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Quem vai alimentar este "monstro"?

Sobre os tecnocratas europeus, J.P.P. escreveu aqui :
.../ Eles produzirão milhares de leis, regras, regulamentos, directivas, estudos, pareceres, notas de orientação, produtos do puro saber burocrático regulamentador, que, para além da pequena pecha de implicarem sempre mais burocratas, mais escritórios, mais "agências", são produtos iluminados de um mundo perfeito onde os barcos têm duplo casco, o silicone mamário é resistente, tudo é biodegradável, as ovelhas têm transporte adequado, os peixes estão protegidos dos pescadores, a carne, as maçãs, o vinho, o queijo, estão isentos de todas as doenças conhecidas, são inodoros, não têm sabor, brilham em embalagens etiquetadas como deve ser, e os trabalhadores devem ser muito bem tratados pelo "modelo social europeu", menos os canalizadores polacos.
Centenas de Sir Humphreys no topo e milhares de Bernards na hierarquia garantem esta Europa. (*)
Há quem se converta a ela, exactamente para servir de garantia para que não haja desvarios com a moeda, com o défice, com o "monstro". /...



Eu não consegui escrever tão bem, por isso faço destas, minhas palavras. Pergunto-me: O que estamos nós realmente a construir?
(*) Para quem não se recorda, dois dos principais personagens da Britishcom, "Yes Minister".

O que é consciência democrática?

Não pode haver consciência democrática sem termos na nossa memória o que significa a não-democracia.



"E obviamente significa conhecimentos - e competência para os gerir - dos delicadíssimos mecanismos institucionais em que se fundamenta a democracia.


A economia é importante, não há dúvida.



Mas a democracia é mais importante: a democracia não é a Bolsa, é a vida."*

*António Tabucchi um escritor italiano, professor de Língua e Literatura Portuguesas na Universidade de Siena.