Arum

Fotos de GuidinhaPinto: Oferecimento de Belmira Toco

Zantedeschia aethiopica - (em Portugal Jarro, no Brasil Copo-de-leite) é o nome científico desta planta originária da África do Sul, comum onde quer que exista água. Forma grandes extensões em deltas de rios e lagos. É usada como ornamental em outras zonas de clima temperado, devido às suas flores grandes e à facilidade com que se cultiva. É tóxica, devido à presença de oxalato de cálcio e possivelmente é uma espécie invasora.

Tal como nós. Alguns somos tóxicos, pelas drogas que ingerimos que nos tratam as maleitas. E todos somos uma espécie invasora.

Dia da Terra



Faço o que posso, mas posso fazer mais.

FELIZ DIA, TERRA!

A verdadeira amizade é como a fosforescência: nota-se melhor quando tudo ficou às escuras. ¨


Recebi-o há alguns dias, via e-mail. Guardei-o tão bem guardado que só agora o encontrei. Há coisas tão bem, mas tão bem guardadas, que quando não se procuram, encontram-se. Obrigada Margaridinha :-)*

¨Tagore

Martim Moniz

Colagem de Fotos de GuidinhaPinto
Fotos em baixo: Salão Lisboa (antigo cinema) e Igreja da Nossa Senhora da Saúde.


*O Salão Lisboa, conhecido como “Cinema Piolho”, foi o primeiro recinto especialmente construído para o espectáculo cinematográfico.
Situava-se na Rua da Mouraria, entre as Escadinhas da Saúde, o Antigo Beco do Cascalho e a Rua das Fontainhas a S. Lourenço. Este salão pertencia á Empresa Salão de Lisboa, Lda., de Henrique O’Donnell e Victor Cunha Rosa, e abriu as suas portas ao público em 1916, com sessões às quintas-feiras, sábados e domingos.
O público era essencialmente jovem, o que fazia com que os filmes de acção fossem o essencial da sua programação.Em finais de 1928, iniciaram-se as obras de melhoramento no seu interior, como forma de corresponder às exigências do público e ao aparecimento de novas salas.
Foi em 1932 que se introduziram novas alterações, principalmente na fachada. Até 1972, o Salão Lisboa continua nas mãos da família O’Donnell, altura em que suspende a sua exploração cinematográfica, passando aí a funcionar um armazém de revenda que, no entanto, continuou a manter na frontaria o nome de “Salão Lisboa”.*
In:http://cinemasparaiso.blogspot.com/2007/09/cinema-dos-primrdios-salo-lisboa-e-salo.html

Paços do Concelho. Igreja de S. Julião.

Foto de GuidinhaPinto: Edifício dos Paços do Concelho
O edifício dos Paços do Concelho, para além do seu valor arquitectónico e artístico, reflecte a imagem de Lisboa e de Portugal Liberal, Regenerador e Republicano. Importantes acontecimentos da nossa história, como a Proclamação da República em 5 de Outubro de 1910, ficaram profundamente associados a este edifício.
Foto de GuidinhaPinto: Do lado esquerdo, Igreja de S. Julião
Foto de GuidinhaPinto: Antiga Igreja de S. Julião! É este o nome? Serve de garagem?!?
Autoria do Arquitecto Reinaldo Manuel, data dos Séculos XVIII-XIX. A primitiva igreja datada do Século XIII ficou completamente destruída pelo terramoto de 1755, obrigando à sua total reedificação que só se iniciou em 1802 ficando concluída em 1810. De traço típico pombalino semelha-se em muito às Igrejas da Encarnação, São Nicolau, Sacramento e Mártires. Adquirida em 1934, serve actualmente de garagem.

Aqui , visto do Céu.
Aqui , encontra-se mais informação.

Perto de mim, há quem se afronte - CRIL SIM, mas assim não

Deixo a minha contribuição aqui para dar voz aos vizinhos Pelo Direito à Cidadania e por uma CRIL SEGURA e ao serviço dos Cidadãos!

Este conta a estória toda.

Comece por fazer o que é necessário, depois o que é possível e de repente estará a fazer o impossível ¨

Foto de GuidinhaPinto: .../ ... o impossível
No meu último passeio à Baixa de Lisboa, cliquei algumas estórias. Esta é a de um pombo.
Quem já não conversou alguma vez com seu cão, gato ou pássaro doméstico? Todos nós fazemos isso. Perto das 13:00h, eu e Mãe estávamos matando a fome, com uma refeição rápida no Pan's & Company, numa das ruas perpendiculares ao Tejo. Degustando um pão de côdea fininha e estaladiça, recheada com frango desfiado, alface, tomate, maionese ... reparei num pombo (ou pomba) que esvoaçava baixo, à porta. Poisou na rua, à entrada do estabelecimento. Deu um pulinho e entrou. Chamei a atenção de Mãe. Ela virou-se na cadeira e ambas olhámos a ave, admiradas. Não demonstrava receio, picou, descontraída, todas as migalhas que encontrou no chão, caminhando e dando balanço ao pescoço, para a frente e para trás. Peguei num pedacinho da minha sandes e deixei cair junto à minha cadeira. A seguir, pousei-a no prato. Peguei no meu telélé para o trazer para casa, com um clic. Fui clicando, por diversas vezes. Ele veio vindo e parou junto dos meus pés. Picou duas ou três vezes a migalhinha, olhando-me de lado a ver se caía mais ... Continuei imóvel. Ele seguiu com uma rota certa. Qual não é o nosso espanto, entrou na zona de preparação dos alimentos - a cozinha. Está postada em cima, a foto escolhida. Notei uns olhares contrariados, outros sorridentes perante a situação. Não te envergonhes se, às vezes, animais estejam mais próximos de ti do que pessoas. Eles também são teus irmãos¨ ... Por lá esteve alguns segundos. Depois veio, com todos os vagares, tornou a passar pelos pés de quase todos os que se encontravam na loja e saiu para a rua, num voo baixinho. Acabamos a refeição, satisfeita a necessidade de alimento e em boa disposição.
Eu tenho uma bichinha em casa. Uma cadelinha. A Bi. Sempre gostei de animais e sou incapaz de pisar uma formiga. Talvez por isso eu tenha conseguido aprender de novo a viver. Estão a fazer 5 anos que me mandaram para casa. Tive de buscar novos alentos para não me desmoronar. Sei por experiência própria que os animais nos podem transmitir ensinamentos sobre a sua natureza. É bem verdade. Um jornalista norte-americano, de nome Bill Zimmerman, fez um pequeno livro reunindo lições que aprendeu com seu cão. Tomei nota de alguns princípios básicos ensinados pelo animal, a partir do exemplo e não das meras palavras, num papelito. Fui procurar na minha caixa dos papelitos por editar e encontrei. Aí estão:
* Saúde cada novo dia com renovadas esperanças. Apague da memória toda mágoa e decepção do dia anterior. (p. 2)
* Saia para o mundo para descobrir coisas novas. Use o seu faro em qualquer situação, com paixão. Seja curioso, sempre: há muito que ver e aprender. (p.1 e p.17)
* Observe o mundo à sua volta. Mantenha a guarda até que tudo se esclareça. (p. 6)
* Esteja preparado para rosnar ou mostrar os dentes para proteger o que é seu. Só morda como último recurso. (p. 22)
* Seja prático. Saiba quando latir, quando uivar, quando ganir, e, sobretudo, quando ficar de boca fechada. (p. 60.)
* Seja leal a quem cuidou de você. Não seja nunca um traidor. Não é bom ser instável. (p. 36)
* Faça longas caminhadas. Elas desanuviam o espírito. (p. 25)
* Seja amável: você sempre acha algo de bom num ser humano. (pp. 55 e 57)

Naturalmente, não só os cachorros podem ensinar os seres humanos. As lições de sabedoria estão, literalmente, em toda parte ao nosso redor. “Até pedras dão sermões”, afirmou no século IX um Raja-Iogue dos Himalaias. Devemos apenas perguntar-nos até que ponto podemos olhá-las e colocá-las em prática.
¨São Francisco de Assis

/ ... também é gente, guindastes .../ ...


Fotos de GuidinhaPinto: Cais do Sodré


O cais do Sodré não é
só bares de prostitutas
também é gente a alombar
caixa de peixe e de fruta
não é só o mal que passa
na kananga do japão
também é cais onde embarca
quem busca no mar o pão
Ai cais do Sodré
ai cais do Sodré
mais vale parecer
que ser o que é
ai cais do Sodré
ai cais do Sodré
nem todo o sapato
te serve no pé
O cais do Sodré não é
só rusga que vai e vem
também é gente que mora
num largo que há muito ali tem
gente com filhos mulheres
e a renda da casa em dia
gente que apenas trabalha
e no trabalho confia
O cais do Sodré não é
só refugio de falsários
também é gente, guindastes
movidos pelos operários
não é só amor que passa
na kananga do japão
também é cais onde embarca
quem busca no mar o pão
Apanhamos o 58 para o Cais do Sodré. A Praça da Ribeira já não é o que era. No rés-do-chão é só flores. No 1º andar, comeres. Penso que actualmente, este poema de Avelino Couto cantado pelo Rodrigo, não tem muito a ver com o actual estado do Cais do Sodré. Ainda não sei muito bem como vai ficar. Está tudo em obras ...

Dá, se puderes; se não puderes, sê afável *

Foto de GuidinhaPinto: Chamariz

É impressionante a quantidade de pessoas - imigrantes de diversas origens do planeta Terra - que nos abordam, pedindo, contando histórias. Pedem dinheiro. Ofereço-lhes alimento, elas agradecem, mas querem dinheiro.

Nas ruas da Baixa lisboeta eles estão proliferando como cogumelos no Outono. Eu vou passando, olhando, vendo com olhos de ver. É para isso que me desloco à Baixa. Para a saborear. Como há muitos anos atrás, quando ir até à Baixa era sinal de passeio, de tarde bem passada, de compras.

Olhar de hoje e olhar de há anos, mas que grandes diferenças. Lembrar alguns prédios, as ruas empedradas, os eléctricos e autocarros, os pombos, as floristas. Os cafés e leitarias, as esplanadas, os engraxadores de sapatos, os vendedores ambulantes-de-gravatas-fitas-de-nastro-pentes-para-pentear-carecas, os cauteleiros, as montras dos grandes armazéns - Grandela, Chiado, A Casa Africana - a loja dos discos da Valentim de Carvalho na Rua do Carmo - onde podíamos ouvir um single ou um LP dentro de umas cabines com auscultadores nas orelhas e pedir fotos autografadas dos nossos artistas preferidos ... para onde os mandámos? Desapareceram.
Céus, para onde me levou este tema. Eu só queria mostrar o cãozinho!

Pois hoje, está lá um pouquinho só, destas minhas recordações.

Mais pobre, a minha Baixa lisboeta está mais rica em mendigos. Mãos estendidas, mãos a tocarem-me, membros doentes expostos, invisuais a tocarem mal instrumentos, um jovem a tocar acordeão com um chamariz - um cãozinho, que fotografei.
*Não podes dar a todos*, recomenda a senhora minha Mãe, que faz muito gosto em me acompanhar no passeio. Já fomos muito felizes em momentos passados há anos, na Baixa lisboeta.
E na realidade chego a um ponto de saturação quando sou de novo abordada, pela enésima vez e só sorrio e peço desculpa por não poder abrir de novo o porta moedas. Mas não sei lidar com mãos estendidas. Não fico bem comigo mesma.
Ir até à Baixa é bom. Mas fica-me sempre um saborzinho amargo porque a miséria de alguns convive com o meu bem estar, com a minha satisfação de dar um passeio numa tarde de Primavera com a senhora minha Mãe por companhia.
* Santo Agostinho

Será por causa dos leões de pedra?

Foto de GuidinhaPinto: Qualquer coisa & Totta
Banco Totta, na Rua do Ouro. Um belo edifício. Cliquei.
Lembrei-me do anúncio:
- Queres dinheiro? Vai ao Totta!

Edifício urbano, implantado em terreno plano. Incluído do conjunto da Baixa Pombalina, faz parte integrante de uma frente de quarteirão na R. do Ouro. Destacado, interrompe o ritmo próprio e característico das fachadas pombalinas. É por isso que dá nas vistas!!!

Uma obra assinada pelo Arq. Miguel Ventura Terra (1866 - 1919) e por Jorge Pereira, Escultor-Modelador.

A alegria não está nas coisas: está em nós*

A chuva cai lá fora. Está vento, algum frio ... enfim, estaremos na Primavera? A estação da Alegria?

Que melancolia. Onde andas, Sol?

Andava pelas mensagens. Algumas giras. No momento em que abri uma de Guida Pinto com este anexo, senti-me capaz de mudar e ficar bem mais alegre. Cantei até, abanei a *carola* e só não fui para a rua porque ... não sei dançar como ele :-)) Há pessoas com este dom - conseguem adivinhar e enviam alegria em dias de chuva para os melancólicos, via e-mail. Obrigada.

Resolvi colocá-lo aqui. Para quando eu tiver necessidade de um pouco de Sol no coração e um sorriso no rosto, num outro dia de Primavera molhada e fria. Esta Primavera que ainda continua abraçada ao Inverno.

* Goethe

Campanha *O que você faz conta*

De longe é arte, de perto é lixo, resume o fotógrafo Chris Jordan.
Na exposição "Running the Numbers", inaugurada em 15 de Abril no Pavilhão do Conhecimento e patente até 30 de Abril, em Lisboa, 426 mil telemóveis fora de uso, 1,14 milhões de sacos de papel, 200 mil maços de cigarros, dois milhões de garrafas de plástico por reciclar e outros tantos desperdícios são matéria-prima de uma colecção de imagens que promete ajudar a perceber o que tentam dizer as estatísticas sobre a poluição do planeta.
Vale a pena ler o artigo e, penso, visitar a exposição. Até porque está a chover e não dá para ir ver o mar no fim-de-semana que se aproxima. Vou ver se arranjo companhia.

Sporting 5 - Benfica 3

2 a zero? Deixei de acompanhar Marido na visualização do jogo. Vim-me embora para aqui. Grandes nabos! Depois ouvi *goooolo* e mais *goooolo* e mais *gooolo* e mais *gooolo* e mais *gooolo*. Pois foi. Eu não estava a assistir, e eles marcaram. Parecia que estava a embruxar com a minha presença! Ora eu!
E o telefone tocou - era a Irene (Uau!!! já viste? vou mandar uma mensagem ao meu afilhado que é todo benfiquista) e Mãe telefonou (nunca vi o Sporting marcar tantos golos na segunda parte) e Joaquina ligou (Uau!!! o meu marido está cá com um azar - o Sr. Manuel é do Benfica) ...
Mas que felicidade! Vivó Sporting! Até Maio, quando jogar com o Porto. O que ganhar, ganhará. Logo se verá. Esta, já cá canta.

Fotógrafos do Público, o jornal

Aqui o ano de 2007, visto pelos fotógrafos do Público. Imagens para guardar.

Açores, de Paulo Ricca

Aqui um trabalho de fotografia de Paulo Ricca, de 1980 a 2005, sobre as Ilhas dos Açores, com fundo musical de Chopin
Espectacular.

Prostituição - a mais velha profissão do mundo

Madame Bel de Pablo Picasso


O Ministério do Trabalho e Emprego Brasileiro tem uma página na Internet. Até aqui, nada de novo. Mas ... e aí vem a diferença: faz da Prostituição uma Ocupação Brasileira como outra qualquer, um TRABALHO. Vou fazer copy-past. No original, sem correcção ortográfica.

- Indica em 5198-05, que Profissional do sexo tem diversos TÍTULOS: Garota de programa, Garoto de programa , Meretriz , Messalina , Michê , Mulher da vida, Prostituta , Puta, Quenga, Rapariga, Trabalhador do sexo, Transexual (profissionais do sexo), Travesti (profissionais do sexo).
- Na Descrição sumária indica que: Batalham programas sexuais em locais privados, vias públicas e garimpos; atendem e acompanham clientes homens e mulheres, de orientações sexuais diversas; administram orçamentos individuais e familiares; promovem a organização da categoria. Realizam ações educativas no campo da sexualidade; propagandeiam os serviços prestados. As atividades são exercidas seguindo normas e procedimentos que minimizam as vulnerabilidades da profissão.
- Nas Condições gerais de exercício, informa: Trabalham por conta própria, na rua, em bares, boates, hotéis, porto, rodovias e em garimpos. Atuam em ambientes a céu aberto, fechados e em veículos, em horários irregulares. No exercício de algumas das atividades podem estar expostos à inalação de gases de veículos, a intempéries, a poluição sonora e a discriminação social. Há ainda riscos de contágios de DST, e maus-tratos, violência de rua e morte.
- Na Formação e experiência indica: Para o exercício profissional requer-se que os trabalhadores participem de oficinas sobre sexo seguro, oferecidas pelas associações da categoria. Outros cursos complementares de formação profissional, como por exemplo, cursos de beleza, de cuidados pessoais, de planejamento do orçamento, bem como cursos profissionalizantes para rendimentos alternativos também são oferecidos pelas associações, em diversos Estados. O acesso à profissão é livre aos maiores de dezoito anos; a escolaridade média está na faixa de quarta a sétima séries do ensino fundamental. O pleno desempenho das atividades ocorre após dois anos de experiência.
- Nas Áreas de Atividades destaca: BATALHAR PROGRAMA :: MINIMIZAR AS VULNERABILIDADES :: ATENDER CLIENTES :: ACOMPANHAR CLIENTES :: ADMINISTRAR ORÇAMENTOS :: PROMOVER A ORGANIZAÇÃO DA CATEGORIA :: REALIZAR AÇÕES EDUCATIVAS NO CAMPO DA SEXUALIDADE (cada uma delas com desenvolvimento).
- Nas Competências pessoais:
1 Demonstrar capacidade de persuasão
2 Demonstrar capacidade de expressão gestual
3 Demonstrar capacidade de realizar fantasias eróticas
4 Agir com honestidade
5 Demonstrar paciência
6 Planejar o futuro
7 Prestar solidariedade aos companheiros
8 Ouvir atentamente (saber ouvir)
9 Demonstrar capacidade lúdica
10 Respeitar o silêncio do cliente
11 Demonstrar capacidade de comunicação em língua estrangeira
12 Demonstrar ética profissional
13 Manter sigilo profissional
14 Respeitar código de não cortejar companheiros de colegas de trabalho
15 Proporcionar prazer
16 Cuidar da higiene pessoal
17 Conquistar o cliente
18 Demonstrar sensualidade
- Indica Recursos de trabalho:
* Guarda-roupa de batalha
* Preservativo masculino e feminino
* Cartões de visita
* Documentos de identificação
* Gel lubrificante à base de água
* Papel higiênico
* Lenços umidecidos
* Acessórios
* Maquilagem
* Álcool
* Celular
* Agenda
- Nomeia Especialistas:
Cassandra Fontoura
Flavio Lenz Cesar (jornalista do Beijo da Rua)
Gabriela Silva Leite
Imperalina Piedade da Silva
Janete Oliveira da Silva
Maria de Fátima Medeiros Costa
Maria de Lourdes Barreto
Marilene de Jesus Silva
Rozeli da Silva
- e Instituições:
Associação das Mulheres Profissionais do Sexo da Bahia (Asproba)
Davida - Prostituição, Direitos Civis, Saúde (Rio de Janeiro)
Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (Gapa-MG)
Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará (Gempac)
Igualdade - Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul
Núcleo de Estudos da Prostituição de Porto Alegre
Instituição conveniada responsável DDC.

- Indica Tabela de Actividades e na Conversão ... só lá indo ver. Realmente só lido.

Senhores Deputados portugueses, Senhores membros do Governo Português: Há muito para fazer neste campo profissional. Há mais oferta que procura. Eles existem. Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar. Passei há dias pelo Martim Moniz, numa volta por Lisboa. Eles estavam por ali, oferecendo os seus know how's. Eu olhei e vi-os, passei junto a eles. Ali parados, a olhar quem passa. Pessoas a clandestinamente a vender por tuta e meia o que no Brasil é considerado trabalho. Uma miséria em forma humana. Uma exploração. O que aquela gente deve sofrer. Ninguém olha por eles neste País! Vamos transformar estas pessoas em profissionais do sexo, dar-lhes garantias, cursos de formação, férias, subsídios, direito a maternidade e paternidade, reformas ... como a qualquer outro trabalhador por conta própria. Cobrar impostos, meus senhores!!! Cobrar impostos!!! Nem por aqui lá vamos?

Consultando esta página
, onde fui buscar o que está escrito em cima, podemos perceber porque há tantos profissionais do sexo, brasileiros, imigrados cá, que demonstraram que estão muito melhor habilitados que os nossos, portugueses. É que são mesmo profissionais, pronto! O Governo Brasileiro garante. E as Mães de Bragança que o testemunhem, lembrei-me agora! Por falar nestas últimas, li aqui uma brincadeireirinha. Vamos recordar a história?

Arco-iris

Foto tirada por Marido, às 07:39h de hoje, no local de trabalho, em Lisboa, quando estava a estacionar.
É o nosso primeiro arco-iris, captado por telélé. Ficou bonito.
Posted by Picasa

Vem aí o fim de semana

Parece que vai estar convidativo a passeios dos tristes. Mas muitos destes passeios, acabam mesmo tristemente. Guardei a página de uma revista - TempoLivre - de Dezembro de 2005. Tinha dois artigos. Um deles, Sereias metálicas. O autor, Fernendo Dacosta. É este, que vou escrever.
*A nossa maneira de viver reflecte-se na nossa maneira de conduzir. Por isso, quem vive inquieto conduz com inquietação. Ao volante todos se transformam, o automóvel torna-se um mundo onde (finalmente) mandamos, nos sentimos livres, realizados; torna-se um novo, outro corpo físico, possante, veloz, protector, fiel. Que nos obedece ao pormenor, resguarda de cansaços, de frios, de agressividades.
A melopeia do andamento, a volúpia das mudanças, da brisa no rosto estabelecem (entre a máquina e a pessoa) relações de cumplicidade, de intimidade indefinidas. Há quem fale com o carro, o acaricie, o admoeste, o ame, o destrua.O conforto do habitáculo, o ritmo da deslocação diminuem a energia do consciente; passa-se a dirigir mecanicamente, envolto, como no cinema, numa languidez fluida. As coisas deslizam para lá das janelas num mundo-écran de que estamos separados por cortinas de vidro. O veículo é que enfrenta a realidade exterior, desempenha por nós o papel activo, interventivo. Em estado de graça, planamos sobre a estrada, sobre a vida, imersos nos nossos invólucros carnal e metálico. Basta ficar imóvel. Não mexer a direcção, não accionar os pedais, as alavancas. Para quê se o despertar trará o sofrimento, como quando se acorda e não apetece levantar para o desconforto, para a decepção?A fronteira encontra-se aí - afirmam os especialistas a propósito das altíssimas taxas de sinistralidade rodoviária - nas fracções de segundo em que o carro pode desfazer-se ou continuar, continuando-nos. O fascínio reside nessa imprecisão, nessa inocência.A euforia (que distorce os reflexos), a debilidade (que quebra a atenção), o cansaço (que afasta a realidade) geram situações que contribuem para as «falhas humanas» responsáveis pela maioria dos desastres - álibis que não decidimos mas não resguardamos.Há pessoas tão carenciadas que transferem para o carro a falta de ternura que não encontram nos outros. Um indivíduo nessas circunstâncias torna-se um indivíduo em perigo.Quando deixamos de ter interesse pela vida, e o stress actual provoca-o cada vez mais, refugiamo-nos nos mundos de evasão que construímos, na bebida, na droga, no sexo, no trabalho, na política, no futebol, na religião. Conduzir faz-se narcótico – ou o contrário, dilatador da tensão arterial, outra forma de provocar o acidente. Desde 1902, altura em que se deu na América do Norte a primeira morte por desastre de viação, já faleceram no mundo três milhões de pessoas – e 50 milhões ficaram estropiadas.«O homem mostra-se cada vez mais apaixonado pelo automóvel e o automóvel cada vez mais o está a suprimir», afirmava o prof. Vasconcelos Marques, responsável pela prevenção rodoviária entre nós. “Trata-se de uma guerra que está perdida já que todas as vítimas têm como grande ambição usufruir do instrumento que as pode vitimar. Se se disser que para o ano vão morrer quinhentas pessoas de febre tifóide passamos a ferver a água; mas se se disser que vão morrer duas mil em desastres de viação ficamos indiferentes”.Tudo em Portugal ajuda a isso: o altíssimo preço dos veículos, das reparações, da assistência, a incomensurável falta de civismo, de vigilância, de socorro.Frequentes são, assim, os desastres inexplicáveis, as quedas em ravinas, em pontes, em falésias, os suicídios cometidos dentro de veículos através de gases respirados e venenos bebidos devagar, ao som de cassetes, no entardecer, a hora preferida dos que se decidem pelo fim. O morrer com o automóvel fez-se significativo, como em certas civilizações com a mulher e os animais caseiros, disso. Irresistíveis ao canto metálico da nova sereia, enrolamo-nos nele e, em massa, aceitamos a imolação.*

Bom fim de semana: Cuidado. Se andar enredado com o canto metálico da nova sereia, tenha cuidado consigo e com os outros que consigo se cruzarem. Eu poderei ser um deles.

Notícia sobre a UE e os Jogos Olímpicos



Poucos minutos depois de postar o assunto Assembleia da República, dando especial enfase aos Jogos Olímpicos de Pequim, li esta notícia aqui

Assembleia da República, hoje

Sempre actual esta brincadeira


Hoje é dia de o Governo e a Assembleia da República Portuguesa estarem a botar palavra para nós ouvirmos todos, em casa. Em directo, na Antena 1. Como esta é a minha estação de rádio preferida, ouço quinzenalmente esta peça de teatro gratuito, onde os diversos artistas se divertem. Fez-me lembrar os folhetins radiofónicos do tempo da outra senhora. Em directo, não havendo possibilidade de voltar atrás. Está dito. Ouvimos.

O que sinto ao ouvi-los é indescritível. Por vezes sorrio, por vezes sinto náuseas.

Interessou-me particularmente o assunto Jogos Olímpicos. Paulo Portas fez uma pergunta fora da lavoura, frisou 1º Ministro, que respondeu: o Governo condena o que se passa no Tibete, mas a União Europeia ainda não decidiu quanto a ter ou não atletas europeus na Abertura dos Jogos Olímpicos na China. Onde estiver a bandeira portuguesa, o Governo estará presente. Mas ainda falta algum tempo para decidir... Também os nossos representantes esperam ouvir a Voz do Dono.
Esta frase de David Lloy George, Estadista Inglês - Não se deve ter medo de dar um grande passo quando for altura disso. Não se pode atravessar um abismo aos saltinhos - é bem o retrato do que se está a passar nesta Europa, a nível Político. Medo!

O Plano Nacional para a Eficiência Energética foi a principal discussão. Esperemos para ver, a descida de preços de tarifas. Acredito nas energias renováveis. Não acredito nem quero energia atómica. O resto foi a representação do *Quinteto da treta * - Pedro, Jerónimo, Francisco, Paulo e Primeiríssimo.
Gostaria de propor o impossível a estes senhores:
Proponho que o nossos Políticos façam Lei que os sujeite, a eles, a Avaliação de Desempenho Anual, tal como é exigido e bem a qualquer funcionário público professor, médico, engenheiro, arquitecto, técnico, enfermeiro, administrativo. Quem os avaliaria? Se não os próprios no topo da carreira política, os eleitores, individualmente ou em Comissões (porque não?) sem ser na época de eleições. É que hoje, no meio de enorme algazarra que se ouvia em fundo enquanto o Primeiríssimo falava (putos mal educados!!!), foi o próprio cabeça de bancada do PSD que pediu silêncio aos seus pares com assento na Assembleia. Gostei desta cena. Logo à noite, talvez a passem em algum telejornal. Ou talvez não.


Quanto a *político anfíbio* e a *inquisidor mor* e a *os contribuintes não têm de pagar pelos consumidores* ... hei-de pensar melhor, noutra altura.

Imagem que fala por si

Imagem ESA: Envisat capta areia e poeira do deserto do Sara soprando em todo o Oceano Atlântico ao longo das costas da Mauritânia (topo), Senegal (meio) e Guiné-Bissau (baixo). As Ilhas de Cabo Verde são visíveis ao largo da costa do Senegal, fora do tempo encoberto. Esta imagem foi adquirida em 29 de Março de 2008 pela Envisat's Medium Resolução Imaging Spectrometer (MERIS), enquanto instrumento de trabalho em Full Resolução de modo a proporcionar uma resolução espacial de 300 metros. (Tradução minha)

Recebi hoje, do portal ESA, esta foto-informação.Estão por lá não estiverem muito piores que nós? Apesar de tudo, a chuva é uma bênção. Primas lá da terra, com quem falei ontem disseram que a água já canta por aquelas barrocas abaixo. Parece que nestes últimos 5 dias choveu mais que no Inverno todo.
E eu queixo-me do tempo? Disparate! Outros há que habitam outros pontos desta Terra violentada, que passam por algo muito pior do que eu, que me queixo da falta de Sol a bater na hipófise. E não têm Internet, nem cozinhas, nem água canalizada à disposição apenas pelo rodar de uma torneira, nem electricidade, nem fartura de alimentos. E quando não são avassalados por estas tempestades, são por outros fenómenos naturais, como a seca, por exemplo.
Ai Guidinha, hoje já estás melhor. O Sol veio visitar-nos, pelo menos por Lisboa. É que já tinha saudades!

O tempo, dedicado a Guida Bogalho

Foto de GuidinhaPinto

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Podes copiar, é para ti.


Pelos milhares de jovens americanos mortos numa guerra, sem glória. Por um povo massacrado por uma invasão. When will they ever learn?Estou numa de catarse. O tempo continua a não ajudar e hoje não me apeteceu cozinhar.

Puff, o dragão mágico


Puff, the magic dragon lived by the sea
And frolicked in the autumn mist in a land called honah lee,
Little jackie paper loved that rascal puff,
And brought him strings and sealing wax and other fancy stuff.

ohPuff, the magic dragon lived by the sea
And frolicked in the autumn mist in a land called honah lee,
Puff, the magic dragon lived by the sea
And frolicked in the autumn mist in a land called honah lee.

Together they would travel on a boat with billowed sail
Jackie kept a lookout perched on puffs gigantic tail,
Noble kings and princes would bow wheneer they came,
Pirate ships would lower their flag when puff roared out his name.

oh!Puff, the magic dragon lived by the sea
And frolicked in the autumn mist in a land called honah lee,
Puff, the magic dragon lived by the sea
And frolicked in the autumn mist in a land called honah lee.

A dragon lives forever but not so little boys
Painted wings and giant rings make way for other toys.
One grey night it happened, jackie paper came no more
And puff that mighty dragon, he ceased his fearless roar.

His head was bent in sorrow, green scales fell like rain,
Puff no longer went to play along the cherry lane.
Without his life-long friend, puff could not be brave,
So puff that mighty dragon sadly slipped into his cave.

oh!Puff, the magic dragon lived by the sea
And frolicked in the autumn mist in a land called honah lee,
Puff, the magic dragon lived by the sea
And frolicked in the autumn mist in a land called honah lee.

Dia de chuva

Foto e montagem de GuidinhaPinto


Passei a tarde na cozinha a fazer um doce conventual: joaninhos de cascais. Ficou muito bom. Está postado no cantinho-da-engorda. O dia foi de vento, de chuva ... houve até um mini-tornado para os lados de Santarém. Coitadas das pessoas, sem seguros para cobrir os prejuízos, viram-se para o pai-estado-e-dinheiros-das-europas. As seguradoras parece que se recusam a fazer apólices a armazéns de madeiras ... por causa dos incêndios ... uma trapalhada. Assim não vamos a lado nenhum. Vou ouvir melhor logo à noite.

Visitei e mantenho registo fotográfico à minha mais recente aquisição vegetal - uma Calceolária. Única, só, na prateleira de um supermercado, quando a olhei pediu-me para vir comigo. Eu fiz-lhe a vontade. Estava tão infeliz! Tenho tratado dela e ela tem-me agradecido, abrindo todos os dias novos botões para mim.

Vida simples, a minha. Chove, venta, vai tudo pelos ares, a mulher que mandou matar o marido vai dentro vinte e tal anos ... e eu faço um doce, trato de plantas, brinco com a minha Bi, venho para aqui escrever coisas. !Ai, ai!

Os anos ensinam muitas coisas que os dias desconhecem.

Biancalhona

Ela é esperta, viva, meiga, brincalhona, inteligente. Ela é a nossa Amiga de 4 patas. É a nossa Bi. Tem muitos amigos de duas pernas, reconhece cada um deles. Ela tem autorização de subir para a nossa cama, só à noite, para dormir entre nós dois. E espera sempre um sinal. Um lençol é colocado em cima da cama, para nos proteger dos seus pelos. Sobre ele, a mantinha dela. Uns segundos depois ela salta. E fica assim, contente. Eu desconhecia esta dança. É coisa dela e do dono, que vai descansar mais cedo que eu. Uma noite, surpreendi-os. E achei tanta graça, que nos expomos aqui. Espero que gostem.

Esperteza versus saber


Imagem buscada na NET

Um aluno de Direito a fazer um exame oral.
Professor: O que é uma fraude?
Responde o aluno: É o que o Sr. Professor está a fazer.
O professor muito indignado: Ora essa, explique-se...
Diz o aluno: Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar!

Obrigada Sofia Rute ;-)

A velha e boa dieta

Imagem buscada na NET


- Doutor, o que hei-de fazer para emagrecer?

- Basta a senhora mover a cabeça da esquerda para direita e da direita para esquerda.

- Quantas vezes, doutor ?

- Todas as vezes que lhe oferecerem comida.

Obrigada Sofia Rute ;-)

São muitos anos, é muita água - Um pouco de história

O Museu da Água inaugurou em 1987, com sede no núcleo instalado na Estação dos Barbadinhos, onde actualmente se mantém, e com dois outros núcleos, o Aqueduto e a Mãe D’Água das Amoreiras. O Reservatório da Patriarcal tornou-se o seu terceiro núcleo desde 1994.
AQUEDUTO DAS ÁGUAS LIVRES
O Aqueduto encerra em si o maior arco em ogiva, em pedra, do Mundo, medindo 65,29m de altura e 28,86m de largura. (Imagem de GuidinhaPinto). Em 1731, D. João V decretou o início da sua construção, com origem na Fonte das Águas Livres, perto de Carenque, indo desaguar no depósito das Amoreiras, cuja Mãe d'Água foi acabada em 1834.

Mãe D'Água das Amoreiras

A Mãe d'Água nas Amoreiras, além de ser um bonito espaço, é um depósito com capacidade para 5 500 000 litros. A partir das Mães d'Água, a água seguia, através de túneis subterrâneos, que a levavam até às numerosas fontes de Lisboa. (Foto de GuidinhaPinto)

Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos

Destinada à elevação das águas provenientes do rio Alviela, para o reservatório da Verónica e para a Cisterna do Monte, a Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, inaugurada a 3 de Outubro de 1880, permitiu aumentar consideravelmente o volume de água fornecido à cidade de Lisboa. O seu principal equipamento, constituído por quatro máquinas a vapor construídas nas Oficinas de E. W. Windsor de Ruão, funcionaram, ininterruptamente, até 1928. As máquinas cujo vapor era produzido por cinco caldeiras, são todas do mesmo tipo: êmbolos verticais de dois cilindros cada, com camisa de vapor – sistema Woolf – de expansão variável e de condensação. O recinto dos Barbadinhos alberga também duas salas de exposições: a Sala de Exposição Permanente e a Sala de Exposições Temporárias. (Imagem buscada na NET)

Reservatório da Patriarcal

O Reservatório da Patriarcal foi projectado, em 1856, pelo Engenheiro francês Mary. Foi em tempos passados o reservatório mais importante na rede de distribuição de água da baixa lisboeta. Situado debaixo do Jardim do Príncipe Real, o seu reservatório tinha a capacidade para 880m3 de água, com 31 pilares de 9, 25 metros. Na década de 40 deixou de funcionar. Hoje em dia é palco de várias iniciativas culturais, nomeadamente espectáculos, exposições de fotografia e escultura, entre outras. O projecto de recuperação do Reservatório da Patriarcal foi distinguido com o Prémio Eugénio dos Santos. (Imagem e texto obtidos na NET)

NOTA: Em 1967, quando para o abastecimento de água concorriam as águas superficiais do Tejo captadas na Estação de Valada e tratadas na Estação de Tratamento de Vale da Pedra, o Aqueduto das Águas Livres e o Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras, que desde o século XVIII abasteciam Lisboa, foram desactivados e passaram a integrar o património do Museu.

Mãe D´Água das Amoreiras


Embora a máquina dos retratos não tenha sido minha amiga - coitada, assustou-se com tanta luz - quero deixar aqui postado o que ela guardou. Fui assistir a este espectáculo, graças a Ana Filipa, minha colega e amiga do I.P.O., que me *e-mailou* o anuncio da coisa - a comemoração dos 140 anos da EPAL.

Fomos no sábado, depois de almoço. Santa ignorância. Andámos perdidos perto da R. das Amoreiras, sem saber onde era a Mãe D'Água. E a melhor - perguntei a um motorista de táxi, estacionado em fila junto ao Centro Comercial das Amoreiras: Boa tarde! Por favor, diz-me onde fica a Mãe D'Água? Aqui, a das Amoreiras ... Respondeu-me: A mãe de quem? e eu repeti. Tornou ele: Sei lá, nunca ouvi isso, nem a mãe nem o pai ... !!! e riu-se. Pois.

E começámos a descer a R. D. João V. Mas vamos dar ao Rato, lembrámos ... Não pode ser. Como tem boca vai a Roma e eu sempre perguntei o que quero saber, fiz de novo a pergunta, desta vez a um casal, que nos indicou onde poderíamos estacionar o carro e como chegar ao edifício. Esram moradores naquele local.

Estacionamos. O vento era tanto e tão forte, que havia esporos das árvores pelo ar, a agarrar-se aos nossos cabelos, à roupa ... eram atchins por todos os lados. Conforme nos íamos aproximando da R. das Amoreiras ... ia-me dando uma coisinha má. É ali? Durante dois anos, nos setentas, passei por ele sem o ver, sentada ou em pé, dentro do eléctrico que descia a R. das Amoreiras até S. Bento (trabalhava na Rua do Machadinho). À tarde, tornava a subi-la, a caminho de casa (Sete Rios). Como é possível passarmos por aquela construção todos os dias e não nos questionarmos que representa? Pergunto-me agora, claro.

Entramos no edifício e sentimos um frio de pedra e de água e um escurinho arrepiantes. A falta de luz ensombrava os nossos olhos. Mas o espectáculo começou. Jactos de água subiam, desciam, ondulavam, com ajuda de luzes, dançavam. Ao som de Dulce Pontes - Fui ao mar, no meu batel ... -, Vangelis, Orquestra brincando aos clássicos ... Foi de arrepiar, de abanar a cabeça acompanhando o compasso da música, de sair da cadeira e ir à volta do tanque clicando. A pouco e pouco, os meus olhos receberam aquelas imagens e foi só puxar do telélé e comecei a guardar o que pude. Para mais tarde recordar.

Acabou. Ficou um vazio. As pessoas começaram a retirar-se. Eu continuei na minha volta ao tanque. Passei pelos 3 homens que mexeram nos botões para que o espectaculo acontecesse. Disse-lhes: Muito bonito, obrigada. Foram poucos minutos de luz, sons e imagens. O que é bom, passa depressa. Nesse dia, foi gratuita a entrada. No livro de visitas colocado à saída, deixei escrito: *Quando podemos e queremos, fazemos. Gostámos*. Eu, Marido e Mães. Os do costume, nos sábados de cada mês. E seguimos, com outra disposição, seguimos para o nosso passeio dos tristes.

Quem acha que sim?

AS MULHERES SÃO COMO AS BATATAS:

As novas... só DESCASCADAS!

As velhas... só a MURRO!

Este *Pensamento do Dia* foi-me enviado pela Jolie.
Que coisa horrorosa de se receber! Desta vez, só sorri <:-

Maurice Ravel - Bolero - Herbert von Karajan 1985 - Part II

Para me lembrar que hoje, um homem faria 100 anos, se não tivesse partido há 19. Bem haja Herbert Von Karajan. Para o recordar fui buscar ao YouTube esta obra de Ravel. O meu Maestro preferido para conduzir com a sua batuta esta sublime peça.
Li algures: *O "Bolero" podia muito bem ser o enredo para uma cópula. Melhor que se tratasse de uma batalha. Uma batalha de corpos que se esmeravam num carinho descuidado como a vaga dança dos espíritos. Um grito na sala. A música crescera e estava insuportavelmente angustiante. Eram as mesmas notas de antes, mas agora elas ameaçavam invadir a rua, dizer aos outros e a qualquer um, o que se ocultara, o que se resguardara sob a suavidade de antes. O estampido da nota final esfarela as lembranças, desalinha as franjas de uma fina angústia, a tecer no manto do discurso, o passado dos dias.*
Hasta siempre Maestro.

Sobre casamentos e fisco


Abaixo está uma das muitas *cartas dos noivos ao fisco* que os portugueses entretanto inventarão, para brincarem um pouco com a Lei que saiu a propósito. Esta enviou-ma a Teresinha, via e-mail. Obrigada ;-)


Querido Fisco

No meu casamento, que se realizou no dia ..., estiveram presentes 120 convidados: 89 adultos, 9 crianças e 2 bebés.

A festa teve lugar na Quinta ... do meu padrinho Luís M. que me presenteou a boda (as cópias dos talões do talho, da mercearia e da peixaria seguem em anexo).

A minha tia Alzira S., que é costureira, fez-me o vestido e não cobrou nadinha, mas gastei 60€ em tecidos, 34,5€ nas rendas e bordados e 18,75€ em linhas, botões e alfinetes.

As meias e as ligas ficaram por 35€, conforme recibos que envio.

O noivo usou o fato da Comunhão Solene com umas ligeiras alterações (a Tia Alzira não cobrou nada).
O meu irmão foi o fotógrafo de serviço. Todas as fotografias foram enviadas aos convidados por e-mail , que imprimirão as que entenderem por sua conta.

Não foi alugada qualquer viatura. Eu fui na Charrete do Sr. José M., que andou comigo ao colo e é como um pai para mim.

O Manuel (o noivo) foi de mota: a mota dele que ainda está a acabar de pagar, conforme se comprova com documento.

As flores foram todas do jardim da minha avó Margarida e a minha prima Mariana F. que é uma moça muito prendada fez os arranjos.

A animação da festa esteve a cargo do irmão e dos primos do Manuel, que têm uma banda - os "Sempr'Abrir" que merecem ter sucesso.

Não pudemos aceitar nenhum dos presentes, uma vez que não vinham acompanhados dos recibos.

Os preservativos comprou-os o Manuel naquelas máquinas que estão longas horas ao Sol (porque é um rapaz muito introvertido), mas que não dão recibos, o que nos permite escusar a revelar o seu número, não vá, daqui a alguns anos, lembrares-te de cobrar, retroactivamente, uma taxa pelas que foram dadas na lua de mel.

Com os meus cumprimentos.

Maria Julieta Silva Chibo

Battle at Kruger

A união faz a força. Cada espécie encontra-se na cadeia alimentar de outra. No entanto, há mamíferos como os búfalos, que interagem no grupo e raciocinam e concebem um plano para salvar uma das suas crias das bocas famintas dos seus predadores. Incrível esta estória filmada na África do Sul. Dedico-a ao meu amiguinho Afas, chegado de recentes férias em Moçambique, perto da fronteira com África do Sul. Um beijo Afas. Fico à espera de estórias. Esta acabou em bem.

4 de Abril de 1968 - faz hoje 40 anos


Um dos momentos mais marcantes da vida de Luther King aconteceu em 28 de Agosto de 1963. Eu estava a comemorar o meu 10º aniversário, nesse dia. Sabia eu lá - ou os meus - quem era este senhor! Enquanto na minha casa havia uma pequena festa de aniversário, no outro lado do oceano, no país da Liberdade, alguém tinha algo de diferente a dizer. E parece que foi ouvido. 250 mil pessoas, em frente ao monumento a Abraham Lincoln, em Washington, ouviram-o proferir o célebre discurso «I have a dream» (Eu tenho um sonho).
No ano seguinte, com apenas 35 anos, a sua luta pacífica pelos igualdade de direitos, valeu-lhe o Prémio Nobel da Paz.
A 4 de Abril de 1968, Luther King foi definitivamente calado a tiro, quando saiu à varanda de um motel em Memphis, onde se encontrava para se associar a um protesto de um grupo de trabalhadores do lixo da cidade em greve.
Faz hoje 40 anos. Não é dia de festa mas de recolhimento: já passaram tantos anos e o discurso ainda está presente, talvez não tanto na América de Bush, onde há hoje 1 candidato a Presidente de origem negra, aceite por todas as etnias. Mas noutros Continentes, por outros Países europeus, onde a cor da pele ainda é olhada e apontada como referência, no dia a dia das populações. Ainda dizemos: um preto roubou-me a carteira, mas não dizemos um branco roubou-me a carteira, se fomos roubadas por um homem. Ainda não somos capazes de aceitar ser diferentes e iguais. Ainda não é o carácter da pessoa, mas a cor, que apontamos primeiro. Martin Luther King, Jr., pelas palavras proferidas, é referência histórica real.

Estória de cabrinhas para a Martinha

Foto de GuidinhaPinto: O Pombinho
Foto de GuidinhaPinto: O Marmilado
Foto de GuidinhaPinto: Convívio caprino

Nova família de caprinos da Prima Laura-a-Pastora. Nova estória. O pastor deixou tresmalhar as cabras. Vinham pela estrada nacional a caminho de casa. A cabra-castanha, deitada no chão de mato, foi atropelada por um carro, nessa estrada. O motorista (uma besta) nem parou para ver o que tinha provocado. O carro deu-lhe uma trompaça. O embate, deixou a castanha estendida na beira, com a pata traseira direita esfacelada, sem no entanto atingir o osso nem os tendões. Olhei e via-se bem a carne sem pele, mas sem estar infectada. É desinfectada todos os dias com Betadine! Iria safar-se, com certeza, disse-lhe à laia de consolo. Tem esta fêmea dois cabritinhos. Mas há mais outros três, de outras duas-mães-cabras. Apenas os cabritos e a cabra-castanha e manca estão no curral. Toda a restante família anda na serra, a pastar. A cabra-castanha é tratada com cuidado e carinho pela Prima-Laura, que tem de lhe trazer alimento ao curral, dado que a bichinha está imcapacitada de sair à procura do seu sustento. Tem de convalescer e dar leitinho aos seus filhotes. Deitada de lado, qual odalisca, a olhar-me de lado, não dá um berro. Os cabritos saltam sobre ela, tentam chegar-lhe aos tetos, mas qual quê! A cabra-castanha não perdeu o apetite e mastiga as ervas frescas mesmo à sua frente. É bom sinal não perder o apetite, disse-me, enquanto me chamava a atenção para aqueles dois cabritos já com nome: o pombinho - por ser manso e branquinho - e o marmilado - por ter *marmilos* abaixo do cachaço, no pescoço - explicou-me. Marmilada, marmilo, mamilo, compreendi-te, pensei. Realmente são duas tetinhas de pele, uma de cada lado, como se de dois brincos descaídos se tratassem.
É sempre uma alegria para mim, quando chego à Serra e saio de casa a ver quem está, e vejo a minha Prima-Laura-a-Pastora dizer *Já cá estão! com Deus*! e quase a seguir *Ai, tens de ir ver os meus cabritinhos* ...
É certo e sabido que há estória para contar.

Jolie, a minha amiga-da-onça

3ª feira, já passou a Páscoa e continuei a receber prendinhas. Adoro receber prendinhas. Quem não gosta?
Esta imagem - Nossa Senhora do Almortão - foi-me trazida pela minha Amiga Jolie. Vai servir de marcador, a um próximo livro a ler.
Mas não só. Como é muuuuuito, mas muito minha Amiga, também me trouxe um saquinho de Bolos Esquecidos , da Dulci Panis, mais uma meia-dúzia com formato de pé-de-alce-com-pouco-açúcar-por-causa-da-linha e mais um em forma de duas bolas-juntas com cheirinho a erva doce.
Doçaria da Idanha-A-Nova, terra do Senhor-seu-Marido, o-Careca, epíteto que ela usa com muito carinho.
Idanha-a-Nova, na Beira Baixa. Terra de Cantadeiras-tocadoras-de-Adufes. A cerca de 100 km do meu Sítio. Talvez uns poucos mais. Se nós, em férias, estivermos na Beira Baixa e eu ou ela seguirmos esta estrada
http://maps.live.com/default.aspx?v=2&cp=39.977065~-7.677214&style=r&lvl=9&tilt=-90&dir=0&alt=-1000&rtp=pos.40.0994327303087_-8.11721025305472_Cerdeira,%20Coimbra,%20Portugal__~pos.39.9238285667477_-7.23899135976365_Idanha-a-Nova,%20Castelo%20Branco,%20Portugal__&rtop=1~0~0&encType=1 encontramo-nos de certeza.
Pensaremos nisso para as próximas férias? Obrigada Jolie ;-)

A viagem para a Serra, na Páscoa

Foto de GuidinhaPinto: Céu na Lousã, na 6ª feira santa
Foto de GuidinhaPinto: - Passagem em Vilarinho
Foto de GuidinhaPinto: Abrir as cortinas e deixar entrar o Sol
Foto de GuidinhaPinto: Azul, o Céu sobre o meu Penedo
Pois foi. Pensámos ir e fomos. Sexta, Sábado e Domingo. Que Segunda é para regressar durante a manhã, que Marido tem trabalho de tarde.

Sexta feira santa, às 07h e picos, arrancámos. Boa viagem, desejámos reciprocamente, apertando a minha mão esquerda à direita de marido. A caminho e até chegar ao cimo da Serra, desejavámos não-chover. Frio. Muito frio. Tudo bem, mas chuva - por favor senhor S. Pedro ... combinámos que agora não! Caiu tanta no Carnaval ... E o céu, lambido aqui e ali por nuvens brancas, parecia querer agraciar-nos. Até na Lousã, que costuma estar coberta pelas manhãs, encontrava-se azul. Vilarinho com a sua Igreja a espreitar ... e o Sol brilhava. A viagem terminou seca. Obrigada senhor S. Pedro! agradeci.

Eram 10h e picos quando ele se deu a ver. O meu Penedo, claro, e à volta dele estava o céu a descoberto, azul. Descemos até à casinha. Dentro dela, o termómetro marcava 2 graus C. Parece avariado! sempre a marcar 2 graus, esclamei. Que gelo, credo. Abrir as portadas, deixar entrar o Sol, descarregar o carro, destapar os móveis, arrumar o que levámos e sair. Para comprar umas coisitas que faltavam, no mini-mercado no Esporão. Ir para o carro, de novo. A subir até à estrada, a nacional. A Serra da Estrela não estava branquinha, apesar do frio. Da minha Serra vê-se a Estrela. Numa certa recta da estrada, ela espreita. Ah! Solinho e frio. Que bom. Tivemos de aproveitar e sair, que podia o tempo virar e vir chuva.
Desejámos chegar e já cá estamos.

Já por cá estamos, de novo.

Foto de GuidinhaPinto - Até à próxima (Penedo de Góis e Vale Torto), a caminho de Alváres

Já voltámos. Só hoje consigo dar aqui um salto. Para me ler, já que não houve comentários.
Por lá, conversei muito. Ouvi e ouviram-me. Foi bom.

*Conhecer alguém aqui e ali

que pensa e sente como nós,

e que embora distante,

está perto em espírito,

eis o que faz da Terra

um jardim habitado.*


Trabalhei muito (na cozinha), para os Amigos ... gostei, gostaram - eles mereceram a canseira ;)Com tempo, recordarei como foram os 3 dias fora de Lisboa, de 6ª feira-a-Santa até 2ª feira-de-manhã.

Gosto, prontos!

Dia 21 de Março de 2008, Sexta feira-a-Santa: Compadres, Afilhados e *Afilhadinha* - convidados para o 1º jantar deles, na Casinha. Chegados de Lisboa, mas já quase noite, nada melhor que uma refeição pronta, ?
Lá fora, 7 graus Centígrados. Cá dentro - graças ao fogão a lenha - 20 quentinhos graus. E a ementa foi: polvo à lagareiro com batata assada, tartes de grão e de amêndoa, frutas, café, licores ...

Dia 22 de Março de 2008, Sábado-de-Aleluia, jantar com os Primos (os especialistas das filhoses), na Casinha. Galo no forno com batatas e cebolinhas, grelos (da Prima Laura) cosidos e passados em azeite e alho, pudim de coco, café e bagacinho. Lá fora, a chuva amainou, o vento soprava menos, a temperatura estava uma décima abaixo de 0 graus Centígrados. Cá dentro, os 19. *Teve-se* bem. Mas o Sporting perdeu.

A desordem que tenho que limpar depois de uma festa, significa que estivemos rodeados de familiares e amigos. Eu gosto de receber Amigos. Junto este gosto ao de cozinhar. São ambos explosivos para mim. Dias depois das festas ... depois conto.

Prometemos eu e Marido - um ao outro - que Domingo de Páscoa, se o tempo o permitisse, sairíamos, a dar uma volta, a refrescar, a ver pessoas e a almoçar fora. Já chegava de cozinha, de cozinhados, de arrumações. Isto, se Pedro-o-Santo nos agraciasse, claro. Que férias mais frias e chuvosas!!! Assim não valia!!!

Domingo 23 de Março, Páscoa com Sol, na Serra

E Pedro-o-Santo, deu-nos aquele Domingo de Páscoa que ansiávamos - de Sol. Saímos a meio da manhã, já com a casinha arrumada, direitinhos a Góis. Bi ficou em casa, a descansar de tanta excitação tida nos dois dias anteriores. Almoçámos no melhor restaurante desta época, na nossa opinião, claro. Bom serviço, simpatia, qualidade nos produtos e nada de barretes na apresentação da factura. Eu sou mais *peixeira*, mas que peixe nas ementas num Domingo de Páscoa? Atirei-me para as grelhadas mistas ... Quando eu olhei para aquelas batatinhas fritas ...
A Marido, *carneiro*, não teve dificuldade na escolha - Bife. E saiu-lhe um que cobria o prato, tenro, grelhado ...
Depois do almoço, para aproveitarmos a bela tarde que estava, descemos à Ribeira Cimeira. Tinha havido festa rija no Sábado, os sons foram-nos trazidos pelo vento. Concertinas, acordeões, vozes masculinas a cantar fado ... Deve ter sido muito giro, mas o tempo reteve as pessoas das outras povoações em casa. E nesta altura, andavam já a arrumar a *casa da festa*. Mas mesmo assim fomos até lá, dizer olá aos que estavam e lamentar o que o tempo nos tinha pregado.
Depois da Ribeira Cimeira, subimos à Póvoa. As ovelhas do Filipe por ali andavam. Tinham 3 borreguinhos, mas sempre que eu, como quem não quer a coisa, me aproximava, eles afastavam-se. E Filipe não é homem para ir agarrar num deles para a fotografia, como faz a nossa Prima Laura com os cabritinhos. Os homens são diferentes ...

Desejamos uma Páscoa muito Feliz. Até 2ª feira.







Vamos (estamos a pensar ir) até à Serra. O tempo mudou ... S.Pedro enganou-me ... deu-me chuva no Carnaval e vai dar-me chuva na Páscoa ... faltei-me de pedir tempo melhor, tempo melhor ... mas são tantos a pedir, uns água, outros sol, que ele não sabe para que lado se há-de virar. Eu comprendo-o. Há estrada e estrada. Há ir e voltar.
Para todos os meus Amigos e visitantes, repito, Páscoa Feliz.

Desafio

Aceito o desafio de PINK - A minha Vida em 6 palavras.


Nada fácil de a descrever. O meu vocabulário não chega para ser tão breve. Eu não sou sucinta.

Depois de matutar algum tempo, escrevo:

1Nascer

2Mulher

3Novamente

4Faria

5Tudo

6Diferente



Mas eu não acredito na reencarnação ... por isso, lembro um poema cantado (de Almir Santer) que diz muito sobre a vida, mas não em 6 palavras. Como resumi-lo?
Talvez assim:

1Ando

2Devagar

3Porque

4Já

5Tive

6Pressa

... e levo este sorriso porque já chorei demais. É isto. Já está. Respondido duas vezes. Será que valeu?
Entretanto, e graças ao YouTube, encontrei e postei, a seguir, o video deste belo poema-cantado "Tocando em frente".

Almir Sater - Tocando em Frente

Respondo a PINK

Uma casa abraçada por uma Glicínia





E a pouco e pouco, ano após ano, os braços desta glicícia são encaminhados e convidados a prosseguirem a sua viagem como um longo e forte abraço ...
Um encanto. Onde? Em Óbidos.