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Chegada - à tarde no Cartão

5 fotos de GuidinhaPinto: Cartão

Um dos meus pontos predilectos para me evadir e tornar-me insubstâncial é o Cartão. Cartão é um bocado de terra de semeadura, inclinada, com sobreiros seculares e um riachozinho de água gelada, que há 50 anos se bebia e era considerada a melhor água existente no lugar. Pertencia a minha Avó-materna Olinda. Depois do seu falecimento, o Cartão foi vendido pelo herdeiro-filho (meu tio) a uns primos, que o amanham, quando podem, até aos dias de hoje. Viri-me para o aclic, porque Marido me apanhou.

Cartão é também um sítio de passagem de pessoas a caminho dos seus bocados, tais como a Prima-Laura-a-pastora e seu Marido. Por ali, anda o Primo-Antero a pastar as cabras. Outro Primo-Manel-o-Piçarra, amanha com um sacho um desses bocados. Parece ser de batatas (eu sou muito ignorante nestas coisas, mas já fui mais ...).
Atento mas brincalhão, Rex, o simpático cão da minha Prima Lídia ajuda a tomar conta do rebanho.
O cabritinho ... bem, tive de por-me de joelhos. Não se afastou, não teve medo. Uma delícia de bichinho.
Na tarde de 25 de Abril. Linda tarde esta.

Chegada - à tarde no Páteo

Foto de GuidinhaPinto: O meu Pinheirinho Manso, cresce, ao lado das Ortences
Foto de GuidinhaPinto: Os Chorões estão vivos e abertos ao Sol
Foto de GuidinhaPinto: Do lado direito, o meu amigo-Loureiro. Por companhia, Araucárias com cheiro a limão.
Foto de GuidinhaPinto: Jardim-suspenso-não-plantado-da-Guidinha

Pois. É tudo meu! Fui eu que não quis que cimento cobrisse as fendas entre as pedras, no muro. Fui eu que quis comprar as que não foram oferecidas. Fui eu que comentei que precisava de alguém que as regasse. Às minhas plantinhas, coitadas. Na minha ausência, aqui em Lisboa. E Prima Aurora disse: 'Oh! menina, então eu não vou lá regar-te as plantinhas?! Não me custa nada, mas deixa a torneira aberta no contador!' E assim tem sido. Estas que estão sem tecto, ela trata se o Céu não as regar. Bem haja!


Foto de GuidinhaPinto: Amanhã espera-nos um dia quente

Marido falou alto, do páteo: Vem cá fora depressa ver uma coisa. Larguei o que estava a fazer e fui lá fora. Apontou com o indicador em direcção ao longe. Era o Céu, lá ao fundo, na Ponte de Sotão. Que lindo! Com aquela côr? Amanhã a certeza de mais um dia de Sol.

Coisas da Serra

Esta é a minha Cerdeira. De manhã, antes do almoço, vista do cimo, como quem vem da Capela.
Esta é a fonte de calor para tudo e todos os que se encontram dentro da casinha.
Esta de avental (já aprendi que devo usá-lo) sou eu, com um dedo espetado por via de um corte que dei ao abrir a abóbora exposta em baixo. A minha Bi esperava que eu pontapeasse uma bola feita de meiasvelhasdodono. Em cima do fogão duas taças com sopa de nabiça a aquecerem, dois pratos vazios a esquentarem, um tacho com massada de peixe e uma chaleira com água, para mais logo beber uma tisana.
Abóbora oferecida por Prima Palmira, a que está aqui a das filhoses

Herança

Heidei este pedaço de chão: x m2 de terreno de mato e pinheiros. Na Lomba.
Mas agora marcar as confrontações correspondentes à área?! Eu por aqui me fico, a clicar, que este chão foi remechido com máquinas da Câmara Municipal de Góis, no intuito de limpar os matos e afastar o perigo dos incendios das casas mais próximas dos pinhais. Arrancaram eventuais marcos e até cortaram as raízes a dois pinheiros. Estão a acastanhar as agulhas no topo. Lídia avisou que seria melhor cortá-los para lenha do que deixá-los ficar, porque apodrecem. Mas não o fizemos, ainda.
Daqui não saio. Tem uma vista linda. E não quero torcer um pé. Custou-me tanto a subir! Perdi o jeito de cabrita. Os anos levam-nos tudo :-((
Aparece nesta foto: a meio a confrontação a Norte, junto deles, a Poente.


A confrontação a Nascente, não sei onde começa. A Sul é por esta "parede" abaixo.

O mais engraçado é que procurámos ajuda nas Finanças de Góis:

Perguntei: -Mas senhor das Finanças, como poderei achar as confrontações do terreno? Há alguém da Câmara ou daqui que nos poderão ajudar a achar os marcos?

Resposta: Não há ninguém. Tente perguntar aos mais antigos, os de lá. São eles que conhecem as confrontações.

E mais não disse. E assim fizemos. Ao fundo da 1ª foto, Lídia indica a Marido a confrontação a Norte e a Poente. Ah! mas eu fui descobrindo outras coisas que a Mãe Natureza nos oferece. Cliquei.Olhem! Lídia, Marido! Cogumelos! - gritei.

Não tenho só mato e pinheiros. Tenho uma terra propícia ao aparecimento destes fungos comestíveis!!! E não existe humidade, o tempo está seco, embora estejamos em Novembro. Despedi-me. Para a próxima, venho visitar-vos com tempo de "dona".

Tão velhinha!


"Pessoalmente eu não tenho idade, tenho vida", susurra-me a árvore que dá castanhas.

Momentos

Gostamos mesmo muito de estar na Serra. Tranquilidade, afazeres reinventados, porque assim o desejamos. Pena serem dias contados.
Figos e castanhas assadas descascadas, oferta de Tio Manuel. Apanhou os figos da sua figueira. Trouxe as castanhas do magusto que a Câmara Municipal de Góis ofereceu aos seus visitantes, na tarde do dia 1 de Novembro. Adorámos os miminhos que Tio nos ofertou.Broa de milho, oferta do Mateus. Comprada na Ribeira Cimeira a uma senhora de lá, cujo nome desconheço mas faço questão de conhecer quando voltar à Serra. Sei lá agora quando!?!

Castanhas - há poucas neste Outono

1 de Novembro de 2007. Chegámos bem cedo. Seriam 10:00h. Deixámos as malas e a Bi em casa e seguimos para a Feira dos Santos, em Góis.

Queríamos comprar castanhas, nozes, queijo de cabra, licor de figueira da Paula da Ribeira, chouriços para uma feijoada. Pão de centeio no Kente e Doce.

De tarde, fomos até à Varzea. Estas fotos são da apanha de castanhas. Porque na Feira, as mais baratas eram a €2,80. Não as comprámos...



A Várzea, estava linda vista do lado de cá, apesar da falta de chuva. É neste local que cada uma das casas-de-família do Lugar têm um castanheiro, plantados há mais de 1 Século. Mataram a fome a algumas gerações.

Mateus foi connosco e varejou o castanheiro da casa dele.

O "pessoal" que vimos avisou-nos que havia poucas castanhas por não ter chovido nada nem ventado ainda ... pois!!! claro que apanhámos meio cento, mas para quê mais? Amanhã é outro dia ...
Marido aventurou-se na encosta ... e apanhou algumas.
Eu ... deixei-me ficar debaixo do castanheiro que Mateus foi varejando! Não levei com nenhuma na cabeça embora parecesse que estava a pedi-las :-)

Do cimo dos Penedos de Góis, a cerca de 1040 metros de altitude

Foto de Marido de GuidinhaPinto: Subiram e valeu o esforço. A vista é soberba do outro lado.
Foto de Marido de GuidinhaPinto: A meio, Cerdeira de Góis, "home sweet home"
Foto de Marido de GuidinhaPinto: Ao fundo, outro Lugar na Serra meu conhecido, mas não me recordo do nome.
Foto de Maridode GuidinhaPinto: Vista sobre a Serra, à esquerda do Penedo
Esta visita, para mim é virtual. Sempre o foi. Nunca me aventurei a subir aos Penedos de Góis. Marido, carregou sempre as máquinas dos retratos, sempre que o subiu. Eu, só de olhar as fotos e usando a imaginação, posso experimentar a sensação que deve sentir-se. São cerca de 1040 metros de altitude, repito.

O agradecimento é a memória do coração - Lao-Tsé

Foto de GuidinhaPinto: Penedos vistos da Cerdeira de Góis

Esta vai ficar sozinha. Repare-se no primeiro pico do lado esquerdo. Foi até aí que eles - os Homens - subiram. Os 3 Homens da estória. E eu fiquei a ver navios ... pois quem não pode, arreia, frase de um Amigo ido, Dr. Costa Mira.

Hoje, passados alguns dias sobre o acontecido, digo - Valeu a pena. Sem dói-dóis ... dói-dóis? já nem me lembro e repetirei se ele me convidar!

Agora é partilhar estas imagens e esta estória. Obrigada Irmão por mais este passeio.

Para si que me visita, bons passeios virtuais pela minha "Serra do coração".