Pelos milhares de jovens americanos mortos numa guerra, sem glória. Por um povo massacrado por uma invasão. When will they ever learn?Estou numa de catarse. O tempo continua a não ajudar e hoje não me apeteceu cozinhar.
Desafio
Nada fácil de a descrever. O meu vocabulário não chega para ser tão breve. Eu não sou sucinta.
Depois de matutar algum tempo, escrevo:
1Nascer
2Mulher
3Novamente
4Faria
5Tudo
6Diferente
Mas eu não acredito na reencarnação ... por isso, lembro um poema cantado (de Almir Santer) que diz muito sobre a vida, mas não em 6 palavras. Como resumi-lo?
Talvez assim:
1Ando
2Devagar
3Porque
4Já
5Tive
6Pressa
... e levo este sorriso porque já chorei demais. É isto. Já está. Respondido duas vezes. Será que valeu?
Entretanto, e graças ao YouTube, encontrei e postei, a seguir, o video deste belo poema-cantado "Tocando em frente".
Encosta-te a mim
Jorge Palma: Buscada na NETEncosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegarChegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi,
hei-de inventar contigo
sei que não sei,
às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem,
encosta-te a mim
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim,
deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba
que não está armadilhada
foi comprada,
foi roubada, seja como for
Eu venho do nada
porque arrasei o que não quis
em nome da estrada
onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim,
vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba,
quero adormecer
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei,
às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem,
encosta-te a mim
Jorge Palma, Voo nocturno (2007)
E lá fomos nós, a votos
Hoje é dia de eleições para a Presidência de uma Autarquia Falida, de uma Cidade Capital Envelhecida e Pobre do meu País Lindo e Desgovernado - Lisboa, Portugal.
Sou do contra. Enquanto formos o que somos. O meu voto nunca foi para "ganhadores". Aprendi a não gostar de maiorias. Só que desta vez ponho o voto por quem? São 12! Quanto desemprego!Não voto por quem aprecio nestas coisas dos mandos e desmandos desta Autarquia. Não. Coitado(a). Ía ter um trabalho dos diabos e não iria conseguir realizar nada do que prometeu... Não. Votarei num que irá ganhar - dizem as sondagens - para castigo. Quero ver como ele se vai desenrascar quando for eleito o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, com ou sem maioria, para dois anos. Mas quero ver como? Já não vi? E será que vou votar nesse?
Eles depois avisam, quando precisarem do nosso voto de novo. Viva a Democracia e viva a Europa da Comunidade!
Gosto muito de "Cão Raivoso" de Sérgio Godinho. Lembro esta canção sempre que olho para um boletim de voto e antes de pôr a cruz no quadradinho.
Aí ficam os versos. Quem souber a música ... que cante, com os caninos de fora, para condizer.
Mais vale ser um cão raivoso
do que um carneiro
a dizer que sim ao pastor
o dia inteiro
e a dar-lhe de lã e da carne e da vida
e do traseiro
mais vale ser diferente do carneiro
um cão raivoso que sabe onde ferra
olhos atentos e patas na terra.
Viva o cão raivoso
tem o pelo eriçado
seu dente guloso
e o seu faro ajustado
Cão raivoso, cão raivoso, cuidado.
Mais vale ser um cão raivoso
que um caranguejo
que avanca e recua e depois
solta um bocejo
e que quando fala
só se houve a garganta no gargarejo
mais vale não ser como o caranguejo
um cão raivoso que sabe onde ferra
olhos atentos e patas na terra.
Mais vale ser um cao raivoso
que uma sardinha
metida, entalada na lata
educadinha
pronta a ser comida, engolida, digerida
e cagadinha
Mais vale ser diferente da sardinha
um cão raivoso que sabe onde ferra
ferra fascistas
e chama-lhe um figo
olhos atentos e patas na terra.
Mais vale ser um cão raivoso
dentes à mostra
estar sempre pronto a morder
e a dar resposta
a toda e qualquer podridão escondida
dentro da crosta
dentro da crosta das belas idéias
gato escondido de rabo de fora
dentro da crosta das belas idéias
gato escondido de rabo de fora.
O que faz (ainda) falta
Foto buscada na Net: José AfonsoO que faz falta
Quando o pão que comes sabe a merda
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
Quando nunca a noite foi dormida
O que faz falta
Quando a raiva nunca foi vencida
O que faz falta
O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é acordar a malta
O que faz falta
Quando nunca a infância teve infância
O que faz falta
Quando sabes que vai haver dança
O que faz falta
O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta
Quando um cão te morde a canela
O que faz falta
Quando à esquina há sempre uma cabeça
O que faz falta
O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta
Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta
O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta
Se o patrão não vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é dar poder a malta
O que faz falta
Moçambicanos que me lerem
A canção: Atravessando Rios.
Chama-se José Mucavele, é um cantor/compositor Moçambicano.
É um disco de 1985.
Alguém tem? Quem conhece? Quem me dá uma dica: onde obter esta canção?
Obrigada, em antecipação.
Para os que necessitam "fazer a hora acontecer"
Não saí hoje para integrar nenhuma "manife", mas fartei-me de pensar neste hino.
Porque há povos oprimidos por ditadores e pretensas democracias, eu ainda canto "Vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer".
Prá não dizer que não falei de flores
Geraldo Vandré
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais braços dados ou não,
Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Caminhando e cantado e seguindo a canção,
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Pelos campos a fome em grandes plantações,
Pelas ruas marchando indecisos cordões,
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão,
E acreditam nas flores vencendo o canhão,
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Há soldados armados, amados ou não,
Quase todos perdidos de armas na mão,
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
De morrer pela pátria e viver sem razão,
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Somos todos soldados, armados ou não,
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais, braços dados ou não,
Os amores na mente, as flores no chão,
A certeza na frente, a história na mão,
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Aprendendo e ensinando uma nova lição,
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Gracias a la vida*
"Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el oído, que en todo su ancho
Traba noche y dia grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida"
Lamento não ter este poema cantado e em suporte discográfico ou em cassete ou em CD. Tenho-a no meu cérebro e de vez em quando cantarolo-a, de "mim pra comim", num hum hum hum hum hum que me a dado tanto...
É isso. Não custa nada ser agradecida, apesar dos pesares.
Quando eu me chamar Saudade*

"Sei que amanhã
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora
Me dê as flores em vida
O carinho
A mão amiga
Para aliviar meus ais
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais"
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