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26 de Abril de 2008

Foto de GuidinhaPinto: ROSA
Posso tirar uma foto? perguntei. Pode, respondeu a sorrir. Cliquei. Perguntei a sua graça: Rosa.
Aqui fica Rosa, sempre sorridente, que nos vem perguntar o que desejamos para o almoço. Foi no Sábado 26 de Abril. Quando resolvemos almoçar em Góis. Eu, Marido e Mãe. Há diversos restaurantes em Góis. Mas nós, ultimamente, preferimos o ENCOSTA DA SEARA. O atendimento é muito simpático, os pratos são bem servidos ... e depois os sorrisos contam muito. Para quem apreciar uma boa e bem recheada pizza ou uma carne grelhada acompanhada por batatinhas fritas (à nossa moda), arroz branco e saladas ... vá até aqui. Tem muito por onde escolher.

À tarde

Foto de GuidinhaPinto: Capela (desconheço o nome) em frente ao Ceira, à entrada para o Parque das Merendas do Cerejal Foto de GuidinhaPinto: Tirada através das grades que protegem janela que mostra o interior (gélido) da Capela acima
Foto de GuidinhaPinto: Varanda do prédio do Sr. Cassiano, Alfaiate, no Centro de Góis

Foto de GuidinhaPinto: Penedo a espreitar
Foto de GuidinhaPinto: Rio Ceira a jusante
Foto de GuidinhaPinto: Broas que encomendamos a D. Lurdes, mulher do Sr. Manuel 'o Pirico', da Ribeira Cimeira
Depois do almoço, antes de irmos para casa, fomos à Ribeira Cimeira buscar broas que havíamos encomendado. Estavam 26 graus. De repente, começámos a ouvir os cricri dos grilos e dos outros insectos que cantam quando está muito calor. Parecia Agosto ... Quando chegámos a casa, porque estiveram a arrefecer antes de serem embrulhadas em papel, as broas largaram no ar o seu odor tão característico, familiar e antigo. E que côdeas. Mesmo sem fome, uma lasca da côdea era o que me apetecia ;) Mas contivemo-nos. Foram todas para oferecer, cá em Lisboa. E não chegavam. Na próxima vez, traremos para os que não receberam agora. É que D. Lurdes faz fornadas de 6 de cada vez. E à moda antiga, sem modificações nem modernices.

Antes de almoço


Foto de GuidinhaPinto : Centro de Góis
Foto de GuidinhaPinto: Rio Ceira, junto ao Cerejal
Foto de GuidinhaPinto: Sítio do Cerejal - Parque de Merendas
Foto de GuidinhaPinto: Coreto no Cerejal
Foto de GuidinhaPinto: Apetece mesmo degustar um farnel neste sítio

Góis, lavada pelas chuvas, fresca, cheirosa. Ceira, o rio, há poucas semanas quase riacho, corre agora em abundância de águas. Cantares de diversos pássaros. Sossego desejado, apetecido, a concretizar-se. E eu cliquei, cliquei, cliquei.

Domingo 23 de Março, Páscoa com Sol, na Serra

E Pedro-o-Santo, deu-nos aquele Domingo de Páscoa que ansiávamos - de Sol. Saímos a meio da manhã, já com a casinha arrumada, direitinhos a Góis. Bi ficou em casa, a descansar de tanta excitação tida nos dois dias anteriores. Almoçámos no melhor restaurante desta época, na nossa opinião, claro. Bom serviço, simpatia, qualidade nos produtos e nada de barretes na apresentação da factura. Eu sou mais *peixeira*, mas que peixe nas ementas num Domingo de Páscoa? Atirei-me para as grelhadas mistas ... Quando eu olhei para aquelas batatinhas fritas ...
A Marido, *carneiro*, não teve dificuldade na escolha - Bife. E saiu-lhe um que cobria o prato, tenro, grelhado ...
Depois do almoço, para aproveitarmos a bela tarde que estava, descemos à Ribeira Cimeira. Tinha havido festa rija no Sábado, os sons foram-nos trazidos pelo vento. Concertinas, acordeões, vozes masculinas a cantar fado ... Deve ter sido muito giro, mas o tempo reteve as pessoas das outras povoações em casa. E nesta altura, andavam já a arrumar a *casa da festa*. Mas mesmo assim fomos até lá, dizer olá aos que estavam e lamentar o que o tempo nos tinha pregado.
Depois da Ribeira Cimeira, subimos à Póvoa. As ovelhas do Filipe por ali andavam. Tinham 3 borreguinhos, mas sempre que eu, como quem não quer a coisa, me aproximava, eles afastavam-se. E Filipe não é homem para ir agarrar num deles para a fotografia, como faz a nossa Prima Laura com os cabritinhos. Os homens são diferentes ...

Feira dos Santos, em Góis

Aqui podemos informar-nos da hora a que vai começar a tradicional Feira dos Santos, no próximo dia 1 de Novembro, na Vila de Góis.
Recordo-me ainda, das poucas vezes que tivemos oportunidade de tirar uns dias para ir à terra, em Novembro, frio. A casa, desabitada desde o Verão, era um autêntico frigorífico. As roupas de cama retiradas das arcas, cheiravam a mofo. Não hsvia ainda nem o vestuário, nem o calçado como há actualmente. Edredons, nem sonhá-los. Os cobertores e as mantas de trapo herdadas, eram às duas e três sobre lençol de flanela levado de Lisboa. Não havia aquecedores eléctricos que nos valessem. Recordo a tentativa de termos mousse de chocolate para o almoço. Assim que o chocolate saía do banho-maria, ficava logo rijo. O que nos valia era a nossa juventude, a nossa alegria de estar naquele lugar.
A Feira, que começou há muitos anos no Castelo com um convívio de amigos, foi crescendo, desceu até à vila e hoje é mais um motivo de grande atracção e de encontro entre goienses, amigos e visitantes, ao mesmo tempo que começa a ter também motivo de afirmação na tradição, não só pelos produtos endógenos ali à venda, mas ainda pelas muitas transacções comerciais próprias de certames do género.
Agora num novo espaço, o Parque de Lazer do Baião, a Feira tem início às 8 horas e do programa festivo consta, às 10, IV Torneio de Malha Inter-Colectividades; 14, abertura das inscrições para o tiro ao alvo; 14-30, concurso de doces; 15-30, actuação do Rancho «Os Mensageiros da Alegria»; e 16, tradicional magusto.
in A Comarca de Arganil, de 25/10/2007

Pena, a entre-penedos



Nestas fotos clicadas por Marido, poder-se-ão ver que as obras estão em adiantado estado. A Aldeia da Pena, já tinha sido por nós visitada noutros anos. Gostamos de lá ir, só por ir e estar e olhar. A última é um campo com diversas "semeaduras". Ao cimo deste campo há uma estrada que nos levará, noutra ocasião, à Aigra Velha, ao Santo António da Neve e ao Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã.
Havia muitas ruínas de antigas casas de xisto aqui na Pena. Algumas dessas ruínas já deixaram de o ser. Mas ainda há muito trabalho a ser feito.
Esperamos para o ano cá voltar e apesar de serem íngremes as ruas para a percorrer - Rua da Era - clicarei para trazer para este espaço novas casinhas de xisto, se as pernas me levarem.

Pena - a última a ser visitada





Depois de almoçar no lugar do Esporão, no restaurante do Sr. João chamado OCaçoila, descemos à Ribeira e começámos a subir até à Pena, encrostada entre os Penedos de Góis. Estava uma tarde quente, mas corria uma aragem que apagava o calor da minha pele.
Durante o percurso Aurora, minha Prima (que faz o favor de regar as plantinhas do sítio durante as minhas ausências em Lisboa), foi-nos mostrando os caminhos da vida dela.
E do cimo daqueles penhascos - de onde me apetecia levantar vôo - espantámo-nos mais uma vez com a grandeza daquele sítio. A última foto é da Casa da Cerejinha, à entrada da Pena. Uma delicada e quase completa composição de xisto e de flora, onde nada do que é tradicional falta. Vale a pena a visita (não me refiro à estadia, essa desconheço).

Aigra Nova - Alpendres e varandas





"As casas avarandadas
as casas avarandadas
Só o meu amor as tem
só o meu amor as tem
Hei-de mandar fazer uma
hei-de mandar fazer uma
Avarandada também
avarandada também"


Uma das quadras que se canta nos bailes de roda. E são realmente muito bonitas, as casas avarandadas. As casas e o canito da Aigra Nova. Que gente, nem vê-la! Todos no trabalho, decerto.

Aigra Nova - a caminho





A Aigra Nova apareceu-nos assim, na encosta da Serra. Ao longe, o Parque eólico como que plantado pelos cabeços mais altos da Serra da Lousã.

Ao sairmos do nosso carro, um habitante de quatro patas com menos de dois palmos de tamanho, amávelmente veio ter comigo, abanando a cauda e emitindo sons de contentamento. Habituada que estou a "falar" com animais, depressa arranjámos um seguidor na visita pela Aldeia. Pequenino! Assim que lhe chamava isto mesmo, ele corria para mim e acto contínuo mandáva-se para o chão e mostrava a barriguita, com as pernas no ar em jeito de entrega. Uma fofura. Mais festinhas e lá se levantava ele e seguia à nossa frente. Mas gentes? Não vimos não senhora!. Andariam decerto pelas "fazendas" na apanha de feijão ou na rega de semeaduras recentes. Havemos de lá voltar, já que esta aldeia está ainda em reconstrução.

Maior que a anterior, possui o que eu mais admiro nas casinhas de xisto: para além da traça tradicional claro, os alpendres e as varandas. O que eu gosto de olhar e ver estes alpendres e estas varandas. Ao olhá-los, lembro os meus Bisavós Maternos - Zé Caneco e Maria. Saudades deles e desses tempos.

Aldeia da Comareira (2)





Nestas fotos podem ver-se mais casinhas de xisto, o anúncio do que referi no post anterior e o mais importante, nas últimas duas fotos.
É que foi o meu "primeiro olhar para uma Nogueira". Aquela árvore que dá nozes! Aquelas que compramos em saquinhos ou avulso nas lojas. É esta árvore, com esta côr e estas folhas que as dão.
Não conseguimos resistir à tentação de nos apoderarmos, sem licença da senhora árvore, de dois dos seus frutos, ainda verdes. Abrimos a bolinha verde e a noz surgiu. Castanhinha. Foram ambas guardadas, à espera que amadureçam mais. Esperamos poder degustá-las e recordar esta história: Foi na Comareira que olhei e vi, pela primeira vez, uma Nogueira, a árvore que dá as nozes.

Aldeia da Comareira





Outro passeio que demos foi à descoberta da Comareira. Por causa de sabermos que a Câmara Municipal de Góis e os proprietários das casas da aldeia da Comareira entraram num acordo que visou transformar aquele pequeno povoado na primeira aldeia completamente recuperada das muitas que brevemente vão fazer parte da Rota das Aldeias de Xisto.

A seguir à Ponte de Sotã a caminho da Vila da Lousã, um letreiro indicava Comareira, Aigra Nova, Aigra Velha, Pena, à esquerda. Por essa estrada subimos, subimos e a primeira aldeia que nos apareceu foi a Comareira. A casa já preparada para alugar para férias é a que cliquei. O feijão a secar ao sol e a vista suprema daquele lugar, faz dele outro paraíso.

Pena tivemos de ninguém ter aparecido para nos saudar com um bom-dia!, já que haviam portas abertas e se ouviam vozes nos campos.

Góis, o meu segundo Concelho

Góis. A 10 km de distância do meu sítio. Com as estradas de entrada e saída acabadinhas de alcatroar, alargadas, sem buracos e com as curvas cortadas e consequentemente mais rectas.
Dá gosto estar naquele pontinho da Serra da Lousã, sem ser em Agosto, por ser o mês eleito para férias pelos portugueses. Já lá vai o tempo em que nos divertíamos muito no mês de Agosto. Agora, com a sabedoria dos mais velhos, procuramos a quietude daquele espaço.
Vamos em Setembro porque acabaram as ruidosas festas em honra das padroeiras com as respectivas atracções artísticas nacionais para os migrantes. Carros para cima, carros para baixo. Gentes, cumprimentos, barulhos, uma babilónia!
Em Setembro, ficamos com o que resta das relvas verdinhas durante quase um ano inteiro, graças àquele espaço ter sido descoberto há poucos anos pelos "Motoqueiros" .... as motas, os carros, as botas, as tendas, as pessoas que ficam e que passam e disfrutam e estragam ... deixam ficar os euros mas também alguma destruição do ambiente criado de propósito para eles. Nós, os que vamos a seguir tentar usufruir do mesmo espaço que eles, notamos os estragos.

A Góis vai-se para:
- Fazer compras (ao mercado/feira às 3ªs feiras), ao Mini-Preço (uau), ao talho do Albino (boa cabra, porco, vaca, chouriços...), diversas mercearias que apesar de tudo se mantêm abertas graças à simpatia dos atendedores, loja de ferragens (onde tudo o que não é para alimentar ou para cobrir o corpo é vendido), oficina para transformar camas de ferro em bancos corridos (mandei lá fazer 1 que vai estar pronto lá para o 5 de Outubro).
- Almoçar e jantar - até já tem Pizaria - Alto da Seara ;) - ou no Beira Rio ou no Primavera;
- Fazer um pic-nic - no Cerejal ou no parque do Rio Ceira, perto da Ponte;
- Cavaquerar nas noites quentes na esplanada sobre o Rio Ceira.
- Ou simplesmente visitar e clicar com a máquina de fazer retratos.
Também, para Casamentos, Baptizados, Funerais, mas não desta vez.

É uma Vila pequenina, mas administrativamente é um Concelho espaçoso. E todos sabem quem são estes ou aqueles ou aqueloutros. Todos se são.
- "Aquele inda mé!".
- "Inda té"?
- "Sim, é mé primo em quinto grau!"

A serra da Lousã constitui o elemento mais significativo ao nível do seu Património Natural.

Quando chego a Lisboa, o desejo de ver o que cliquei é superior ao arrumar das malas. Já não estamos em férias mas é como se continuassemos, durante mais uns instantes.

E são esses instantes que eu deixo aqui postados, para os partilhar convosco, que me visitam.

"Góis - Município português pertencente ao distrito de Coimbra, compreendendo 5 freguesias (Alváres, Cadafaz, Colmeal, Góis e Vila Nova do Ceira).
Em termos demográficos, a população, em 1991, era constituída por cerca de 5400 residentes para uma área bruta de 262 km2, e a variação da população residente entre 1960 e 1991 foi de -45%.
A economia municipal assenta, sobretudo, na silvicultura, destacando-se ainda a agro-pecuária e a administração local.
Localizada a norte da Serra da Lousã, a leste da Cidade de Coimbra e a nordeste da Vila da Lousã, a Vila de Góis é Sede de Município.
O património edificado mais significativo inclui a igreja matriz (originalmente gótica, mas modificada), a ponte sobre o rio Ceira (manuelina), a Casa da Quinta e a capela de Nossa Senhora da Candosa, em Vila Nova do Ceira.
Pensa-se que começou a ser povoada no tempo do conde D. Henrique. Teve foral outorgado por D. Manuel I, em 1516."

In: http://www.flickr.com/photos/vitor107/sets/1420858/

De volta

Foto de GuidinhaPinto: Na Nacional 2, quase a chegar, com Penedo ensapeirado, em mês de Julho de 2007

Foto de GuidinhaPinto: Ida a Góis - com Rio Ceira - em Sábado de Julho de 2007 Foto de GuidinhaPinto: Poucos veraneantes em Góis no Rio Ceira, em Sábado de Julho de 2007
Foto de GuidinhaPinto: Pôr-do-Sol em tarde de Julho de 2007 visto da minha Janela
Foto de GuidinhaPinto: Na hora da partida*

Fomos e voltámos. Sem incidentes.
Quando parámos de subir e chegámos àquele ponto em que olhei o meu Penedo, fiquei triste. Estava o tempo ensapeirado e estava frescote. Descemos até à casinha. Abrimos portadas, deixámos Bi a descansar e saímos logo a seguir. Toca a subir para chegar à Nacional 2. A seguir descer. Para comprar pão, fruta... A 15 quilómetros de distância, curva-contra-curva. Góis, à nossa espera =). E o seu Rio Ceira, fresco, limpo. Aguardam a inundação humana que tarda este ano. As relvas tratadas e areias novas na praia fluvial. Preparados para receber os da terra e os outros, que descobriram que ali se passam férias de verdade. Tranquilidade é o mote. Tirando uns dias em Agosto, dedicados aos motards - modas!
No nosso Sítio deu para jardinar, para olhar e sentir, ouvir o silêncio, ver a Via Láctea que entretanto o céu limpou de núvens e guardar imagens através de um clic. Pouca gente ainda. Silêncios. Nada se ouve para além dos ralos ou do Barnabé, o cão da Prima Laura - a pastora.
Sábado à noite, bateram ao sino. Abrimos e era primo Mateus, marido da Prima Laura – a pastora. Entrou carregado e orgulhoso. Trazia-nos um pouco do seu trabalho, num alguidar vermelho. Mimos, chamo-lhes eu. Pasmados ficámos. Disse-nos: - “Bêem que se agente quiser com trabalho tem? A terra é pobre, mas dá. É preciso é trabalha-la!”. Referia-se aos "reformados" que deixaram de cultivar as terras e compram tudo no Pingo Doce, o super-mercado mais próximo, em Góis. Quem cultiva tem os haveres para seu consuno e para oferecer aos amigos. A lembrar: couve-flor branquinha, brócolos verdíssimos, couve portuguesa tenrinha, beterraba de um tamanho descomunal, alface grande e tenra, courgettes e espinafres. Que belo presente que ele nos trouxe. Produtos obtidos com o suor do seu rosto, que aquela terra é pobre em nutrientes e precisa de muitos cuidados, muitas regas, para se transformar num jardim de legumes ou num pomar.
Bem-hajam os Mateus que se dedicam à terra e dela obtém subsistência.
Bem hajam as Lauras pastoras.

Apetecia ficar por lá. Manhã de Domingo, arrumar as coisas. Chilrear de pássaros. Sossego para o cérebro, ar despoluído para respirar, comidinha simples e em casa… PAZ. Foi cansativo ir no sábado e voltar no domingo. A reforma tarda e está sempre a ser adiada pelos que mandam. Será que a casinha não vai ter o uso que sonhámos dar-lhe quando a imaginámos naquele Sítio e no papel? Mais 3 anos? Mais 4 anos? Esperar pois, que se há-se fazer?