o automóvel fez-se significativo, como em certas civilizações com a mulher e os animais caseiros, disso. Irresistíveis ao canto metálico da nova sereia, enrolamo-nos nele e, em massa, aceitamos a imolação.*

Bom fim de semana: Cuidado. Se andar enredado com o canto metálico da nova sereia, tenha cuidado consigo e com os outros que consigo se cruzarem. Eu poderei ser um deles.

Notícia sobre a UE e os Jogos Olímpicos



Poucos minutos depois de postar o assunto Assembleia da República, dando especial enfase aos Jogos Olímpicos de Pequim, li esta notícia aqui

Assembleia da República, hoje

Sempre actual esta brincadeira


Hoje é dia de o Governo e a Assembleia da República Portuguesa estarem a botar palavra para nós ouvirmos todos, em casa. Em directo, na Antena 1. Como esta é a minha estação de rádio preferida, ouço quinzenalmente esta peça de teatro gratuito, onde os diversos artistas se divertem. Fez-me lembrar os folhetins radiofónicos do tempo da outra senhora. Em directo, não havendo possibilidade de voltar atrás. Está dito. Ouvimos.

O que sinto ao ouvi-los é indescritível. Por vezes sorrio, por vezes sinto náuseas.

Interessou-me particularmente o assunto Jogos Olímpicos. Paulo Portas fez uma pergunta fora da lavoura, frisou 1º Ministro, que respondeu: o Governo condena o que se passa no Tibete, mas a União Europeia ainda não decidiu quanto a ter ou não atletas europeus na Abertura dos Jogos Olímpicos na China. Onde estiver a bandeira portuguesa, o Governo estará presente. Mas ainda falta algum tempo para decidir... Também os nossos representantes esperam ouvir a Voz do Dono.
Esta frase de David Lloy George, Estadista Inglês - Não se deve ter medo de dar um grande passo quando for altura disso. Não se pode atravessar um abismo aos saltinhos - é bem o retrato do que se está a passar nesta Europa, a nível Político. Medo!

O Plano Nacional para a Eficiência Energética foi a principal discussão. Esperemos para ver, a descida de preços de tarifas. Acredito nas energias renováveis. Não acredito nem quero energia atómica. O resto foi a representação do *Quinteto da treta * - Pedro, Jerónimo, Francisco, Paulo e Primeiríssimo.
Gostaria de propor o impossível a estes senhores:
Proponho que o nossos Políticos façam Lei que os sujeite, a eles, a Avaliação de Desempenho Anual, tal como é exigido e bem a qualquer funcionário público professor, médico, engenheiro, arquitecto, técnico, enfermeiro, administrativo. Quem os avaliaria? Se não os próprios no topo da carreira política, os eleitores, individualmente ou em Comissões (porque não?) sem ser na época de eleições. É que hoje, no meio de enorme algazarra que se ouvia em fundo enquanto o Primeiríssimo falava (putos mal educados!!!), foi o próprio cabeça de bancada do PSD que pediu silêncio aos seus pares com assento na Assembleia. Gostei desta cena. Logo à noite, talvez a passem em algum telejornal. Ou talvez não.


Quanto a *político anfíbio* e a *inquisidor mor* e a *os contribuintes não têm de pagar pelos consumidores* ... hei-de pensar melhor, noutra altura.