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A viagem para a Serra, na Páscoa

Foto de GuidinhaPinto: Céu na Lousã, na 6ª feira santa
Foto de GuidinhaPinto: - Passagem em Vilarinho
Foto de GuidinhaPinto: Abrir as cortinas e deixar entrar o Sol
Foto de GuidinhaPinto: Azul, o Céu sobre o meu Penedo
Pois foi. Pensámos ir e fomos. Sexta, Sábado e Domingo. Que Segunda é para regressar durante a manhã, que Marido tem trabalho de tarde.

Sexta feira santa, às 07h e picos, arrancámos. Boa viagem, desejámos reciprocamente, apertando a minha mão esquerda à direita de marido. A caminho e até chegar ao cimo da Serra, desejavámos não-chover. Frio. Muito frio. Tudo bem, mas chuva - por favor senhor S. Pedro ... combinámos que agora não! Caiu tanta no Carnaval ... E o céu, lambido aqui e ali por nuvens brancas, parecia querer agraciar-nos. Até na Lousã, que costuma estar coberta pelas manhãs, encontrava-se azul. Vilarinho com a sua Igreja a espreitar ... e o Sol brilhava. A viagem terminou seca. Obrigada senhor S. Pedro! agradeci.

Eram 10h e picos quando ele se deu a ver. O meu Penedo, claro, e à volta dele estava o céu a descoberto, azul. Descemos até à casinha. Dentro dela, o termómetro marcava 2 graus C. Parece avariado! sempre a marcar 2 graus, esclamei. Que gelo, credo. Abrir as portadas, deixar entrar o Sol, descarregar o carro, destapar os móveis, arrumar o que levámos e sair. Para comprar umas coisitas que faltavam, no mini-mercado no Esporão. Ir para o carro, de novo. A subir até à estrada, a nacional. A Serra da Estrela não estava branquinha, apesar do frio. Da minha Serra vê-se a Estrela. Numa certa recta da estrada, ela espreita. Ah! Solinho e frio. Que bom. Tivemos de aproveitar e sair, que podia o tempo virar e vir chuva.
Desejámos chegar e já cá estamos.

Feira dos Santos, em Góis

Aqui podemos informar-nos da hora a que vai começar a tradicional Feira dos Santos, no próximo dia 1 de Novembro, na Vila de Góis.
Recordo-me ainda, das poucas vezes que tivemos oportunidade de tirar uns dias para ir à terra, em Novembro, frio. A casa, desabitada desde o Verão, era um autêntico frigorífico. As roupas de cama retiradas das arcas, cheiravam a mofo. Não hsvia ainda nem o vestuário, nem o calçado como há actualmente. Edredons, nem sonhá-los. Os cobertores e as mantas de trapo herdadas, eram às duas e três sobre lençol de flanela levado de Lisboa. Não havia aquecedores eléctricos que nos valessem. Recordo a tentativa de termos mousse de chocolate para o almoço. Assim que o chocolate saía do banho-maria, ficava logo rijo. O que nos valia era a nossa juventude, a nossa alegria de estar naquele lugar.
A Feira, que começou há muitos anos no Castelo com um convívio de amigos, foi crescendo, desceu até à vila e hoje é mais um motivo de grande atracção e de encontro entre goienses, amigos e visitantes, ao mesmo tempo que começa a ter também motivo de afirmação na tradição, não só pelos produtos endógenos ali à venda, mas ainda pelas muitas transacções comerciais próprias de certames do género.
Agora num novo espaço, o Parque de Lazer do Baião, a Feira tem início às 8 horas e do programa festivo consta, às 10, IV Torneio de Malha Inter-Colectividades; 14, abertura das inscrições para o tiro ao alvo; 14-30, concurso de doces; 15-30, actuação do Rancho «Os Mensageiros da Alegria»; e 16, tradicional magusto.
in A Comarca de Arganil, de 25/10/2007

Nos Penedos, a paragem e a subida

Foto de GuidinhaPinto: O jipe não podia aproximar-se mais. Fim da estrada.
Foto de GuidinhaPinto: Último olhar ao Trevim

Foto de GuidinhaPinto: Eles iam subir até ali. Para lá e para baixo deste penedo, "home, sweet home" Foto de Marido de GuidinhaPinto: Eu recusei-me a dar mais um passo e fiquei. Marido levou a máquina e apanhou Povorais, em baixo.

Do Trevim para o meu Penedo foi uma dor pegada. Já não tinha assento, não tinha mais força nos braço de tanto me segurar, o pescoço perdeu maleabilidade, parecia um cabide. Enfim, o meu corpo estava como que anestesiado. Faltava ainda tanto para chegar a casa. E sem haver estrada alcatroada, durante uma boa distância. :-( Marido avisou ... Por montes e vales, como é bom cantar, cantar ... cantado mais baixinho agora.

Saltei do jipe e sentei-me no primeiro calhau liso que encontrei, virada para o sol a por-se, a admirar a paisagem. Estava-se bem ali, com a serra nos tons do fim de tarde. O ar mais fresco que me batia na face, que eu respirava, o calor ténue dos últimos raios de sol, o barulho do silêncio da natureza... Daqui já não saio, disse. Se a cama fosse de mato em vez de pedras, deitar-me-ia de bom grado. Lili-a-cunhada também ficou. Já conhecia, disse sorrindo, à laia de desculpa. Ficámos as duas ;-)) E os três homens lá foram. Aquilo é que é ter bom coração! Com 70 anos e lá vai ele, Mário Rocha, subindo, subindo. O pior vai ser a descida. Custa muito mais. Ele vai ver. E ali ficamos as duas, falando de futilidades. Eu só repetia - amanhã não me mexo!

Depois de alguns minutos, que até passaram depressa, lá vinham eles a descer, de lado e a travar, contentes por terem alcançado mais uma vez um cume daquela formação rochosa. E como machos que são, assim se sentiam.

Viagem de Lisboa à Serra da Lousã - o amanhecer em mês de Outubro, no seu 5º dia

Entrei na A1, sem transito, com manhã fresca. Saí da autoestrada em Torres Novas. Quero dizer, Marido saiu. Eu não guio, prefiro motorista a volante ;-). Eu sou mais retratos.

Seguimos pelas belas estradas de Portugal até que li Condeixa - Miranda do Corvo - Lousã.

Já não entramos nas vilas, se não o quisermos fazer.

Desejosos de chegar, fomos devagar. O sítio espera-nos. Não tem pressa nem vai a nenhures.

Um dia de muito calor





Em dias quentes de Verão, quando não tinhamos carros e íamos para a "terra" passar as férias, frequentemente meus Pais íam até à barroca. Este local, ainda existe. É o que se vê, nestas fotos. Uma ponte com mais de 100 anos a atravessá-la, arranjada há poucos, une as duas margens separadas por um regato de água com nascente perto do Vale Torto. Junto à ponte, a juzante, havia um moínho, penso que comunitário, que à custa da força da água movia duas mós que trituravam os grãos do milho. A pouco e pouco, ao longo dos anos, deixou de servir. O local foi sendo invadido e coberto pela vegetação autoctone.

Esteve muito calor, de novo, há uns dias atrás. Pedi a Marido: - Vamos até à barroca? E fomos, de carro até próximo - o calor é demasiado para ir a pé - depois descemos por um carreiro coberto por silvas, fetos, tojos até chegarmos à água. Ai! Ui! Mas eu sou para o teimoso e ainda não perdi o jeito de "cabrita". Paro, olho, recordo. Tiro os sapatos. Entro devagar, que aquelas pedras magoam os pés. A água, gelada, arrepia-me e refresca-me. Depois é arranjar um calhau que me sirva de acento, no sítio onde a altura da água é maior, sentar-me e chapinhar. As pernas ficam geladas. A minha Bianca não vai nisso. Molhou só uma patinha e implorou acento. Na minha toalha, pois então. Mais um cantinho no meu Sítio. Os sons da água a correr e dos ralos. Já quase não se vêem alfaiates. Marido partiu à descoberta. Eu fiquei um pouco mais "de molho" neste Paraíso. Quando regressámos a casa, já estava mais fresquinha.

Pena, a entre-penedos



Nestas fotos clicadas por Marido, poder-se-ão ver que as obras estão em adiantado estado. A Aldeia da Pena, já tinha sido por nós visitada noutros anos. Gostamos de lá ir, só por ir e estar e olhar. A última é um campo com diversas "semeaduras". Ao cimo deste campo há uma estrada que nos levará, noutra ocasião, à Aigra Velha, ao Santo António da Neve e ao Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã.
Havia muitas ruínas de antigas casas de xisto aqui na Pena. Algumas dessas ruínas já deixaram de o ser. Mas ainda há muito trabalho a ser feito.
Esperamos para o ano cá voltar e apesar de serem íngremes as ruas para a percorrer - Rua da Era - clicarei para trazer para este espaço novas casinhas de xisto, se as pernas me levarem.

Aigra Nova - Alpendres e varandas





"As casas avarandadas
as casas avarandadas
Só o meu amor as tem
só o meu amor as tem
Hei-de mandar fazer uma
hei-de mandar fazer uma
Avarandada também
avarandada também"


Uma das quadras que se canta nos bailes de roda. E são realmente muito bonitas, as casas avarandadas. As casas e o canito da Aigra Nova. Que gente, nem vê-la! Todos no trabalho, decerto.

ALDEIA TÍPICA DE JOSÉ FRANCO no PASSEIO DE LISBOA A ERICEIRA

Foto de Guidinha Pinto: Já na Ericeira

Saímos de Lisboa eram já 11:ooh. Um calor de rachar. Ar condicionado? Não dava. Janelas abertas e pé no acelerador, q.b., claro. Assim sempre entraria algum vento provocado pela deslocação do carro. Direitos a Ericeira. Gostamos desta voltinha (dos tristes). Entre Mafra e a Ericeira, é costume pararmos. No Sobreiro. Há sempre um pormenor que não reparámos da última vez. E ao mesmo tampo, faz-se tempo para o almoço, no restaurante logo a seguir - o Púcaro. Passo a publicidade. Come-se comida bem feita.

Mas voltemos às fotos que agora postei.
Um pouco de história, obtida na net: "No Sobreiro, meio caminho entre Mafra e Ericeira, José Franco, recupera os usos e os costumes das gentes do concelho. Paragem obrigatória numa das “aldeias” mais famosas do mundo. Sete décadas a trabalhar o barro. José Franco não se coibiu de fazer renascer a sua velha sala de aulas, com as pequenas mesas em madeira, o imponente armário da professora, a ardósia; na loja do barbeiro-dentista um freguês submete-se a um corte de barba, na mercearia a Ti Helena serve um copo de vinho… ambientes a convidarem a viagens no tempo".

E mais não escreverei. Vale a pena a visita, principalmente quem tiver pequenotes na família. É mesmo muito interessante. E ao fim ao cabo, mostra o que foi a vida de um homem que deixou para a posteridade os homens e os trabalhos do seu tempo. Por acaso tive a felicidade de o aumprimentar quando ele se dirigiu, há muitos anos, acompanhado por sua filha, ao meu IPO. Era amigo do meu Director à época (Dr. António Catita)...

Bem. Espero que gostem das fotos. É um outro Portugal dos Pequeninos, mais cá para a Estremadura, à moda de um oleiro que moldou uma obra inegualável e a deixou para nós continuarmos a apreciar. Gratuita a entrada.


PS - A padeira, não é virtual. A senhora vende o pão que lá se faz. Tinha-lhe pedido um pão de centeio... Não consigo imaginar-me sem trazer nada deste cantinho tão nosso.

Sábado à tarde. Passeio de Oeiras. Barcos e Veleiros

Fotos de GuidinhaPinto
Fotos de GuidinhaPinto
Fotos de GuidinhaPinto
Fotos de GuidinhaPinto
Fotos de GuidinhaPinto

A ver-o-mar. Sábado à tarde. Passeio de Oeiras. Sol, Rio, Mar, Embarcações, Veleiros. Pouca gente ... presenças em férias. Nem parece que estamos no Distrito de Lisboa, penso ao olhar de longe. Na doca, há peixes (sua graça não conheço - santa ignorância), penso ser sinal de des-poluição. Também há sacos a boiar nas águas e algum lixo. Opulência não é sinal de civismo.
Amanhã, vai haver eleições para a Câmara de Lisboa.
Os meus próximos foram de férias. Para Monte Gordo. Espero fotos.

Em Junho, rumo ao Sul


Ninhos de Cegonhas nas chaminés de Tavira

Mar do Sul de Portugal em fim de tarde, olhado de Sotavento para Barlavento Algarvio

Ponte sobre o Rio Gilão, a caminho das Quatro-Águas, ao pôr-do-sol

Ave nas salinas de Tavira (hei-se saber a sua graça!)

Ninho de Cegonhas em Tuy, no cimo da cúpula. Para elas nunca houve fronteiras.
Estamos a pensar ir... Já só falta pouco mais de uma semana. Este ano somos 3 na aventura, porque uma ainda está em recuperação :(.
O Sul lá está à nossa espera. Quer faça chuva quer faça Sol. Vou andar nas areias, observar o céu, o mar, os animais, as pessoas. Na Manta Rota, vou ter especial atenção a este som dito em jeito de pregão - "Boliiiinhas". São um "pétáculo", quentinhas, pouco enzeitadas e com um creme!!! E estamos em férias, bolas para a dieta ;))
Vou (penso ir) descansar. Levo um livro para me fazer companhia. Ainda não sei qual. Lembrei-me "nos tempos livres de férias considero a televisão uma coisa muito educativa, porque cada vez que alguém a liga na sala vou para o meu quarto ler um livro... "* e "porque um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive"**, também.
As fotos são da minha autoria. Estou desejosa de sentir in vivo, cheiro e os sons que elas contêm.
*Padre António Vieira
**Autor desconhecido