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À tarde

Foto de GuidinhaPinto: Capela (desconheço o nome) em frente ao Ceira, à entrada para o Parque das Merendas do Cerejal Foto de GuidinhaPinto: Tirada através das grades que protegem janela que mostra o interior (gélido) da Capela acima
Foto de GuidinhaPinto: Varanda do prédio do Sr. Cassiano, Alfaiate, no Centro de Góis

Foto de GuidinhaPinto: Penedo a espreitar
Foto de GuidinhaPinto: Rio Ceira a jusante
Foto de GuidinhaPinto: Broas que encomendamos a D. Lurdes, mulher do Sr. Manuel 'o Pirico', da Ribeira Cimeira
Depois do almoço, antes de irmos para casa, fomos à Ribeira Cimeira buscar broas que havíamos encomendado. Estavam 26 graus. De repente, começámos a ouvir os cricri dos grilos e dos outros insectos que cantam quando está muito calor. Parecia Agosto ... Quando chegámos a casa, porque estiveram a arrefecer antes de serem embrulhadas em papel, as broas largaram no ar o seu odor tão característico, familiar e antigo. E que côdeas. Mesmo sem fome, uma lasca da côdea era o que me apetecia ;) Mas contivemo-nos. Foram todas para oferecer, cá em Lisboa. E não chegavam. Na próxima vez, traremos para os que não receberam agora. É que D. Lurdes faz fornadas de 6 de cada vez. E à moda antiga, sem modificações nem modernices.

Antes de almoço


Foto de GuidinhaPinto : Centro de Góis
Foto de GuidinhaPinto: Rio Ceira, junto ao Cerejal
Foto de GuidinhaPinto: Sítio do Cerejal - Parque de Merendas
Foto de GuidinhaPinto: Coreto no Cerejal
Foto de GuidinhaPinto: Apetece mesmo degustar um farnel neste sítio

Góis, lavada pelas chuvas, fresca, cheirosa. Ceira, o rio, há poucas semanas quase riacho, corre agora em abundância de águas. Cantares de diversos pássaros. Sossego desejado, apetecido, a concretizar-se. E eu cliquei, cliquei, cliquei.

De volta

Foto de GuidinhaPinto: Na Nacional 2, quase a chegar, com Penedo ensapeirado, em mês de Julho de 2007

Foto de GuidinhaPinto: Ida a Góis - com Rio Ceira - em Sábado de Julho de 2007 Foto de GuidinhaPinto: Poucos veraneantes em Góis no Rio Ceira, em Sábado de Julho de 2007
Foto de GuidinhaPinto: Pôr-do-Sol em tarde de Julho de 2007 visto da minha Janela
Foto de GuidinhaPinto: Na hora da partida*

Fomos e voltámos. Sem incidentes.
Quando parámos de subir e chegámos àquele ponto em que olhei o meu Penedo, fiquei triste. Estava o tempo ensapeirado e estava frescote. Descemos até à casinha. Abrimos portadas, deixámos Bi a descansar e saímos logo a seguir. Toca a subir para chegar à Nacional 2. A seguir descer. Para comprar pão, fruta... A 15 quilómetros de distância, curva-contra-curva. Góis, à nossa espera =). E o seu Rio Ceira, fresco, limpo. Aguardam a inundação humana que tarda este ano. As relvas tratadas e areias novas na praia fluvial. Preparados para receber os da terra e os outros, que descobriram que ali se passam férias de verdade. Tranquilidade é o mote. Tirando uns dias em Agosto, dedicados aos motards - modas!
No nosso Sítio deu para jardinar, para olhar e sentir, ouvir o silêncio, ver a Via Láctea que entretanto o céu limpou de núvens e guardar imagens através de um clic. Pouca gente ainda. Silêncios. Nada se ouve para além dos ralos ou do Barnabé, o cão da Prima Laura - a pastora.
Sábado à noite, bateram ao sino. Abrimos e era primo Mateus, marido da Prima Laura – a pastora. Entrou carregado e orgulhoso. Trazia-nos um pouco do seu trabalho, num alguidar vermelho. Mimos, chamo-lhes eu. Pasmados ficámos. Disse-nos: - “Bêem que se agente quiser com trabalho tem? A terra é pobre, mas dá. É preciso é trabalha-la!”. Referia-se aos "reformados" que deixaram de cultivar as terras e compram tudo no Pingo Doce, o super-mercado mais próximo, em Góis. Quem cultiva tem os haveres para seu consuno e para oferecer aos amigos. A lembrar: couve-flor branquinha, brócolos verdíssimos, couve portuguesa tenrinha, beterraba de um tamanho descomunal, alface grande e tenra, courgettes e espinafres. Que belo presente que ele nos trouxe. Produtos obtidos com o suor do seu rosto, que aquela terra é pobre em nutrientes e precisa de muitos cuidados, muitas regas, para se transformar num jardim de legumes ou num pomar.
Bem-hajam os Mateus que se dedicam à terra e dela obtém subsistência.
Bem hajam as Lauras pastoras.

Apetecia ficar por lá. Manhã de Domingo, arrumar as coisas. Chilrear de pássaros. Sossego para o cérebro, ar despoluído para respirar, comidinha simples e em casa… PAZ. Foi cansativo ir no sábado e voltar no domingo. A reforma tarda e está sempre a ser adiada pelos que mandam. Será que a casinha não vai ter o uso que sonhámos dar-lhe quando a imaginámos naquele Sítio e no papel? Mais 3 anos? Mais 4 anos? Esperar pois, que se há-se fazer?