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O despertar e o ocaso de um dia de outono

Dia 2 de Novembro. É a data destes retratos. Recordo que era um Sábado. Acordei ainda lusco-fusco. Vesti o robe, calcei meias de lã e enrolei a cabeça numa mantinha de lã. Queria saber quantos graus estavam lá fora. 2, indicava o termómetro deixado sobre o banco de ferro, no alpendre da casinha. Sem fazer barulho, pantufa ante pantufa, retratei o termómetro. Voltei para dentro de casa. Brrrr. Estava mesmo frio. Mas adivinhava-se a manhã solarenga que nascia. A minha Bi veio atrás de mim e olhava-me, questionando-se que andava eu a fazer ali àquela hora. Ainda com olhinhos perguntadores. Sim, que ela é uma bichinha muito inteligente ;-))) e aquela cabecinha raciocina.Fui buscar uma caneca de café, aqueci-o no micro-ondas (sacrilégio) e fui esperar o nascer do astro-rei às traseiras da casinha. Com a máquina dos retratos no bolso. De novo enrolada e absorvendo pequenos goles de café, esperei. Daí a pouquinho o despertar da aurora, aquele tocar no cimo do Penedo e a descida da luz que o foi percorrendo como uma carícia.
Durante alguns dias, tornei a esperar o nascer do sol. Levantava-me às 6, 6 e picos. Ouvia a passarada - piscos, melras, andorinhas que ficaram, galos das primas, uma azáfama. E via-os atravessarem à minha frente, pois sentada no banco de ferro, no alpendre, quieta, observava-os. Só com os olhinhos de fora. O frio era demais. Para cima e para baixo. Em voos rectos, rasos ao chão. Nem davam pela minha presença. Só os sentia aproximar pelo bater das asinhas - trrrr. Que pena não entender de pássaros, para melhor os identificar. Foram tão revitalizantes estas manhãs. As sensações daquela luz, dos cantares e piares, do acordar daqueles seres tão pequeninos, vivos, felizes, ficarão para sempre gravados no meu "software cerebral". Sempre que sentir falta de frescura, alegria, paz, é só fazer download ;-)))
À noite, ah! à noite. Fogão de lenha aceso desde as 16:00h até às tantas. O termómetro não passou dos 14 graus C. Era a segunda noite e as casas na serra custam a aquecer. Em baixo, a minha despedida ao dia. Agradeci por este que estava a terminar. Adivinhava-se outro dia de sol para Domingo. Parece alguma vez que estamos no Outono? As nabiças, as couves galegas e as tronchas queixam-se tanto, coitadas. Nem uma orvalhada durante a noite para as refrescar.

Castanhas - há poucas neste Outono

1 de Novembro de 2007. Chegámos bem cedo. Seriam 10:00h. Deixámos as malas e a Bi em casa e seguimos para a Feira dos Santos, em Góis.

Queríamos comprar castanhas, nozes, queijo de cabra, licor de figueira da Paula da Ribeira, chouriços para uma feijoada. Pão de centeio no Kente e Doce.

De tarde, fomos até à Varzea. Estas fotos são da apanha de castanhas. Porque na Feira, as mais baratas eram a €2,80. Não as comprámos...



A Várzea, estava linda vista do lado de cá, apesar da falta de chuva. É neste local que cada uma das casas-de-família do Lugar têm um castanheiro, plantados há mais de 1 Século. Mataram a fome a algumas gerações.

Mateus foi connosco e varejou o castanheiro da casa dele.

O "pessoal" que vimos avisou-nos que havia poucas castanhas por não ter chovido nada nem ventado ainda ... pois!!! claro que apanhámos meio cento, mas para quê mais? Amanhã é outro dia ...
Marido aventurou-se na encosta ... e apanhou algumas.
Eu ... deixei-me ficar debaixo do castanheiro que Mateus foi varejando! Não levei com nenhuma na cabeça embora parecesse que estava a pedi-las :-)