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A morte é a coisa mais segura e firme que a vida inventou até agora*

Michelangelo Antonioni, com 94 anos. Finou-se no mesmo dia de Bergamn. A 7ª Arte estará decerto mais pobre.
De Antonioni-realizador só vi “Deserto Vermelho”. Na altura não compreendi os personagens, aquela fábrica que tomou conta do ecran, da paisagem de ambiente carregado de fumos e sem Sol que envolvia toda a estória, sem uma estória. É sobretudo isto que conservo na memória. Hoje sei o que significa a palavra alienação. Era portanto um filme que não estava ao meu alcance entender na altura. Mesmo hoje, seria um filme que eu não repetiria. Não é o meu género.
Lembro que, nos anos 70, à saída dos Cinemas era costume olharmo-nos uns aos outros para trocarmos cumplicidades, entendimentos. No entanto, “entrar muda e sair calada” era uma frase que se ouvi e repetia nesses anos, por outros que, idênticos a mim, iam ver um filme a um Cinema porque gostávamos de Cinema. Queríamos era perceber a estória. Queríamos comentá-la a seguir. Queríamos tema para falar durante algum tempo, com os amigos, a família e até no trabalho. Leve ou mais pesada, queria uma estória. Foi difícil digerir este filme. Para além de muda e calada, saí sufocada.

Pelo respeito ao profícuo trabalho cinematográfico que não compreendi, de um homem que viveu mais 90 anos e que cruzou a minha existência através de apenas um filme, deixo aqui o meu testemunho.

*Emil Cioran

Amigo que se foi

Foto de Guidinha Pinto: Oferta do Casal Toco - Jarros

Flores. Colhidas e oferecidas pela Belmira e pelo Francisco Toco, em Maio. Fotografei-as.

Hoje, em jeito de homenagem, ofereço as mesmas flores a Francisco, que após longo período de puro sofrimento emprendeu a sua viagem ao eterno descanso.

Nunca o esquecerei. Faz parte do meu Inventário de Amigos-idos.

Obrigada por o ter conhecido e ter convivido no vosso meio.


Posted by Picasa

Não podemos ignorar

Foto de Guidinha Pinto: Acesa por todos os Meninos molestados do Mundo


Quando ontem fui à caixa do "e-mail", cerca de 58 mensagens caíram, assim, sem me dar tempo de selecciona-las. Algum eram lixo, mas a maioria eram para abrir e ler.


Dois referiam a Madeleine McCan, a menina desaparecida há 6 dias. Quantas Madeleines, todos os dias, por todo o Mundo existirão?
Não tenho palavras para para deixar aqui, a não ser o meu pesar.
Acendo uma vela todos os dias e peço a quem de direito, que reencaminhe os Humanos por outros caminhos, que não estes, os de cometerem sobre os seus jovens e indefesos semelhantes, tamanhas atrocidades.
Vemos, ouvimos e lemos /não podemos ignorar, palavras de Padre Fanhais.