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À tarde

Foto de GuidinhaPinto: Capela (desconheço o nome) em frente ao Ceira, à entrada para o Parque das Merendas do Cerejal Foto de GuidinhaPinto: Tirada através das grades que protegem janela que mostra o interior (gélido) da Capela acima
Foto de GuidinhaPinto: Varanda do prédio do Sr. Cassiano, Alfaiate, no Centro de Góis

Foto de GuidinhaPinto: Penedo a espreitar
Foto de GuidinhaPinto: Rio Ceira a jusante
Foto de GuidinhaPinto: Broas que encomendamos a D. Lurdes, mulher do Sr. Manuel 'o Pirico', da Ribeira Cimeira
Depois do almoço, antes de irmos para casa, fomos à Ribeira Cimeira buscar broas que havíamos encomendado. Estavam 26 graus. De repente, começámos a ouvir os cricri dos grilos e dos outros insectos que cantam quando está muito calor. Parecia Agosto ... Quando chegámos a casa, porque estiveram a arrefecer antes de serem embrulhadas em papel, as broas largaram no ar o seu odor tão característico, familiar e antigo. E que côdeas. Mesmo sem fome, uma lasca da côdea era o que me apetecia ;) Mas contivemo-nos. Foram todas para oferecer, cá em Lisboa. E não chegavam. Na próxima vez, traremos para os que não receberam agora. É que D. Lurdes faz fornadas de 6 de cada vez. E à moda antiga, sem modificações nem modernices.

Nos Penedos, a paragem e a subida

Foto de GuidinhaPinto: O jipe não podia aproximar-se mais. Fim da estrada.
Foto de GuidinhaPinto: Último olhar ao Trevim

Foto de GuidinhaPinto: Eles iam subir até ali. Para lá e para baixo deste penedo, "home, sweet home" Foto de Marido de GuidinhaPinto: Eu recusei-me a dar mais um passo e fiquei. Marido levou a máquina e apanhou Povorais, em baixo.

Do Trevim para o meu Penedo foi uma dor pegada. Já não tinha assento, não tinha mais força nos braço de tanto me segurar, o pescoço perdeu maleabilidade, parecia um cabide. Enfim, o meu corpo estava como que anestesiado. Faltava ainda tanto para chegar a casa. E sem haver estrada alcatroada, durante uma boa distância. :-( Marido avisou ... Por montes e vales, como é bom cantar, cantar ... cantado mais baixinho agora.

Saltei do jipe e sentei-me no primeiro calhau liso que encontrei, virada para o sol a por-se, a admirar a paisagem. Estava-se bem ali, com a serra nos tons do fim de tarde. O ar mais fresco que me batia na face, que eu respirava, o calor ténue dos últimos raios de sol, o barulho do silêncio da natureza... Daqui já não saio, disse. Se a cama fosse de mato em vez de pedras, deitar-me-ia de bom grado. Lili-a-cunhada também ficou. Já conhecia, disse sorrindo, à laia de desculpa. Ficámos as duas ;-)) E os três homens lá foram. Aquilo é que é ter bom coração! Com 70 anos e lá vai ele, Mário Rocha, subindo, subindo. O pior vai ser a descida. Custa muito mais. Ele vai ver. E ali ficamos as duas, falando de futilidades. Eu só repetia - amanhã não me mexo!

Depois de alguns minutos, que até passaram depressa, lá vinham eles a descer, de lado e a travar, contentes por terem alcançado mais uma vez um cume daquela formação rochosa. E como machos que são, assim se sentiam.

Do cimo dos Penedos de Góis, a cerca de 1040 metros de altitude

Foto de Marido de GuidinhaPinto: Subiram e valeu o esforço. A vista é soberba do outro lado.
Foto de Marido de GuidinhaPinto: A meio, Cerdeira de Góis, "home sweet home"
Foto de Marido de GuidinhaPinto: Ao fundo, outro Lugar na Serra meu conhecido, mas não me recordo do nome.
Foto de Maridode GuidinhaPinto: Vista sobre a Serra, à esquerda do Penedo
Esta visita, para mim é virtual. Sempre o foi. Nunca me aventurei a subir aos Penedos de Góis. Marido, carregou sempre as máquinas dos retratos, sempre que o subiu. Eu, só de olhar as fotos e usando a imaginação, posso experimentar a sensação que deve sentir-se. São cerca de 1040 metros de altitude, repito.

O agradecimento é a memória do coração - Lao-Tsé

Foto de GuidinhaPinto: Penedos vistos da Cerdeira de Góis

Esta vai ficar sozinha. Repare-se no primeiro pico do lado esquerdo. Foi até aí que eles - os Homens - subiram. Os 3 Homens da estória. E eu fiquei a ver navios ... pois quem não pode, arreia, frase de um Amigo ido, Dr. Costa Mira.

Hoje, passados alguns dias sobre o acontecido, digo - Valeu a pena. Sem dói-dóis ... dói-dóis? já nem me lembro e repetirei se ele me convidar!

Agora é partilhar estas imagens e esta estória. Obrigada Irmão por mais este passeio.

Para si que me visita, bons passeios virtuais pela minha "Serra do coração".

O acordar

Foto de Guidinha Pinto: Penedo de Góis

Alvor do dia 2 de Setembro de 2007. Ao acordar da primeira noite de sono na casinha, fui olhá-lo. Como sempre. Sem grandes barulhos que os restantes residentes ainda dormiam. Lá estava ele, o Penedo. Continua lá, indiferente a quem o cumprimenta. Nem mesmo a luz do Sol que começa a banhá-lo com um brinde diário, o abala. 1ª manhã de 15. Adivinha-se um dia de calor. E este cheiro da terra, tão diferente do cheiro da cidade... inspiro-o e sinto-me em Paz.

Foto de Guidinha Pinto: A Lua da 2ª noite de férias

A noite da 2ª noite de férias. Os cheiros e os sons são diferentes dos da manhã. E tem a Lua. Em quarto minguante. A qualidade da foto é a que se constacta. Mas fui eu que a cliquei e lembrar-me-ei do momento sempre que a olhar.