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Domingo 23 de Março, Páscoa com Sol, na Serra

E Pedro-o-Santo, deu-nos aquele Domingo de Páscoa que ansiávamos - de Sol. Saímos a meio da manhã, já com a casinha arrumada, direitinhos a Góis. Bi ficou em casa, a descansar de tanta excitação tida nos dois dias anteriores. Almoçámos no melhor restaurante desta época, na nossa opinião, claro. Bom serviço, simpatia, qualidade nos produtos e nada de barretes na apresentação da factura. Eu sou mais *peixeira*, mas que peixe nas ementas num Domingo de Páscoa? Atirei-me para as grelhadas mistas ... Quando eu olhei para aquelas batatinhas fritas ...
A Marido, *carneiro*, não teve dificuldade na escolha - Bife. E saiu-lhe um que cobria o prato, tenro, grelhado ...
Depois do almoço, para aproveitarmos a bela tarde que estava, descemos à Ribeira Cimeira. Tinha havido festa rija no Sábado, os sons foram-nos trazidos pelo vento. Concertinas, acordeões, vozes masculinas a cantar fado ... Deve ter sido muito giro, mas o tempo reteve as pessoas das outras povoações em casa. E nesta altura, andavam já a arrumar a *casa da festa*. Mas mesmo assim fomos até lá, dizer olá aos que estavam e lamentar o que o tempo nos tinha pregado.
Depois da Ribeira Cimeira, subimos à Póvoa. As ovelhas do Filipe por ali andavam. Tinham 3 borreguinhos, mas sempre que eu, como quem não quer a coisa, me aproximava, eles afastavam-se. E Filipe não é homem para ir agarrar num deles para a fotografia, como faz a nossa Prima Laura com os cabritinhos. Os homens são diferentes ...

Ribeira Cimeira - de passagem




Estas fotos tiradas por mim, mostram outro Lugar - Ribeira Cimeira. Ao descer da Pena em direcção ao meu sítio, podemos passar por aqui. Conheço alguns naturais da Ribeira Cimeira. É a povoação vizinha mais próxima do meu sítio, habitada por bastantes pessoas, durante todo o ano.

Por este motivo, a convivência pode ser maior - se o quizermos. Sei algumas histórias das pessoas de lá. Como ainda são bastantes os residentes na Ribeira, têm mais hipóteses de "se mostrarem". Quero com isto dizer que se parássemos na fonte/chafariz para beber água, ou para olhar as vistas, decerto apareceríam pessoas para nos saudar com um "bom dia" pelo menos. Depois como são muito conversadeiras, encaminhariam a conversa para saber quem eramos, de onde eramos ... e daí, com dois dedos de conversa ainda pensaría "inda més", ou então conheceriam os meus antepassados muito bem.

Também nesta povoação há jovens da minha geração e mais novos a reconstruirem casas de xisto que se encontravam em ruínas, aumentando depois a habitação de uma forma equilibrada, como mostra a foto segunda. Mas sem ajudas do Governo, claro ;)

Embora muito perto umas das outras, as povoações que salpicam a Serra da Lousã, eram no início todas construídas em pedras de xisto. A pouco e pouco, com os dinheiros dos Brasis ou do Volfrâmio, ou mesmo de Lisboa, a arquitectura das construções foram-se alterando. Abandonaram as de pedra, onde nasceram e passaram decerto fome, e construiram em outro terreno. As aldeias de casas de xisto a pouco e pouco desapareceram. Principalmente as que se encontravam mais perto das estradas, por onde passava o futuro. As que se encontravam mais recônditas, ou ficaram abandonadas pelos herdeiros ou os habitantes não tinham posses para as mandar modificar - estas são hoje o motivo para passeio e para a prática de turismo rural.

Por isso devemos visitar a Serra da Lousã e as suas Aldeias de Xisto, as mais bonitas de Portugal. Tenho dito.

P.S. - A última foto foi tirada na subida para o meu sítio. Lindas paisagens estas, não são?