Mostrar mensagens com a etiqueta Serra da Lousã. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Serra da Lousã. Mostrar todas as mensagens

25 de Abril de 2008 - Destino, Serra da Lousã

5 fotos de GuidinhaPinto
É da monstruosidade destas construções que nós fugimos (foto 1).
É nesta estrada que eu tenho a certeza estar mais perto do destino da viagem (foto 2).
São estes campos verdes com Serra em fundo que ansiamos ver (foto 3).
Chegámos! Viva o descanso (foto 4).
'Oh filhinha, para a próxima já cá não estou, se Deus me ouvir'! Diz quando nos despedimos. Esta é a Ti-Júlia, Prima direita da Avó Olinda. Com mais de 90 anos de idade! Mãe da Laura-a-Pastora ;) Mais uma vez, o reencontro (foto 5).

Chegada - à tarde no Cartão

5 fotos de GuidinhaPinto: Cartão

Um dos meus pontos predilectos para me evadir e tornar-me insubstâncial é o Cartão. Cartão é um bocado de terra de semeadura, inclinada, com sobreiros seculares e um riachozinho de água gelada, que há 50 anos se bebia e era considerada a melhor água existente no lugar. Pertencia a minha Avó-materna Olinda. Depois do seu falecimento, o Cartão foi vendido pelo herdeiro-filho (meu tio) a uns primos, que o amanham, quando podem, até aos dias de hoje. Viri-me para o aclic, porque Marido me apanhou.

Cartão é também um sítio de passagem de pessoas a caminho dos seus bocados, tais como a Prima-Laura-a-pastora e seu Marido. Por ali, anda o Primo-Antero a pastar as cabras. Outro Primo-Manel-o-Piçarra, amanha com um sacho um desses bocados. Parece ser de batatas (eu sou muito ignorante nestas coisas, mas já fui mais ...).
Atento mas brincalhão, Rex, o simpático cão da minha Prima Lídia ajuda a tomar conta do rebanho.
O cabritinho ... bem, tive de por-me de joelhos. Não se afastou, não teve medo. Uma delícia de bichinho.
Na tarde de 25 de Abril. Linda tarde esta.

Chegada - à tarde no Páteo

Foto de GuidinhaPinto: O meu Pinheirinho Manso, cresce, ao lado das Ortences
Foto de GuidinhaPinto: Os Chorões estão vivos e abertos ao Sol
Foto de GuidinhaPinto: Do lado direito, o meu amigo-Loureiro. Por companhia, Araucárias com cheiro a limão.
Foto de GuidinhaPinto: Jardim-suspenso-não-plantado-da-Guidinha

Pois. É tudo meu! Fui eu que não quis que cimento cobrisse as fendas entre as pedras, no muro. Fui eu que quis comprar as que não foram oferecidas. Fui eu que comentei que precisava de alguém que as regasse. Às minhas plantinhas, coitadas. Na minha ausência, aqui em Lisboa. E Prima Aurora disse: 'Oh! menina, então eu não vou lá regar-te as plantinhas?! Não me custa nada, mas deixa a torneira aberta no contador!' E assim tem sido. Estas que estão sem tecto, ela trata se o Céu não as regar. Bem haja!


Foto de GuidinhaPinto: Amanhã espera-nos um dia quente

Marido falou alto, do páteo: Vem cá fora depressa ver uma coisa. Larguei o que estava a fazer e fui lá fora. Apontou com o indicador em direcção ao longe. Era o Céu, lá ao fundo, na Ponte de Sotão. Que lindo! Com aquela côr? Amanhã a certeza de mais um dia de Sol.

Na manhã do final de férias

3 fotos de MaridodeGuidinhaPinto: Bianca, a nossa Bi
Saída pela manhã, para os xixis e cócós. Serrado ainda está orvalhado da noite que se fez fresca. Erva alta, a cobri-la até meio. Pelo molhado. É um desafio para esta fôfa. Corre em círculos, baixando a cauda a servir de leme. Lambe as gotas que se agarraram ao nariz. Arfa. Olha para o dono, como a perguntar: Fiz bem? Vamos embora? Ou queres que eu faça alguma coisa?

27 de Abril de 2008

Foto de GuidinhaPinto: Mateus e Barnabé
Foto de GuidinhaPinto: Couves
Foto de GuidinhaPinto: Cebolas, alface e bróculos
Serra da Lousã. Último dia do fim-de-semana prolongado. Prima Laura-a-Pastora, mulher de Mateus-o-agricultor-de-produtos-biológicos-para-uso-doméstico e Cozinheiro reformado, eram 10 da manhã de Domingo 27 de Agosto, já por ali andavam, ambos, no fundo do Lugar, a girar. Eles falam alto e eu já os tinha ouvido, enquanto eu, Marido e Mãe arrumávamos a tralha para o regresso a Lisboa.
Mateus no meu alpendre chama-me: 'Guida, tens ali umas coisinhas para lebares, mas bai lá tirar-me uma fotografia, tá bem?' Está, respondi de dentro de casa. Fotografar o que ele cultiva e me quer ofertar? Com todo o gosto! Larguei o que estava a fazer e lá fui, com o telélé pronto a disparar.
Eles são dos poucos no Lugar que são auto-suficientes em todo o tipo de vegetais. Quase todos os outros deixaram as terras, por falta de vontade, já que os mais antigos, que eu lembro-me, tinham de plantar para colher, já velhotes não tinham reformas … Mateus virou Vegetariano, dado um problema sério de diabetes que o afecta. Foi a salvação dele, como lá se diz. Melhorou muito com essa dieta. Com muito trabalho físico dispendido para plantar e regar, é sempre com muito gosto que capto o orgulho deles a exibir a colheita. E já não é só o feijão, as coves e as batatas, não. Varia muito nas sementes que lança à terra.
Cansado, coitado, por ter ido apanhar os miminhos à pressa e por o caminho de regresso ser por terreno inclinado, Mateus esperava-me sentado num maple 'que há-de ir para o lixo, mas ainda não foi, porque ainda não telefonou para a Câmara de Góis para o irem buscar'.
Barnabé, o nosso-cão-afilhado – que abandonado por lá apareceu há 2 anos e com eles ficou, a quem Marido e Laura deram o 1º banho e o desinfestaram de parasitas e botámos nome - brincava com o dono.

Foto de GuidinhaPinto: Laura diz-me: 'Que pena irem já! O tempo está tão bom! Mais uma semaninha deste tempo e levavas favinhas que já estão assim deste tamanho'.

Cliquei e aí ficam.

Estória de cabrinhas para a Martinha

Foto de GuidinhaPinto: O Pombinho
Foto de GuidinhaPinto: O Marmilado
Foto de GuidinhaPinto: Convívio caprino

Nova família de caprinos da Prima Laura-a-Pastora. Nova estória. O pastor deixou tresmalhar as cabras. Vinham pela estrada nacional a caminho de casa. A cabra-castanha, deitada no chão de mato, foi atropelada por um carro, nessa estrada. O motorista (uma besta) nem parou para ver o que tinha provocado. O carro deu-lhe uma trompaça. O embate, deixou a castanha estendida na beira, com a pata traseira direita esfacelada, sem no entanto atingir o osso nem os tendões. Olhei e via-se bem a carne sem pele, mas sem estar infectada. É desinfectada todos os dias com Betadine! Iria safar-se, com certeza, disse-lhe à laia de consolo. Tem esta fêmea dois cabritinhos. Mas há mais outros três, de outras duas-mães-cabras. Apenas os cabritos e a cabra-castanha e manca estão no curral. Toda a restante família anda na serra, a pastar. A cabra-castanha é tratada com cuidado e carinho pela Prima-Laura, que tem de lhe trazer alimento ao curral, dado que a bichinha está imcapacitada de sair à procura do seu sustento. Tem de convalescer e dar leitinho aos seus filhotes. Deitada de lado, qual odalisca, a olhar-me de lado, não dá um berro. Os cabritos saltam sobre ela, tentam chegar-lhe aos tetos, mas qual quê! A cabra-castanha não perdeu o apetite e mastiga as ervas frescas mesmo à sua frente. É bom sinal não perder o apetite, disse-me, enquanto me chamava a atenção para aqueles dois cabritos já com nome: o pombinho - por ser manso e branquinho - e o marmilado - por ter *marmilos* abaixo do cachaço, no pescoço - explicou-me. Marmilada, marmilo, mamilo, compreendi-te, pensei. Realmente são duas tetinhas de pele, uma de cada lado, como se de dois brincos descaídos se tratassem.
É sempre uma alegria para mim, quando chego à Serra e saio de casa a ver quem está, e vejo a minha Prima-Laura-a-Pastora dizer *Já cá estão! com Deus*! e quase a seguir *Ai, tens de ir ver os meus cabritinhos* ...
É certo e sabido que há estória para contar.

A viagem para a Serra, na Páscoa

Foto de GuidinhaPinto: Céu na Lousã, na 6ª feira santa
Foto de GuidinhaPinto: - Passagem em Vilarinho
Foto de GuidinhaPinto: Abrir as cortinas e deixar entrar o Sol
Foto de GuidinhaPinto: Azul, o Céu sobre o meu Penedo
Pois foi. Pensámos ir e fomos. Sexta, Sábado e Domingo. Que Segunda é para regressar durante a manhã, que Marido tem trabalho de tarde.

Sexta feira santa, às 07h e picos, arrancámos. Boa viagem, desejámos reciprocamente, apertando a minha mão esquerda à direita de marido. A caminho e até chegar ao cimo da Serra, desejavámos não-chover. Frio. Muito frio. Tudo bem, mas chuva - por favor senhor S. Pedro ... combinámos que agora não! Caiu tanta no Carnaval ... E o céu, lambido aqui e ali por nuvens brancas, parecia querer agraciar-nos. Até na Lousã, que costuma estar coberta pelas manhãs, encontrava-se azul. Vilarinho com a sua Igreja a espreitar ... e o Sol brilhava. A viagem terminou seca. Obrigada senhor S. Pedro! agradeci.

Eram 10h e picos quando ele se deu a ver. O meu Penedo, claro, e à volta dele estava o céu a descoberto, azul. Descemos até à casinha. Dentro dela, o termómetro marcava 2 graus C. Parece avariado! sempre a marcar 2 graus, esclamei. Que gelo, credo. Abrir as portadas, deixar entrar o Sol, descarregar o carro, destapar os móveis, arrumar o que levámos e sair. Para comprar umas coisitas que faltavam, no mini-mercado no Esporão. Ir para o carro, de novo. A subir até à estrada, a nacional. A Serra da Estrela não estava branquinha, apesar do frio. Da minha Serra vê-se a Estrela. Numa certa recta da estrada, ela espreita. Ah! Solinho e frio. Que bom. Tivemos de aproveitar e sair, que podia o tempo virar e vir chuva.
Desejámos chegar e já cá estamos.

Gosto, prontos!

Dia 21 de Março de 2008, Sexta feira-a-Santa: Compadres, Afilhados e *Afilhadinha* - convidados para o 1º jantar deles, na Casinha. Chegados de Lisboa, mas já quase noite, nada melhor que uma refeição pronta, ?
Lá fora, 7 graus Centígrados. Cá dentro - graças ao fogão a lenha - 20 quentinhos graus. E a ementa foi: polvo à lagareiro com batata assada, tartes de grão e de amêndoa, frutas, café, licores ...

Dia 22 de Março de 2008, Sábado-de-Aleluia, jantar com os Primos (os especialistas das filhoses), na Casinha. Galo no forno com batatas e cebolinhas, grelos (da Prima Laura) cosidos e passados em azeite e alho, pudim de coco, café e bagacinho. Lá fora, a chuva amainou, o vento soprava menos, a temperatura estava uma décima abaixo de 0 graus Centígrados. Cá dentro, os 19. *Teve-se* bem. Mas o Sporting perdeu.

A desordem que tenho que limpar depois de uma festa, significa que estivemos rodeados de familiares e amigos. Eu gosto de receber Amigos. Junto este gosto ao de cozinhar. São ambos explosivos para mim. Dias depois das festas ... depois conto.

Prometemos eu e Marido - um ao outro - que Domingo de Páscoa, se o tempo o permitisse, sairíamos, a dar uma volta, a refrescar, a ver pessoas e a almoçar fora. Já chegava de cozinha, de cozinhados, de arrumações. Isto, se Pedro-o-Santo nos agraciasse, claro. Que férias mais frias e chuvosas!!! Assim não valia!!!

Desejamos uma Páscoa muito Feliz. Até 2ª feira.







Vamos (estamos a pensar ir) até à Serra. O tempo mudou ... S.Pedro enganou-me ... deu-me chuva no Carnaval e vai dar-me chuva na Páscoa ... faltei-me de pedir tempo melhor, tempo melhor ... mas são tantos a pedir, uns água, outros sol, que ele não sabe para que lado se há-de virar. Eu comprendo-o. Há estrada e estrada. Há ir e voltar.
Para todos os meus Amigos e visitantes, repito, Páscoa Feliz.
O meu Penedo, a descoberto. Uau! À esquerda, Vale Torto
Já em casa. Na cozinha, espreito o Penedo. São 10:00h. Está lindo! Dentro de casa, o termómetro marca 2 graus e meio.
Marido faz a primeira tarefa. Acender o fogão de lenha.
A pouco e pouco a temperatura subiu dentro de casa. Num outro termómetro, passados alguns minutos, estava menos frio. Já ía nos 8 graus e meio. Aqui na Serra, o frio é mesmo frio. O ar é límpido. Arrumamos o essencial e ála. Dar uma volta porque se tem de aproveitar todos os raiozinhos de sol. E fomos cumprimentar os primos.
Laura e um cabritinho
Laura e o outro cabritinho
Laura chegando o cabrito ao teto de uma cabra
Laura segura o teto, Mateus segura a cabra e os cabritos mamam
Esta é a prima-pastora-Laura-e-o-seu-marido-Mateus. Mais uma vez eles aqui ficam. Asim que os cumprimentei, contaram-nos a estória dos dois cabritinhos que teem de ser chegados. Um ficou sem a mãe. O outro tem mãe, mas não deixa o filhote mamar. Coisas da natureza. Então, os bichinhos teem de ser chegados aos tetos de todas as cabras do rebanho, para poderem sobreviver. Mateus segura nas cabras enquanto os pequenitos procuram os tetos. E começam a mamar, abanando as caudas de contentes. Esta estória repete-se tantas vezes. O pasto da serra só dá mesmo para cabras. É muito pobre. Nesta altura do ano, nascem cabritinhos. Sempre que lá vou nesta época, há cabritinhos novos. E uma história para contar.
Nada como nascer cabrito nas mãos da minha prima-pastora-Laura. Uma sorte, neste mundo cão.
Um dos cabritinhos, o orfão, se bem me lembro.
Olhar inquisidor este, que me fez tirar um retrato
Este outro olhar fixo, ... que pensará de mim?
Enquanto visito a família caprina, Marido, ao longe, passeia com Bi
Entardecer na Serra, no dia 2 de Fevereiro
Fotos de GuidinhaPinto

Bem que avisaram que o tempo ía mudar. Acordámos Domingo, com o barulho do vento e da chuva. Credo Senhora do Carmo, invocaria a senhora minha Avó Olinda se cá estivesse. Só faltava mesmo a trovoada. E foi arrumar a casinha, almoçar na casa dos primos - cozido por ser Domingo Gordo. A viagem para Lisboa foi feita parcialmente, debaixo de chuva intensa e algum vento, até passarmos por Tomar. Aí, viraram intermitentes as quedas de água. Na estrada, de dentro do carro, só se olhavam as escovas do limpa para brisas a dançar, de um lado para o outro, na máxima velocidade, e as luzes vermelhas dos outros carros que como nós se doslocavam rumo a qualquer sítio. Não gosto de viagens molhadas. Dá-me uma sensação de incerteza no destino. Não consigo descontraír, embora confie na condução do Marido. As imagens dos acidentes nas estradas em dias molhados estão sempre a passar-me, como flashes ... A chegada à Capital (*Só eu sei porque não fico em casa*, na última foto) fez-se em cerca de 3 horas. Sem sobressaltos, felizmente. Parou de chover quando despejávamos o porta bagagens, à porta de casa. Lá se foi um fim de semana de muitas horas em viagem. Olhando para trás ... foi bom, porque tudo correu bem. E trouxemos imensos grelos - de nabo e de couve, e também alhos franceses, e batatas brancas para cozer, e uma broa. Oferta dos primos Laura, Mateus e Aurora. Obrigada a todos.

Herança

Heidei este pedaço de chão: x m2 de terreno de mato e pinheiros. Na Lomba.
Mas agora marcar as confrontações correspondentes à área?! Eu por aqui me fico, a clicar, que este chão foi remechido com máquinas da Câmara Municipal de Góis, no intuito de limpar os matos e afastar o perigo dos incendios das casas mais próximas dos pinhais. Arrancaram eventuais marcos e até cortaram as raízes a dois pinheiros. Estão a acastanhar as agulhas no topo. Lídia avisou que seria melhor cortá-los para lenha do que deixá-los ficar, porque apodrecem. Mas não o fizemos, ainda.
Daqui não saio. Tem uma vista linda. E não quero torcer um pé. Custou-me tanto a subir! Perdi o jeito de cabrita. Os anos levam-nos tudo :-((
Aparece nesta foto: a meio a confrontação a Norte, junto deles, a Poente.


A confrontação a Nascente, não sei onde começa. A Sul é por esta "parede" abaixo.

O mais engraçado é que procurámos ajuda nas Finanças de Góis:

Perguntei: -Mas senhor das Finanças, como poderei achar as confrontações do terreno? Há alguém da Câmara ou daqui que nos poderão ajudar a achar os marcos?

Resposta: Não há ninguém. Tente perguntar aos mais antigos, os de lá. São eles que conhecem as confrontações.

E mais não disse. E assim fizemos. Ao fundo da 1ª foto, Lídia indica a Marido a confrontação a Norte e a Poente. Ah! mas eu fui descobrindo outras coisas que a Mãe Natureza nos oferece. Cliquei.Olhem! Lídia, Marido! Cogumelos! - gritei.

Não tenho só mato e pinheiros. Tenho uma terra propícia ao aparecimento destes fungos comestíveis!!! E não existe humidade, o tempo está seco, embora estejamos em Novembro. Despedi-me. Para a próxima, venho visitar-vos com tempo de "dona".