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Jolie, a minha amiga-da-onça

3ª feira, já passou a Páscoa e continuei a receber prendinhas. Adoro receber prendinhas. Quem não gosta?
Esta imagem - Nossa Senhora do Almortão - foi-me trazida pela minha Amiga Jolie. Vai servir de marcador, a um próximo livro a ler.
Mas não só. Como é muuuuuito, mas muito minha Amiga, também me trouxe um saquinho de Bolos Esquecidos , da Dulci Panis, mais uma meia-dúzia com formato de pé-de-alce-com-pouco-açúcar-por-causa-da-linha e mais um em forma de duas bolas-juntas com cheirinho a erva doce.
Doçaria da Idanha-A-Nova, terra do Senhor-seu-Marido, o-Careca, epíteto que ela usa com muito carinho.
Idanha-a-Nova, na Beira Baixa. Terra de Cantadeiras-tocadoras-de-Adufes. A cerca de 100 km do meu Sítio. Talvez uns poucos mais. Se nós, em férias, estivermos na Beira Baixa e eu ou ela seguirmos esta estrada
http://maps.live.com/default.aspx?v=2&cp=39.977065~-7.677214&style=r&lvl=9&tilt=-90&dir=0&alt=-1000&rtp=pos.40.0994327303087_-8.11721025305472_Cerdeira,%20Coimbra,%20Portugal__~pos.39.9238285667477_-7.23899135976365_Idanha-a-Nova,%20Castelo%20Branco,%20Portugal__&rtop=1~0~0&encType=1 encontramo-nos de certeza.
Pensaremos nisso para as próximas férias? Obrigada Jolie ;-)

Casa do Artista

*não é permitido envelhecer*
Armando Cortez, pintura em tela de autor que desconheço.
Foto de Armando Cortez com sua mulher, Manuela Maria

Teatro Armando Cortez, onde estava a ser representado o Barbeiro de Sevilha.

Domingo, 30 de Dezembro de 2007. Não podia deixar passar este ano sem estar perto dos meus Amigos Etelvina e Jubilot, para lhes dar um abraço. Estão há poucos meses a viver na Casa do Artista. Por força maior - a falta de saúde da minha Amiga. Ele, com 83 primaveras. Ela um pouco menos. Músico na Banda da Força Aérea, tocou também na Orquestra do Casino do Estoril e na Sinfónica de Lisboa. Trompete de Vara. Conhece muitos artistas. Encontrou alguns por lá. Ou as mulheres, viúvas de colegas artistas.

Não é um Lar como os que eventualmente conhecemos. Não cheira a Lar. Não vi idosos sentados, lado a lado, tapados com mantas, pasmados, alheados, à espera.

É no entanto o lar, no sentido de todos se sentirem em casa, tratados com carinho, atenção, pelas pessoas que lhes dão assistência. No quarto amplo, objectos pessoais, alguns móveis pessoais, fotografias emolduradas dos familiares. E o horário das visitas começa às 10:00h e prolonga-se até ao final da tarde. Podemos até almoçar com eles, ou lanchar com eles.

A Casa do Artista foi fundada em 1999 por Armando Cortez e Raul Solnado, é uma instituição particular de solidariedade social que está ao serviço de artistas idosos. Passo a publicidade, mas pelo que o meu Amigo me mostrou, tem também incluídas nas suas instalações em Carnide, Lisboa, uma galeria de arte, o Teatro Armando Cortez, salas para formação e um centro de fisioterapia.

Quase que posso sonhar e imaginar: se todos os Lares do nosso País fossem idênticos a este ... eu não sentiria nenhum arrepio se pensasse poder acabar aqui os meus dias.

O meu amigo, junto a piano com nome, numa Sala com nome, que esqueci.
Atrizes de outras eras, a preto e branco.
Ivone Silva, a saudosa. Recordo-a com Camilo de Oliveira em trajos andrajosos e ambos com grande bebedeira : *Oh! Agostinho, oh! Agostinha /que rico vinho / vai uma pinguinha / este país perdeu o tino /a armar ao fino, a armar ao fino / este país é um colosso / tá tudo grosso, tá tudo grosso / isto é que vai uma crise /prá esquerda /isto é que vai uma crise / prá direita*, ou, enfiada no seu vestido preto afirmava *eu nunca me comprometo*...
Amália Rodrigues, na parede
No fim da visita, meu Amigo levou-nos a conhecer a sua nova casa. Nesta sala, reconheci algumas das artistas e actrizes. Cliquei. Guardo aqui, como se fosse um álbum de fotografias.

To all the beautiful women

Para a Guidinha, a Girassol, a Dina, a Belisa (parabéns), a Sofia, a Elvira, a Jolie, a Zindinha e todas as mulheres maravilhosas que por aqui passarem, fazendo minhas as palavras desse rapaz aí em cima, desejo-vos
UM FELIZ ANO NOVO.
Recebido, via e-mail, da Teresinha, com o seguinte texto : "O George não tinha o teu mail e pediu-me para te enviar esta mensagem!"
Esta rapariga é um doce.

Um desejo meu


Que a magia desta figura traga, como prenda de Natal,

a saúde perdida de uma amiga virtual.


Sabes que é para TI!

Talasnal - estória de um passeio

Foto de GuidinahPinto: Chegada ao Talasnal - grupo dos 5 (4+fotógrafa)

Depois de almoço, arrumados os pratos, ouvimos: - "Vamos ao Talasnal. Querem vir? Vocês não conhecem, aproveitem enquanto há jipe."
Era Irmão. Ai ai que ele está com pressa... Vamos Marido? Não conhecemos ... vamos ... vamos ... A Bi ficou em casa, com um biscoito na boca e promessa “os donos já vêem".
Partimos de Cerdeira de Góis na tarde de 6 de Outubro. Um belo grupo de 5 pessoas amigas. Metemo-nos no jipe: Mário (70 anos) ao lado do motorista (45 anos). Eu, Marido (56 anos) e Lili a Cunhada, atrás. (Das senhoras não digo as idades). Uau! Vamos lá para a aventura. E com Irmão a guiar, vão haver muitos ais, uis, uaus, he!pás! da minha parte. Mesmo assim, tenho de aproveitar, que andar por caminhos da Serra não é coisa para Marido se aventurar. Para além disso, não temos jipe, viatura indispensável para trepar e descer aquelas "estradas".
Descemos à Ribeira, subimos à Pena, continuamos a subir à Aigra Velha, e a subir até ao Trevim (1210m de altitude). Já lá em cima, as beiras das estradas da Serra adensam-se de árvores, salpicada ali e acolá por pequenos povoados. O olhar vai tão longe. O espaço é tão aberto que parece que estou a planar. De repente, do nosso lado esquerdo, um monte de casinhas, parecido a um presépio de postal. É ali o Talasnal (500m de altitude). "Pára um bocadinho, deixa-me tirar o retrato", digo eu a Irmão, o incitador desta viagem de muitos quilómetros, serra acima, serra abaixo, "por montes e vales, como é bom cantar, cantar" ...
Chegámos. Saímos da viatura. Eles 4 seguiram, para a visitar a pé claro, a subir e a descer. Eu fiquei … para conhecer mais ... na horizontal. Estava feita numa passa e ainda faltava o regresso. Tinha de me poupar :-))
O ar que ali se respirava era limpo. Pareceu-me cheirar a forno de lenha, numa das ruelas ...
As casinhas formavam uma linha ondulante, tendo como ponto central o largo da fonte, reconstruída em 1999, conforme informava a placa, por onde todos os visitantes entravam deixando os meios de transporte para trás. As casas de xisto, erguiam-se umas a seguir às outras, formando estreitas ruelas, ou então pela encosta acima, rodeadas de verdura. Eu fiquei pelas ruelas ...
“As paredes das casinhas, construídas ao longo de anos por pedreiros locais, são bem travadas por duras e naturalmente facetadas pedras de xisto, de um colorido que dispensa a cal", como já li algures. E cliquei muito. Estão mais abaixo postadas, todas as fotos que consegui tirar.
A serra, essa é irregular, mas os socalcos são aproveitados para cultivo. Os vales continuam lá bem ao fundo. Ao longe, muito ao longe, vêem-se as serras do Buçaco e do Caramulo, mais protegidas do que a Lousã, sendo que esta última é o primeiro obstáculo à humidade que provém do Atlântico, informei-me.
Vê-se tudo isto do Talasnal.
Não vi gente que lá morasse. Não fui ao "Ti Lena". Apenas ouvi as vozes do que me pareceu ser uma taberninha - "O curral". Esteve nas minhas espreitadelas. Não entrei, porque talvez já não conseguisse saír sem ser de gatas.
Ah!, as fotos mostram: Vi uma criatura - um gatinho castanho - com o qual tentei manter dois dedos de conversa. É a minha sina. Pareço o Dr. Doolittle.
Haviam muitos turistas, isso sim.
Para terminar - como qualquer uma das crianças que por lá andava em visita e que decerto irá escrever na redacção pedida pela professora sobre como passou o fim de semana - digo: gostei muito de visitar o Talasnal.

Para o profeta, que me visita num outro sítio, com amizade

Foto de GuidinhaPinto: Serra da Lousã, a cerca de 1 000 metros de altitude, em Outubro de 2007

... / ... Incerta é a viajem na procura do mais profundo
No céu o sol sorri para mim
Sento-me, bem cá do alto, abraço este … maravilhoso Mundo…

Posted by Picasa

Para a Girassol

Foto de Guidinha Pinto

Para a "Girassol"
uma captação da luz do sol
que me entra janela adentro,
retribuindo a tua lembrança.

Urze com amizade

Foto de Guidinha Pinto
Ofereço este bouquet de urze à minha amiga virtual "avó Guida".
Porque sim.

Amizade


Recebi de "blogue da avó guida" este Novelo da Amizade, que por sua vez lhe foi enviado por outro alguém. Obrigada Margarida/Avóguida. Mas eu não tenho nos meus "conhecimentos virtuais" 10 pessoas para nomear! Como vou fazer para não parecer mal agradecida?

Pergunto: Como podem as pessoas que não se conhecem pessoalmente atribuir-se símbolos de amizade mutuamente?
Respondo: É preciso acreditar. Acreditar que o que lemos em certos blogues é escrito com a verdade de cada um. Que a empatia não é virtual, é verdadeira. Que se um dia viermos a conhecer em carne e osso essa(e) amiga(o) virtual, ela(e) não nos vai desiludir. Penso que me dei a resposta. Simples!

"Conhecer alguém aqui e ali que pensa e sente como nós, e que embora distante, está perto em espírito, eis o que faz da Terra um jardim habitado", escreveu Goethe.