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25 de Abril de 2008

Amigas e Amigos, o tempo está mais convidativo a irmos para a rua. Parou a chuva e cheira a Primavera.
Tenham um belo dia comemorativo do 25 de Abril.
Vou até à Serra, isto é, estamos a pensar ir ... e voltarmos Domingo à tarde.
Até!

Pensar na vida - que desperdício




Clique Aqui p/ Imagens e Mensagens de [red]Flores[/red]

A postagem seguinte, com Jon Bon Jovi a cantar uma das minhas canções preferidas, é de propósito dedicada à minha Amiga-virtual-Guida. Deixo aqui a minha tradução do refrão. Ela vai entender o que quero dizer. Promessas são para se cumprirem.

It's my life (é a minha vida)
It's now or never (é agora ou nunca)
I ain't gonna live forever (não vou poder viver para sempre)
I just want to live while I'm alive (só quero viver enquanto estiver vivo)
(It's my life) (é a minha vida)
My heart is like an open highway (o meu coração é como uma autoestrada desimpedida)
Like Frankie said (como o Frankie disse)
I did it my way (fi-lo à minha maneira)
I just wanna live while I'm alive (só quero viver enquanto estiver vivo)
It's my life (é a minha vida)

Já ultrapassei o meio Século. Viver é aprender; aprender é pensar; pensar é agir; agir é comprometer-se; comprometer-se é reconhecer; reconhecer é ser e ser é viver. Já passei por estas fases todas. Neste momento estou a Viver! Quero viver enquanto estiver viva. Há já algum tempo atrás, que vivo todos os dias, um a um, sem pressa, pois, onde me leva a pressa? apreciando cada minuto que passa, porque esse não volta a passar. Foi-se, para sempre. Independentemente do que tenho em mãos (aqui em frente ao ecran, à janela olhando quem passa, brincando com a minha Bi, atarefada com as tarefas de dona-de-casa, porque há sempre que fazer) sou consciente do que se passa à minha volta. Não ando alienada. Mas não penso muito em mim. Só se mim me levar a pensar, fiz-me entender? Aproveito o dia. Não quero dizer que não tenha momentos desconsolados. Claro, neste mundo de hoje, de vez em quando *passo-me* com os acontecimentos relatados, olhados, lidos ou ouvidos. É a vida a viver.
E assim vou, minuto a minuto a caminho da curva na estrada.
Mesmo quando mais debilitada fisicamente, estou acordada para a vida. Não vale a pena revoltar-me. Aceitar-me, é o meu mote. Honoré de Balzac, antes de entrar em coma parece que disse: - Oito dias com febre! Poderia ter escrito mais um livro ...
Um grande xi-coração-transmissor-de-vida para a minha Amiga Guida.

Paços do Concelho. Igreja de S. Julião.

Foto de GuidinhaPinto: Edifício dos Paços do Concelho
O edifício dos Paços do Concelho, para além do seu valor arquitectónico e artístico, reflecte a imagem de Lisboa e de Portugal Liberal, Regenerador e Republicano. Importantes acontecimentos da nossa história, como a Proclamação da República em 5 de Outubro de 1910, ficaram profundamente associados a este edifício.
Foto de GuidinhaPinto: Do lado esquerdo, Igreja de S. Julião
Foto de GuidinhaPinto: Antiga Igreja de S. Julião! É este o nome? Serve de garagem?!?
Autoria do Arquitecto Reinaldo Manuel, data dos Séculos XVIII-XIX. A primitiva igreja datada do Século XIII ficou completamente destruída pelo terramoto de 1755, obrigando à sua total reedificação que só se iniciou em 1802 ficando concluída em 1810. De traço típico pombalino semelha-se em muito às Igrejas da Encarnação, São Nicolau, Sacramento e Mártires. Adquirida em 1934, serve actualmente de garagem.

Aqui , visto do Céu.
Aqui , encontra-se mais informação.

Comece por fazer o que é necessário, depois o que é possível e de repente estará a fazer o impossível ¨

Foto de GuidinhaPinto: .../ ... o impossível
No meu último passeio à Baixa de Lisboa, cliquei algumas estórias. Esta é a de um pombo.
Quem já não conversou alguma vez com seu cão, gato ou pássaro doméstico? Todos nós fazemos isso. Perto das 13:00h, eu e Mãe estávamos matando a fome, com uma refeição rápida no Pan's & Company, numa das ruas perpendiculares ao Tejo. Degustando um pão de côdea fininha e estaladiça, recheada com frango desfiado, alface, tomate, maionese ... reparei num pombo (ou pomba) que esvoaçava baixo, à porta. Poisou na rua, à entrada do estabelecimento. Deu um pulinho e entrou. Chamei a atenção de Mãe. Ela virou-se na cadeira e ambas olhámos a ave, admiradas. Não demonstrava receio, picou, descontraída, todas as migalhas que encontrou no chão, caminhando e dando balanço ao pescoço, para a frente e para trás. Peguei num pedacinho da minha sandes e deixei cair junto à minha cadeira. A seguir, pousei-a no prato. Peguei no meu telélé para o trazer para casa, com um clic. Fui clicando, por diversas vezes. Ele veio vindo e parou junto dos meus pés. Picou duas ou três vezes a migalhinha, olhando-me de lado a ver se caía mais ... Continuei imóvel. Ele seguiu com uma rota certa. Qual não é o nosso espanto, entrou na zona de preparação dos alimentos - a cozinha. Está postada em cima, a foto escolhida. Notei uns olhares contrariados, outros sorridentes perante a situação. Não te envergonhes se, às vezes, animais estejam mais próximos de ti do que pessoas. Eles também são teus irmãos¨ ... Por lá esteve alguns segundos. Depois veio, com todos os vagares, tornou a passar pelos pés de quase todos os que se encontravam na loja e saiu para a rua, num voo baixinho. Acabamos a refeição, satisfeita a necessidade de alimento e em boa disposição.
Eu tenho uma bichinha em casa. Uma cadelinha. A Bi. Sempre gostei de animais e sou incapaz de pisar uma formiga. Talvez por isso eu tenha conseguido aprender de novo a viver. Estão a fazer 5 anos que me mandaram para casa. Tive de buscar novos alentos para não me desmoronar. Sei por experiência própria que os animais nos podem transmitir ensinamentos sobre a sua natureza. É bem verdade. Um jornalista norte-americano, de nome Bill Zimmerman, fez um pequeno livro reunindo lições que aprendeu com seu cão. Tomei nota de alguns princípios básicos ensinados pelo animal, a partir do exemplo e não das meras palavras, num papelito. Fui procurar na minha caixa dos papelitos por editar e encontrei. Aí estão:
* Saúde cada novo dia com renovadas esperanças. Apague da memória toda mágoa e decepção do dia anterior. (p. 2)
* Saia para o mundo para descobrir coisas novas. Use o seu faro em qualquer situação, com paixão. Seja curioso, sempre: há muito que ver e aprender. (p.1 e p.17)
* Observe o mundo à sua volta. Mantenha a guarda até que tudo se esclareça. (p. 6)
* Esteja preparado para rosnar ou mostrar os dentes para proteger o que é seu. Só morda como último recurso. (p. 22)
* Seja prático. Saiba quando latir, quando uivar, quando ganir, e, sobretudo, quando ficar de boca fechada. (p. 60.)
* Seja leal a quem cuidou de você. Não seja nunca um traidor. Não é bom ser instável. (p. 36)
* Faça longas caminhadas. Elas desanuviam o espírito. (p. 25)
* Seja amável: você sempre acha algo de bom num ser humano. (pp. 55 e 57)

Naturalmente, não só os cachorros podem ensinar os seres humanos. As lições de sabedoria estão, literalmente, em toda parte ao nosso redor. “Até pedras dão sermões”, afirmou no século IX um Raja-Iogue dos Himalaias. Devemos apenas perguntar-nos até que ponto podemos olhá-las e colocá-las em prática.
¨São Francisco de Assis

/ ... também é gente, guindastes .../ ...


Fotos de GuidinhaPinto: Cais do Sodré


O cais do Sodré não é
só bares de prostitutas
também é gente a alombar
caixa de peixe e de fruta
não é só o mal que passa
na kananga do japão
também é cais onde embarca
quem busca no mar o pão
Ai cais do Sodré
ai cais do Sodré
mais vale parecer
que ser o que é
ai cais do Sodré
ai cais do Sodré
nem todo o sapato
te serve no pé
O cais do Sodré não é
só rusga que vai e vem
também é gente que mora
num largo que há muito ali tem
gente com filhos mulheres
e a renda da casa em dia
gente que apenas trabalha
e no trabalho confia
O cais do Sodré não é
só refugio de falsários
também é gente, guindastes
movidos pelos operários
não é só amor que passa
na kananga do japão
também é cais onde embarca
quem busca no mar o pão
Apanhamos o 58 para o Cais do Sodré. A Praça da Ribeira já não é o que era. No rés-do-chão é só flores. No 1º andar, comeres. Penso que actualmente, este poema de Avelino Couto cantado pelo Rodrigo, não tem muito a ver com o actual estado do Cais do Sodré. Ainda não sei muito bem como vai ficar. Está tudo em obras ...

Dá, se puderes; se não puderes, sê afável *

Foto de GuidinhaPinto: Chamariz

É impressionante a quantidade de pessoas - imigrantes de diversas origens do planeta Terra - que nos abordam, pedindo, contando histórias. Pedem dinheiro. Ofereço-lhes alimento, elas agradecem, mas querem dinheiro.

Nas ruas da Baixa lisboeta eles estão proliferando como cogumelos no Outono. Eu vou passando, olhando, vendo com olhos de ver. É para isso que me desloco à Baixa. Para a saborear. Como há muitos anos atrás, quando ir até à Baixa era sinal de passeio, de tarde bem passada, de compras.

Olhar de hoje e olhar de há anos, mas que grandes diferenças. Lembrar alguns prédios, as ruas empedradas, os eléctricos e autocarros, os pombos, as floristas. Os cafés e leitarias, as esplanadas, os engraxadores de sapatos, os vendedores ambulantes-de-gravatas-fitas-de-nastro-pentes-para-pentear-carecas, os cauteleiros, as montras dos grandes armazéns - Grandela, Chiado, A Casa Africana - a loja dos discos da Valentim de Carvalho na Rua do Carmo - onde podíamos ouvir um single ou um LP dentro de umas cabines com auscultadores nas orelhas e pedir fotos autografadas dos nossos artistas preferidos ... para onde os mandámos? Desapareceram.
Céus, para onde me levou este tema. Eu só queria mostrar o cãozinho!

Pois hoje, está lá um pouquinho só, destas minhas recordações.

Mais pobre, a minha Baixa lisboeta está mais rica em mendigos. Mãos estendidas, mãos a tocarem-me, membros doentes expostos, invisuais a tocarem mal instrumentos, um jovem a tocar acordeão com um chamariz - um cãozinho, que fotografei.
*Não podes dar a todos*, recomenda a senhora minha Mãe, que faz muito gosto em me acompanhar no passeio. Já fomos muito felizes em momentos passados há anos, na Baixa lisboeta.
E na realidade chego a um ponto de saturação quando sou de novo abordada, pela enésima vez e só sorrio e peço desculpa por não poder abrir de novo o porta moedas. Mas não sei lidar com mãos estendidas. Não fico bem comigo mesma.
Ir até à Baixa é bom. Mas fica-me sempre um saborzinho amargo porque a miséria de alguns convive com o meu bem estar, com a minha satisfação de dar um passeio numa tarde de Primavera com a senhora minha Mãe por companhia.
* Santo Agostinho

A alegria não está nas coisas: está em nós*

A chuva cai lá fora. Está vento, algum frio ... enfim, estaremos na Primavera? A estação da Alegria?

Que melancolia. Onde andas, Sol?

Andava pelas mensagens. Algumas giras. No momento em que abri uma de Guida Pinto com este anexo, senti-me capaz de mudar e ficar bem mais alegre. Cantei até, abanei a *carola* e só não fui para a rua porque ... não sei dançar como ele :-)) Há pessoas com este dom - conseguem adivinhar e enviam alegria em dias de chuva para os melancólicos, via e-mail. Obrigada.

Resolvi colocá-lo aqui. Para quando eu tiver necessidade de um pouco de Sol no coração e um sorriso no rosto, num outro dia de Primavera molhada e fria. Esta Primavera que ainda continua abraçada ao Inverno.

* Goethe

Sporting 5 - Benfica 3

2 a zero? Deixei de acompanhar Marido na visualização do jogo. Vim-me embora para aqui. Grandes nabos! Depois ouvi *goooolo* e mais *goooolo* e mais *gooolo* e mais *gooolo* e mais *gooolo*. Pois foi. Eu não estava a assistir, e eles marcaram. Parecia que estava a embruxar com a minha presença! Ora eu!
E o telefone tocou - era a Irene (Uau!!! já viste? vou mandar uma mensagem ao meu afilhado que é todo benfiquista) e Mãe telefonou (nunca vi o Sporting marcar tantos golos na segunda parte) e Joaquina ligou (Uau!!! o meu marido está cá com um azar - o Sr. Manuel é do Benfica) ...
Mas que felicidade! Vivó Sporting! Até Maio, quando jogar com o Porto. O que ganhar, ganhará. Logo se verá. Esta, já cá canta.

Imagem que fala por si

Imagem ESA: Envisat capta areia e poeira do deserto do Sara soprando em todo o Oceano Atlântico ao longo das costas da Mauritânia (topo), Senegal (meio) e Guiné-Bissau (baixo). As Ilhas de Cabo Verde são visíveis ao largo da costa do Senegal, fora do tempo encoberto. Esta imagem foi adquirida em 29 de Março de 2008 pela Envisat's Medium Resolução Imaging Spectrometer (MERIS), enquanto instrumento de trabalho em Full Resolução de modo a proporcionar uma resolução espacial de 300 metros. (Tradução minha)

Recebi hoje, do portal ESA, esta foto-informação.Estão por lá não estiverem muito piores que nós? Apesar de tudo, a chuva é uma bênção. Primas lá da terra, com quem falei ontem disseram que a água já canta por aquelas barrocas abaixo. Parece que nestes últimos 5 dias choveu mais que no Inverno todo.
E eu queixo-me do tempo? Disparate! Outros há que habitam outros pontos desta Terra violentada, que passam por algo muito pior do que eu, que me queixo da falta de Sol a bater na hipófise. E não têm Internet, nem cozinhas, nem água canalizada à disposição apenas pelo rodar de uma torneira, nem electricidade, nem fartura de alimentos. E quando não são avassalados por estas tempestades, são por outros fenómenos naturais, como a seca, por exemplo.
Ai Guidinha, hoje já estás melhor. O Sol veio visitar-nos, pelo menos por Lisboa. É que já tinha saudades!

Dia de chuva

Foto e montagem de GuidinhaPinto


Passei a tarde na cozinha a fazer um doce conventual: joaninhos de cascais. Ficou muito bom. Está postado no cantinho-da-engorda. O dia foi de vento, de chuva ... houve até um mini-tornado para os lados de Santarém. Coitadas das pessoas, sem seguros para cobrir os prejuízos, viram-se para o pai-estado-e-dinheiros-das-europas. As seguradoras parece que se recusam a fazer apólices a armazéns de madeiras ... por causa dos incêndios ... uma trapalhada. Assim não vamos a lado nenhum. Vou ouvir melhor logo à noite.

Visitei e mantenho registo fotográfico à minha mais recente aquisição vegetal - uma Calceolária. Única, só, na prateleira de um supermercado, quando a olhei pediu-me para vir comigo. Eu fiz-lhe a vontade. Estava tão infeliz! Tenho tratado dela e ela tem-me agradecido, abrindo todos os dias novos botões para mim.

Vida simples, a minha. Chove, venta, vai tudo pelos ares, a mulher que mandou matar o marido vai dentro vinte e tal anos ... e eu faço um doce, trato de plantas, brinco com a minha Bi, venho para aqui escrever coisas. !Ai, ai!

Os anos ensinam muitas coisas que os dias desconhecem.

Domingo 23 de Março, Páscoa com Sol, na Serra

E Pedro-o-Santo, deu-nos aquele Domingo de Páscoa que ansiávamos - de Sol. Saímos a meio da manhã, já com a casinha arrumada, direitinhos a Góis. Bi ficou em casa, a descansar de tanta excitação tida nos dois dias anteriores. Almoçámos no melhor restaurante desta época, na nossa opinião, claro. Bom serviço, simpatia, qualidade nos produtos e nada de barretes na apresentação da factura. Eu sou mais *peixeira*, mas que peixe nas ementas num Domingo de Páscoa? Atirei-me para as grelhadas mistas ... Quando eu olhei para aquelas batatinhas fritas ...
A Marido, *carneiro*, não teve dificuldade na escolha - Bife. E saiu-lhe um que cobria o prato, tenro, grelhado ...
Depois do almoço, para aproveitarmos a bela tarde que estava, descemos à Ribeira Cimeira. Tinha havido festa rija no Sábado, os sons foram-nos trazidos pelo vento. Concertinas, acordeões, vozes masculinas a cantar fado ... Deve ter sido muito giro, mas o tempo reteve as pessoas das outras povoações em casa. E nesta altura, andavam já a arrumar a *casa da festa*. Mas mesmo assim fomos até lá, dizer olá aos que estavam e lamentar o que o tempo nos tinha pregado.
Depois da Ribeira Cimeira, subimos à Póvoa. As ovelhas do Filipe por ali andavam. Tinham 3 borreguinhos, mas sempre que eu, como quem não quer a coisa, me aproximava, eles afastavam-se. E Filipe não é homem para ir agarrar num deles para a fotografia, como faz a nossa Prima Laura com os cabritinhos. Os homens são diferentes ...

Desejamos uma Páscoa muito Feliz. Até 2ª feira.







Vamos (estamos a pensar ir) até à Serra. O tempo mudou ... S.Pedro enganou-me ... deu-me chuva no Carnaval e vai dar-me chuva na Páscoa ... faltei-me de pedir tempo melhor, tempo melhor ... mas são tantos a pedir, uns água, outros sol, que ele não sabe para que lado se há-de virar. Eu comprendo-o. Há estrada e estrada. Há ir e voltar.
Para todos os meus Amigos e visitantes, repito, Páscoa Feliz.

Desafio

Aceito o desafio de PINK - A minha Vida em 6 palavras.


Nada fácil de a descrever. O meu vocabulário não chega para ser tão breve. Eu não sou sucinta.

Depois de matutar algum tempo, escrevo:

1Nascer

2Mulher

3Novamente

4Faria

5Tudo

6Diferente



Mas eu não acredito na reencarnação ... por isso, lembro um poema cantado (de Almir Santer) que diz muito sobre a vida, mas não em 6 palavras. Como resumi-lo?
Talvez assim:

1Ando

2Devagar

3Porque

4Já

5Tive

6Pressa

... e levo este sorriso porque já chorei demais. É isto. Já está. Respondido duas vezes. Será que valeu?
Entretanto, e graças ao YouTube, encontrei e postei, a seguir, o video deste belo poema-cantado "Tocando em frente".

Rapariga esperta, eu mesma!

Hoje, dia 26 de Outubro do ano de 2007, aprendi a fazer um link para uma outra página da Web.

Vou linkar-me.

Podem ver-me aqui e aqui e aqui

Lua Cheia, de Verão



30 de Julho de 2007 às 22:05:06
30 de Julho de 2007 às 23:14:47
30 de Julho de 2007 às 23:32:36

31 de Julho de 2007 às0:15:53

De novo a Lua. Esperava que ela aparecesse quase-quase-cheia. Enfeitiça-me esta velhota ... Na noite de 30 de Julho, fiquei a cocar. Passavam poucos minutos das 22:00h quando a vi espreitar por detrás da torre do Monsanto. Ainda escondida, parecia agachada sobre as copas das árvores, à espera de espectadores ... Pois. Sentei-me numa cadeira, de lado, encostei-me à parede ainda morna do calor do Sol. Com os braços cruzados por baixo do meu queixo, apoiados no parapeito da janela. Olhava-a e não pensava. Nada de bom ou de mau me vinha à idéia. Limpeza de neurónios. Enquadrei-a. Fui clicando. Era só estender o braço direito. Não saíram fotos extraordinárias, mas eu tive uma experiência especial.
E sempre que vir esta postagem, irei lembrar-me de ter visto mais uma vez a Lua girar em torno da Terra, durante uma pequena fracção de tempo. E palavra que a vi a "locomover-se" para a minha direita, branca e redonda, no firmamento. Mais uma vez ela deu nas vistas, para quem a quis olhar. Fiz uma bela viagem interior e espacial ao mesmo tempo.

Eu e ela em sentidos diferentes. Ela no seu infinito percurso, eu num percurso finito.

"Até o jade se parte, até o ouro se dobra, até a plumagem de quetzal se despedaça…
Não se vive para sempre na terra! Duramos apenas um instante!". In “Rosa do Mundo — 2001 Poemas para o Futuro”: América, Aztecas (Versão: Herberto Hélder)

Nota: Em termos médios, a distância da Lua à Terra é de 340 516 Km.

Não há fome que não dê em fartura (de cultura, claro)


Imagem Google: Pavilhão Atlântico
(meio à direita verde ovalado)








Imagem Google: Estádio da Luz








Três Fotos de Guidinha Pinto: Foguetes no "Benfica" em final de Festa





























NOTÍCIA (http://www.cgd.pt/patrocinios/7maravilhas/new7wonders.htm) … “Após uma selecção inicial, feita por sete especialistas, 21 finalistas dos monumentos classificados pela UNESCO como património da humanidade anteriores ao século XXI... Parte das receitas provenientes desta iniciativa reverterão para a reconstrução do Buda gigante de Bamiyan, no Afeganistão… A eleição das novas 7 Maravilhas do Mundo tem por missão contribuir para a recuperação e manutenção de símbolos que constituem os grandes marcos na História da Humanidade.

Vou assistir, pensei. Sábado à noite, dia 7/07/2007 sentei-me em frente ao televisor. Pensei que valeria a pena o desperdício de tempo. "Zapei" o Canal 1, a RTP África e a TVI. À procura de duas festas em Lisboa, ambas à escala mundial.

Preparei-me para assistir à festa das Maravilhas, as nossas e as Mundiais. No Estádio da Luz, em Lisboa. Confesso que, pelo que assisti é minha convicção que este estádio não é apropriado a eventos onde o canto e a música sejam parte do programa, por causa da acústica! Que mais dizer? Dos nossos artistas, do melhor, mas que por muito profissionais que sejam perdiam o som e o tom, porque o vento os levava. Das crianças que faziam 7 anos e que pensavam que a festa era para elas. Da Chaka qualquer coisa que parecia dopada… dos acentos ocupados por pessoas que pouco reagiam talvez por não perceberem o inglês … Houve cor, alegria, som, e no fim – foguetes. Não há festa que se digne sê-lo em Portugal, sem foguetes.
Das nossas Maravilhas, incluiram o Palácio da Pena em Sintra e a Torre de Belém em Lisboa. Eram as minhas escolhas. Fiquei contente.
Das novas 7 Maravilhas Mundiais não me vou pronunciar. Sei que iria repetir o que já são lugares comuns. No entanto, ficaram muitos mais "calhaus históricos" para premiar. Talvez no dia 8/08/2008 ... Mas vou deixar aqui escrito, para não me esquecer, o que de verdade retive e me enterneceu nesta Festa. Um único homem - que recebeu a caixa preta com um 7 dourado - e me comoveu por comparação com os homens de fatinho - o Alcaide de Machu Picchu. Pelos trajes que vestia, pelo seu sorriso e pelos abraços que deu. Pura e sincera Alegria, pareceu-me.

No Pavilhão Atlântico, SOS - LIVE EARTH CONCERT- 2007, festa de Música em nome da Terra. Pretenderam chamar atenção e continuarão a ser:
- A ruptura na camada de ozono

- O avanço do processo de desertificação
- O efeito estufa
- Os acidentes nucleares
- A extinção de espécies
- O excesso de lixo
- A falta de água
- A pobreza
A pressão dos cidadãos deve continuar todos os dias. Cada um de nós deve contribuir com a sua quota-parte para abrandar os efeitos do mal já realizado. E também para sensibilizar os outros, no mesmo sentido. Já todos nós estamos cansados de o saber. Nós, significam os que pelo menos têm computador com acesso à Internet! Mas há les autres, mesmo ao nosso lado.
Ao “darem-me música”, prenderam-me um pouco mais a atenção sobre a Terra que nos sustém, sustenta, que nos fornece o ar que respiramos e na qual desapareceremos um dia, misturando-nos nela. Estamos de passagem. Ela é dos que ainda hão-de nascer.

Nota 1: Enquanto os G8 não mudarem, política e economicamente, bem podem dar-nos música. Todos os anos. Apetece-me indicar que se denomina de G-8 o grupo dos oito países mais industrializados do mundo - Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Rússia.

Nota 2: No final da noite na minha varanda, com o vento a bater-me com força na face fui assistir, ao longe, o final da festa no “Estádio do Benfica”. Fiz fotos aos foguetes. Saíram como se vêem, lá em cima.

Me (nos) deêm Parabéns























"Frid - A noite de Verão tem três sorrisos. Este é o primeiro, da meia-noite até à madrugada, quando os jovens amantes abrem os seus corações e o seu ventre. Olha ali, no horizonte, está um sorriso tão suave, tens de estar muito quieta e atenta para conseguires vê-lo.
Petra - Os jovens amantes...
Frid - Isto emocionou-te, pequenina?
Petra - Por que é que eu nunca fui uma jovem amante, podes dizer-me?
Frid - Minha pequenina... consola-te. Há apenas alguns jovens amantes no mundo. Quase se podem contar. O amor aconteceu-lhes como uma dádiva e um castigo.
Petra - E o resto de nós?
Frid - O resto de nós!?
Petra - O que nos acontece?
Frid - Invocamos o amor, chamamo-lo, suplicamo-lo, gritamos por ele, tentamos imitá-lo, pensamos que o possuimos, mentimos acerca dele...
Petra - Mas não o temos.
Frid - Não, minha doçura. Negam-nos o amor de amar. Não temos essa dádiva.
Petra - Nem o castigo.
Frid - Nem o castigo."
Diálogo Bergmaniano - I, Sorrisos de uma noite de Verão (Sommarnattens leende, 1955) de Ingmar Bergman

Fotos de Álbum de Guidinha Pinto: "Eramos então dois adolescentes. Passaram 33 anos. Faz hoje. Também foi um dia pleno de Sol quente e Céu azul . Agora, dois quase-idosos, na ternura dos 50. Sem multiplicação. Sem dávidas e sem castigos.
Desejo-nos Saúde!"

HAiAi !

"Frésia", buscada na Net

Esta semana tem sido pesadita ... a presença de uma ausência, não poder ir ver os Rolling Stones, a falta de céu azul, obras de restauro mesmo por debaixo de mim ... enfim, só desgraças.
Estou a fazer os possíveis para estar de novo atenta ao mundo, não apenas às minhas penas.

Felizes os que sabem distinguir uma montanha de uma pedra. Porque evitarão muitos inconvenientes.

Vou oferecer-me uma frésia. Amanhã, vai ser outro dia =)

De nOvo as fÉRiAS



Foto de Guidinha Pinto - Transparências da Ria Formosa

Foto de Guidinha Pinto - Autóctone com família num ninho de lama e penas

Foto de Guidinha Pinto - Pescadores com Ilha de Tavira ao fundo

Foto de Guidinha Pinto - Flores nas Salinas de Tavira

Foto de Guidinha Pinto - De Olhão, com Ilha do Farol ao fundo


Mais olhares sobre um paraíso português. Água, pássaros, flores, pessoas, paisagens a perder de vista.
Não há razão para termos medo das sombras. Apenas indicam que em algum lugar próximo brilha a luz.
Ruth Renkel

Vou sonhar outra aventura

Foto de Guidinha Pinto: Morangueira no pátio (2006)

O que é bonito neste mundo e anima é ver que na vindima de cada sonho fica a cepa a sonhar outra aventura. E que a doçura que não se prova se transfigura noutra doçura muito mais pura e muito mais nova. *
Hoje acordei cedo e bem. Eram 08:05 horas. Madruguei ;) Sinto-me Alegre porque estou viva e a mexer. Porque os meus devem estar todos bem, vivos e a mexer. Porque já dei migalhas aos pardalitos e tratei do canário Xiquinho. Vou sonhar outra aventura. Vou dedicar uma pouco desta manhã, já quente, a publicar o meu primeiro post no novo "cantinho da engorda". Há quem goste de corte-costura-crochet - bom dia Guida! Há quem goste de culinária e de bordar. Eu... e muitos outros.

*Miguel Torga