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Maio de 2007 - Porque me sinto mal?

Foto de Guidinha Pinto em Maio 2007: Vista do Oceanário

Fui um sábado até ao Parque das Nações. Chegava de alergia.
Obra grandiosa de "limpeza / alindamento", naquela área de Lisboa. Na realidade era um lixo, precisava de uma mudança. Então, inventaram uma festa e durante 132 dias, aquele lugar acolheu cerca de 11 milhões de visitantes. Não fui 1 desses 11 milhões. Fui contra essa obra megalomaníaca. Eu sou do século passado, tive uma avó que dizia "quem não tem dinheiro não tem vícios".
Passaram anos. Quando atravessava o rio Tejo pela Ponte Vasco da Gama, de Sul para Norte, principalmente em dia nublado, aquele sítio parecia-me uma visão duma cidade do futuro. Passaram anos. Aquela coisa contra que eu sentia foi suavizando - que raio, estava feito - e lá fui visitar o espaço. E tornei a voltar. Não vi ainda tudo. Pelo contrário, quase nada. A área é descomunal. Continuo a pensar naquele desvario. Estando lá, não sinto a Lisboa. A minha Lisboa. Olho a obra, admiro a sua grandiosidade... mas sinto-me estrangeira na minha cidade. Estou a andar num espaço que foi um sonho com pernas coxas para andar. Ainda estamos a pagar as muletas, a crédito ou pelo sistema de leasing.
Passados 9 anos, ainda falta pagar 346 milhões de euros (em 2006) :-(
Vou escrever os zerinhos todos: 346.ooo.ooo. Assim entendo melhor o valor daquela coisa e compreendo que o circuito dos dinheiros que os portugueses entregam ao Estado para tomar conta e redistribuir, é muito sibilino.

Nota: A média dos portugueses auferem pelo seu trabalho um valor com 3 dígitos, por mês.

Maio de 2006 - Parque das Nações

Foto de Guidinha Pinto em Maio de 2007: Cortina de água no Parque das Nações

Em 30 de Maio de 2006
"A Parque Expo reduziu a dívida bancária para 346 milhões de euros, menos 29,5%, depois de dois bancos terem tomado firme uma parte dos créditos da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa (CML), anunciou ontem a empresa em comunicado.A redução da dívida deveu-se ao cumprimento do contrato de cessão de créditos firmado com o banco Efisa e com o Depfa Bank que tomaram a dívida da CML, no montante de 145 milhões de euros, revelou fonte oficial da Parque Expo.A dívida da Câmara de Lisboa, agora tomada por estas duas instituições financeira, resulta da gestão urbana, acessibilidades e expropriações relativas ao Parque das Nações e que já havia sido reconhecida pelo município no acordo que assinou com a Parque Expo a 18 de Outubro de 2005. Nos últimos sete anos, segundo a mesma fonte, a Parque Expo reduziu a dívida em 65,4%. A dívida da empresa "ultrapassava os mil milhões de euros em 1999, logo a seguir à realização da Expo'98, e, desde então, tem vindo a diminuir progressiva e consistentemente, para os valores actuais no montante de 346 milhões de euros".

Outubro de 2005 - Parque das Nações

De Outubro de 2005
"A gestão urbana dos espaços de utilização pública da zona de intervenção da sociedade Parque Expo, situados no concelho de Lisboa, deverá ser "brevemente" transferida em definitivo para a Câmara de Lisboa, anunciou ontem o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, após assinar um
protocolo em que se compromete a pagar uma dívida de cerca de 144 milhões de euros à Parque Expo. Este montante, que será pago em 36 prestações semestrais de cerca de quatro milhões de euros cada, refere-se, segundo o acordo estabelecido, "ao valor em dívida do município à Parque Expo, resultante de intervenções desta empresa na mesma zona de intervenção e seus acessos, bem como expropriações necessárias à realização dos acessos e construção da Gare Intermodal de Lisboa , cuja responsabilidade competiria, total ou parcialmente", à autarquia. Sobre este acordo, o presidente do conselho de administração da Parque Expo, Rolando Borges Martins, considerou ser "um passo importante num processo longo e que ainda vai a meio". Explicou que "as contas estão feitas até ao final de 2004, mas ainda faltam as de 2005 e finalmente o processo de entrega de bens e infra-estruturas e a transferência da gestão urbana dos espaços de utilização pública". Pelas suas contas, "talvez dentro de seis meses fique tudo concluído".

Em: http://dn.sapo.pt/2005/10/19/sociedade/lisboa_parque_nacoes_passa_para_cama.html

Por causa das Eleições antecipadas para a C.M.L. - Pesquisa


Fotos de Guidinha Pinto em Maio de 2007 Susumu Shingu - Reflexo do Céu, Navegante

Escultura em aço inox com 6 metros de altura, cujo topo é constituído por grandes pás que se movimentam sob a acção do vento, reflectindo diversos pontos do céu.
Localização:Passeio de Neptuno, junto ao Teatro Luís de Camões

De 2004: A Parque Expo gasta cerca de 700 mil euros por mês com a gestão urbana desta zona e não tem qualquer espécie de receita associada a ela...