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Martim Moniz

Colagem de Fotos de GuidinhaPinto
Fotos em baixo: Salão Lisboa (antigo cinema) e Igreja da Nossa Senhora da Saúde.


*O Salão Lisboa, conhecido como “Cinema Piolho”, foi o primeiro recinto especialmente construído para o espectáculo cinematográfico.
Situava-se na Rua da Mouraria, entre as Escadinhas da Saúde, o Antigo Beco do Cascalho e a Rua das Fontainhas a S. Lourenço. Este salão pertencia á Empresa Salão de Lisboa, Lda., de Henrique O’Donnell e Victor Cunha Rosa, e abriu as suas portas ao público em 1916, com sessões às quintas-feiras, sábados e domingos.
O público era essencialmente jovem, o que fazia com que os filmes de acção fossem o essencial da sua programação.Em finais de 1928, iniciaram-se as obras de melhoramento no seu interior, como forma de corresponder às exigências do público e ao aparecimento de novas salas.
Foi em 1932 que se introduziram novas alterações, principalmente na fachada. Até 1972, o Salão Lisboa continua nas mãos da família O’Donnell, altura em que suspende a sua exploração cinematográfica, passando aí a funcionar um armazém de revenda que, no entanto, continuou a manter na frontaria o nome de “Salão Lisboa”.*
In:http://cinemasparaiso.blogspot.com/2007/09/cinema-dos-primrdios-salo-lisboa-e-salo.html

Paços do Concelho. Igreja de S. Julião.

Foto de GuidinhaPinto: Edifício dos Paços do Concelho
O edifício dos Paços do Concelho, para além do seu valor arquitectónico e artístico, reflecte a imagem de Lisboa e de Portugal Liberal, Regenerador e Republicano. Importantes acontecimentos da nossa história, como a Proclamação da República em 5 de Outubro de 1910, ficaram profundamente associados a este edifício.
Foto de GuidinhaPinto: Do lado esquerdo, Igreja de S. Julião
Foto de GuidinhaPinto: Antiga Igreja de S. Julião! É este o nome? Serve de garagem?!?
Autoria do Arquitecto Reinaldo Manuel, data dos Séculos XVIII-XIX. A primitiva igreja datada do Século XIII ficou completamente destruída pelo terramoto de 1755, obrigando à sua total reedificação que só se iniciou em 1802 ficando concluída em 1810. De traço típico pombalino semelha-se em muito às Igrejas da Encarnação, São Nicolau, Sacramento e Mártires. Adquirida em 1934, serve actualmente de garagem.

Aqui , visto do Céu.
Aqui , encontra-se mais informação.

/ ... também é gente, guindastes .../ ...


Fotos de GuidinhaPinto: Cais do Sodré


O cais do Sodré não é
só bares de prostitutas
também é gente a alombar
caixa de peixe e de fruta
não é só o mal que passa
na kananga do japão
também é cais onde embarca
quem busca no mar o pão
Ai cais do Sodré
ai cais do Sodré
mais vale parecer
que ser o que é
ai cais do Sodré
ai cais do Sodré
nem todo o sapato
te serve no pé
O cais do Sodré não é
só rusga que vai e vem
também é gente que mora
num largo que há muito ali tem
gente com filhos mulheres
e a renda da casa em dia
gente que apenas trabalha
e no trabalho confia
O cais do Sodré não é
só refugio de falsários
também é gente, guindastes
movidos pelos operários
não é só amor que passa
na kananga do japão
também é cais onde embarca
quem busca no mar o pão
Apanhamos o 58 para o Cais do Sodré. A Praça da Ribeira já não é o que era. No rés-do-chão é só flores. No 1º andar, comeres. Penso que actualmente, este poema de Avelino Couto cantado pelo Rodrigo, não tem muito a ver com o actual estado do Cais do Sodré. Ainda não sei muito bem como vai ficar. Está tudo em obras ...

Dá, se puderes; se não puderes, sê afável *

Foto de GuidinhaPinto: Chamariz

É impressionante a quantidade de pessoas - imigrantes de diversas origens do planeta Terra - que nos abordam, pedindo, contando histórias. Pedem dinheiro. Ofereço-lhes alimento, elas agradecem, mas querem dinheiro.

Nas ruas da Baixa lisboeta eles estão proliferando como cogumelos no Outono. Eu vou passando, olhando, vendo com olhos de ver. É para isso que me desloco à Baixa. Para a saborear. Como há muitos anos atrás, quando ir até à Baixa era sinal de passeio, de tarde bem passada, de compras.

Olhar de hoje e olhar de há anos, mas que grandes diferenças. Lembrar alguns prédios, as ruas empedradas, os eléctricos e autocarros, os pombos, as floristas. Os cafés e leitarias, as esplanadas, os engraxadores de sapatos, os vendedores ambulantes-de-gravatas-fitas-de-nastro-pentes-para-pentear-carecas, os cauteleiros, as montras dos grandes armazéns - Grandela, Chiado, A Casa Africana - a loja dos discos da Valentim de Carvalho na Rua do Carmo - onde podíamos ouvir um single ou um LP dentro de umas cabines com auscultadores nas orelhas e pedir fotos autografadas dos nossos artistas preferidos ... para onde os mandámos? Desapareceram.
Céus, para onde me levou este tema. Eu só queria mostrar o cãozinho!

Pois hoje, está lá um pouquinho só, destas minhas recordações.

Mais pobre, a minha Baixa lisboeta está mais rica em mendigos. Mãos estendidas, mãos a tocarem-me, membros doentes expostos, invisuais a tocarem mal instrumentos, um jovem a tocar acordeão com um chamariz - um cãozinho, que fotografei.
*Não podes dar a todos*, recomenda a senhora minha Mãe, que faz muito gosto em me acompanhar no passeio. Já fomos muito felizes em momentos passados há anos, na Baixa lisboeta.
E na realidade chego a um ponto de saturação quando sou de novo abordada, pela enésima vez e só sorrio e peço desculpa por não poder abrir de novo o porta moedas. Mas não sei lidar com mãos estendidas. Não fico bem comigo mesma.
Ir até à Baixa é bom. Mas fica-me sempre um saborzinho amargo porque a miséria de alguns convive com o meu bem estar, com a minha satisfação de dar um passeio numa tarde de Primavera com a senhora minha Mãe por companhia.
* Santo Agostinho

Alfama na National Geographic Worl Music

Aqui se mostra o Bairro de Alfama, em Lisboa, um pouco de nós, o povo lisboeta. Alfama, canção do álbum 'Ainda' (1994), faz parte da trilha sonora do filme de Wim Wenders 'O Céu de Lisboa', numa interpretação magnífica de Teresa Salgueiro.
A música é de Pedro Ayres Magalhães e Rodrigo Leão, e a letra é de Pedro Ayres Magalhães.
É justamente esta cena que está aqui registrada e anda pelo mundo, na National Geographic World Music.
Fotos de GuidinhaPinto

Bem que avisaram que o tempo ía mudar. Acordámos Domingo, com o barulho do vento e da chuva. Credo Senhora do Carmo, invocaria a senhora minha Avó Olinda se cá estivesse. Só faltava mesmo a trovoada. E foi arrumar a casinha, almoçar na casa dos primos - cozido por ser Domingo Gordo. A viagem para Lisboa foi feita parcialmente, debaixo de chuva intensa e algum vento, até passarmos por Tomar. Aí, viraram intermitentes as quedas de água. Na estrada, de dentro do carro, só se olhavam as escovas do limpa para brisas a dançar, de um lado para o outro, na máxima velocidade, e as luzes vermelhas dos outros carros que como nós se doslocavam rumo a qualquer sítio. Não gosto de viagens molhadas. Dá-me uma sensação de incerteza no destino. Não consigo descontraír, embora confie na condução do Marido. As imagens dos acidentes nas estradas em dias molhados estão sempre a passar-me, como flashes ... A chegada à Capital (*Só eu sei porque não fico em casa*, na última foto) fez-se em cerca de 3 horas. Sem sobressaltos, felizmente. Parou de chover quando despejávamos o porta bagagens, à porta de casa. Lá se foi um fim de semana de muitas horas em viagem. Olhando para trás ... foi bom, porque tudo correu bem. E trouxemos imensos grelos - de nabo e de couve, e também alhos franceses, e batatas brancas para cozer, e uma broa. Oferta dos primos Laura, Mateus e Aurora. Obrigada a todos.

Passeio por Lisboa

Num semáforo parados em Alcântara-Mar, um Anuncio Bacardi
Avenida 24 de Julho
Avenida 24 de Julho

Avenida 24 de Julho

Passeio por Lisboa II

Um barquinho no Tejo

Transporte fluvial de carros no Tejo

Auto-retrato
Cristo-Rei, Ponte 25 de Abril e o Tejo

Passeio por Lisboa

Pala mesmo por debaixo da Ponte 25 de Abril , junto às Docas, em Alcântara
Aqueduto das Águas Livres

Painéis de Azulejos de João Abel Manta

Torres Gémeas em Sete Rios

PS à frente da Câmara de Lisboa

Mais de 50% de Lisboetas em férias ou sem vontade de ir a votos. Dos que ficaram, poucos votaram (não sei nem me interessam os números, por serem tão poucos). Eu votei. Não fiquei surpreendida com o 1º lugar. Era de esperar que os lisboetas tivessem votado no PS. Somos burros, mas não tanto. Como o Governo tem a maioria e é da mesma côr, vai haver dinhero AGORA para a Autarquia da Capital. Aposto. O "meu" ;) continua por lá também, como um cão raivoso ... que ladra e tem mordiscado algumas canelas.
O programa seguirá dentro de momentos.
Esperar para ver.

Nota: Ouvi uma repórter do Canal1 referir "abstinência" em vez de "abstenção". São palavras sinónimas no dicionário, mas estarão politicamente correctas para designar pessoas e votos?