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Entender as coisas e o Mundo

Foto de Guidinha Pinto

Se a população da Terra fosse reduzida à dimensão de uma pequena cidade de 100 pessoas, poderia observar-se a seguinte distribuição:
14 Americanos (norte e sul)
8 Africanos
6 pessoas seriam donas de 59% de toda a riqueza e todos eles seriam dos Estados Unidos da América
80 pessoas viveriam em más condições
70 pessoas não teriam recebido qualquer instrução escolar
50 pessoas passariam fome
1 pessoa morreria
2 pessoas nasceriam
1 pessoa teria um computador
1 (apenas um) teria instrução escolar superior

Quando olhas para o mundo nesta perspectiva, consegues perceber a real necessidade de solidariedade, compreensão e educação?
Pensa também no seguinte:
- Esta manhã, se acordaste de saúde, então és mais feliz do que 1 milhão de pessoas que não vão sobreviver até ao final da próxima semana.
- Se nunca sofreste os efeitos da guerra, a solidão de uma cela, a agonia da tortura, ou fome, então és mais feliz do que outras500 milhões de pessoas do mundo.
- Se podes entrar numa igreja (ou mesquita), sem medo de ser preso ou morto, és mais feliz do que outras 3 milhões de pessoas do mundo.
- Se tens comida no frigorífico, tens uma cama e tecto, és mais rico do que 75% das outras pessoas do mundo.
- Se tens uma conta bancária, dinheiro na carteira e algumas moedas num mealheiro, pertences ao pequeno grupo de 8% de pessoas do mundo que estão bem na vida.
- Se estás a ler esta mensagem, és triplamente abençoado, porque:
1. Alguém acabou de se lembrar de ti.
2. Não fazes parte do grupo de 200 milhões de pessoas que não sabe ler.
3. e... tens um computador!
Tal como alguém uma vez disse:
- trabalha como se não precisasses do dinheiro
- ama como se nunca tivesses sido magoado
- dança como se ninguém estivesse a ver-te
- canta como se ninguém te estivesse a ouvir
- vive como se a terra fosse o Paraíso.

Onde estou? Por onde vamos?

Hoje, 8 de Dezembro, acordei com a sensação nítida de que a realidade ultrapassou a ficcção.
A corrupção tomou conta do meu País.
É um cancro.
É o Polvo.
A honradez, a lizura, a integridade, a moralidade, são pura ficção.
Por dinheiro, a injustiça impera.
A falta de justiça é como a falta do pão.
Dói fundo, na alma como no estômago.
Qual o caminho certo para reabrir um País em falência de humanidade, tal como o cancro põe em falência os diversos orgãos de um corpo?
É por aí que vou.

Um som novo


Foto: Autor desconhecido
Viemos de férias, na Serra da Lousã. De um lugar chamado Cerdeira de Góis, com Penedo a 1000 e poucos metros de altitude, mesmo em frente. Desde que me conheço é a minha segunda terra, já que sou alfacinha de segunda geração. Estava verde o meu sítio. Tudo o que o meu olhar abrangia, ao redor desse Lugar, estava verde. Este ano, o meu sítio passou despercebido, mas por pouco. O fogo andou perto. Senti alguma migração de criaturas da floresta. Muitos esquilos. De ornitologia pouco ou nada sei. Mas identifiquei pica-paus, popas, pardais, piscos, andorinhas, melros, aves de rapina em altos voos. Mas uns pássaros pretos, granditos, mas que não eram melros, esses não. E pela primeira vez ouvi um canto que me aguçou os sentidos. Perguntei a quem sabia, sobre aquele som de assobio e silvo. Eram estorninhos. De Mozart, sei que escreveu uma melodia inspirada no canto do estorninho. E que os estorninhos gostam de fazer os ninhos nas caixas dos estores. Mas mais nada! E agradeci. Senti-me invadida por um sentimento de gratidão. Vi um estorninho, aos pulinhos sobre o telhado da minha casa em construção e ouvi o seu canto. Pela primeira vez. Em 52 anos.