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Gosto, prontos!

Dia 21 de Março de 2008, Sexta feira-a-Santa: Compadres, Afilhados e *Afilhadinha* - convidados para o 1º jantar deles, na Casinha. Chegados de Lisboa, mas já quase noite, nada melhor que uma refeição pronta, ?
Lá fora, 7 graus Centígrados. Cá dentro - graças ao fogão a lenha - 20 quentinhos graus. E a ementa foi: polvo à lagareiro com batata assada, tartes de grão e de amêndoa, frutas, café, licores ...

Dia 22 de Março de 2008, Sábado-de-Aleluia, jantar com os Primos (os especialistas das filhoses), na Casinha. Galo no forno com batatas e cebolinhas, grelos (da Prima Laura) cosidos e passados em azeite e alho, pudim de coco, café e bagacinho. Lá fora, a chuva amainou, o vento soprava menos, a temperatura estava uma décima abaixo de 0 graus Centígrados. Cá dentro, os 19. *Teve-se* bem. Mas o Sporting perdeu.

A desordem que tenho que limpar depois de uma festa, significa que estivemos rodeados de familiares e amigos. Eu gosto de receber Amigos. Junto este gosto ao de cozinhar. São ambos explosivos para mim. Dias depois das festas ... depois conto.

Prometemos eu e Marido - um ao outro - que Domingo de Páscoa, se o tempo o permitisse, sairíamos, a dar uma volta, a refrescar, a ver pessoas e a almoçar fora. Já chegava de cozinha, de cozinhados, de arrumações. Isto, se Pedro-o-Santo nos agraciasse, claro. Que férias mais frias e chuvosas!!! Assim não valia!!!

O meu Penedo, a descoberto. Uau! À esquerda, Vale Torto
Já em casa. Na cozinha, espreito o Penedo. São 10:00h. Está lindo! Dentro de casa, o termómetro marca 2 graus e meio.
Marido faz a primeira tarefa. Acender o fogão de lenha.
A pouco e pouco a temperatura subiu dentro de casa. Num outro termómetro, passados alguns minutos, estava menos frio. Já ía nos 8 graus e meio. Aqui na Serra, o frio é mesmo frio. O ar é límpido. Arrumamos o essencial e ála. Dar uma volta porque se tem de aproveitar todos os raiozinhos de sol. E fomos cumprimentar os primos.
Laura e um cabritinho
Laura e o outro cabritinho
Laura chegando o cabrito ao teto de uma cabra
Laura segura o teto, Mateus segura a cabra e os cabritos mamam
Esta é a prima-pastora-Laura-e-o-seu-marido-Mateus. Mais uma vez eles aqui ficam. Asim que os cumprimentei, contaram-nos a estória dos dois cabritinhos que teem de ser chegados. Um ficou sem a mãe. O outro tem mãe, mas não deixa o filhote mamar. Coisas da natureza. Então, os bichinhos teem de ser chegados aos tetos de todas as cabras do rebanho, para poderem sobreviver. Mateus segura nas cabras enquanto os pequenitos procuram os tetos. E começam a mamar, abanando as caudas de contentes. Esta estória repete-se tantas vezes. O pasto da serra só dá mesmo para cabras. É muito pobre. Nesta altura do ano, nascem cabritinhos. Sempre que lá vou nesta época, há cabritinhos novos. E uma história para contar.
Nada como nascer cabrito nas mãos da minha prima-pastora-Laura. Uma sorte, neste mundo cão.

Coisas da Serra

Esta é a minha Cerdeira. De manhã, antes do almoço, vista do cimo, como quem vem da Capela.
Esta é a fonte de calor para tudo e todos os que se encontram dentro da casinha.
Esta de avental (já aprendi que devo usá-lo) sou eu, com um dedo espetado por via de um corte que dei ao abrir a abóbora exposta em baixo. A minha Bi esperava que eu pontapeasse uma bola feita de meiasvelhasdodono. Em cima do fogão duas taças com sopa de nabiça a aquecerem, dois pratos vazios a esquentarem, um tacho com massada de peixe e uma chaleira com água, para mais logo beber uma tisana.
Abóbora oferecida por Prima Palmira, a que está aqui a das filhoses

Momentos

Gostamos mesmo muito de estar na Serra. Tranquilidade, afazeres reinventados, porque assim o desejamos. Pena serem dias contados.
Figos e castanhas assadas descascadas, oferta de Tio Manuel. Apanhou os figos da sua figueira. Trouxe as castanhas do magusto que a Câmara Municipal de Góis ofereceu aos seus visitantes, na tarde do dia 1 de Novembro. Adorámos os miminhos que Tio nos ofertou.Broa de milho, oferta do Mateus. Comprada na Ribeira Cimeira a uma senhora de lá, cujo nome desconheço mas faço questão de conhecer quando voltar à Serra. Sei lá agora quando!?!

De volta

Foto de GuidinhaPinto: Na Nacional 2, quase a chegar, com Penedo ensapeirado, em mês de Julho de 2007

Foto de GuidinhaPinto: Ida a Góis - com Rio Ceira - em Sábado de Julho de 2007 Foto de GuidinhaPinto: Poucos veraneantes em Góis no Rio Ceira, em Sábado de Julho de 2007
Foto de GuidinhaPinto: Pôr-do-Sol em tarde de Julho de 2007 visto da minha Janela
Foto de GuidinhaPinto: Na hora da partida*

Fomos e voltámos. Sem incidentes.
Quando parámos de subir e chegámos àquele ponto em que olhei o meu Penedo, fiquei triste. Estava o tempo ensapeirado e estava frescote. Descemos até à casinha. Abrimos portadas, deixámos Bi a descansar e saímos logo a seguir. Toca a subir para chegar à Nacional 2. A seguir descer. Para comprar pão, fruta... A 15 quilómetros de distância, curva-contra-curva. Góis, à nossa espera =). E o seu Rio Ceira, fresco, limpo. Aguardam a inundação humana que tarda este ano. As relvas tratadas e areias novas na praia fluvial. Preparados para receber os da terra e os outros, que descobriram que ali se passam férias de verdade. Tranquilidade é o mote. Tirando uns dias em Agosto, dedicados aos motards - modas!
No nosso Sítio deu para jardinar, para olhar e sentir, ouvir o silêncio, ver a Via Láctea que entretanto o céu limpou de núvens e guardar imagens através de um clic. Pouca gente ainda. Silêncios. Nada se ouve para além dos ralos ou do Barnabé, o cão da Prima Laura - a pastora.
Sábado à noite, bateram ao sino. Abrimos e era primo Mateus, marido da Prima Laura – a pastora. Entrou carregado e orgulhoso. Trazia-nos um pouco do seu trabalho, num alguidar vermelho. Mimos, chamo-lhes eu. Pasmados ficámos. Disse-nos: - “Bêem que se agente quiser com trabalho tem? A terra é pobre, mas dá. É preciso é trabalha-la!”. Referia-se aos "reformados" que deixaram de cultivar as terras e compram tudo no Pingo Doce, o super-mercado mais próximo, em Góis. Quem cultiva tem os haveres para seu consuno e para oferecer aos amigos. A lembrar: couve-flor branquinha, brócolos verdíssimos, couve portuguesa tenrinha, beterraba de um tamanho descomunal, alface grande e tenra, courgettes e espinafres. Que belo presente que ele nos trouxe. Produtos obtidos com o suor do seu rosto, que aquela terra é pobre em nutrientes e precisa de muitos cuidados, muitas regas, para se transformar num jardim de legumes ou num pomar.
Bem-hajam os Mateus que se dedicam à terra e dela obtém subsistência.
Bem hajam as Lauras pastoras.

Apetecia ficar por lá. Manhã de Domingo, arrumar as coisas. Chilrear de pássaros. Sossego para o cérebro, ar despoluído para respirar, comidinha simples e em casa… PAZ. Foi cansativo ir no sábado e voltar no domingo. A reforma tarda e está sempre a ser adiada pelos que mandam. Será que a casinha não vai ter o uso que sonhámos dar-lhe quando a imaginámos naquele Sítio e no papel? Mais 3 anos? Mais 4 anos? Esperar pois, que se há-se fazer?

A 250 quilómetros de distância

Foto de GuidinhaPinto: Manhã ensolarada =)

Foto de GuidinhaPinto: Manhã ensapeirada =(

Foto de GuidinhaPinto: Acordar e espreitar como está a manhã! Pelo sorriso, está ensolarada.
Desejo a todos os que me visitarem, um bom fim de semana.

Estamos a pensar aproveitar estes 2 dias de Verão fresquinho para dar um saltinho até à casinha.
Há muitos meses que a não vamos arejar. Saudades!!!